sexta-feira, 1 de novembro de 2013


Pernambuco: ADUTORA DO AGRESTE.


Engenharia consultiva vai agilizar obras da Adutora do Agreste, em Pernambuco.

Foto: Compesa

Realizar as obras da Adutora do Agreste com maior controle da qualidade técnica, menor prazo e menor custo são os objetivos do contrato firmado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) com o consórcio formado pelas empresas Concremat, Projetec, Engeconsult e Techne para serviços de gerenciamento, fiscalização, assessoria técnica e elaboração dos programas ambientais das obras deste projeto.

Orçado em R$ 36 milhões, este será o maior contrato de engenharia consultiva da história da companhia, que começou a valer a partir de ontem (21) após a assinatura da ordem de serviço em evento no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

O contato terá vigência de 28 meses e atenderá a todas as fases da obra da adutora, que foi dividida em cinco lotes, sendo quatro já em execução e um em fase de contratação.

Ao justificar o contrato, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, disse que a empresa não dispõe de estrutura para gerenciar um projeto do porte da Adutora do Agreste, um investimento de mais de R$ 2 bilhões e realizado em vários lotes, tamanha a sua complexidade técnica.

“Queremos também garantir que os recursos  públicos sejam  bem aplicados e que as ações sejam executadas com agilidade, conforme espera a população do Agreste, uma região que sofre por conta da indisponibilidade hídrica da região”, afirmou.

Segundo o representante do Consórcio, Antônio Carlos Vidon, o contrato irá disponibilizar uma estrutura de 139 profissionais, sendo 59 de nível superior.

Do total de profissionais envolvidos, 64 vão atuar diretamente na supervisão das obras, 61 em atividades de projetos, planejamento e controle e 14 serão dedicados exclusivamente ao acompanhamento das questões ambientais. 

Ainda segundo o contrato, os trabalhos de fiscalização contarão com sedes em Pesqueira, Venturosa, Itaíba e Toritama, de onde os técnicos vão fiscalizar os serviços nos lotes 1, 2, 3 e 4, respectivamente.

O consórcio também irá disponibilizar modernos recursos de gestão de gerenciamento por meio de ferramentas online. Um delas é One Page Report (OPR), que oferece um relatório gerencial de uma página com informações relevantes do empreendimento consolidados e ilustrados através de gráficos. 

A segunda ferramenta, Relatório Diário de Obras (RDO), traz o registro das informações da obra atualizadas diariamente, incluindo ainda relatórios fotográficos. Haverá também uma plataforma on line para a gestão de documentos. “Essas ferramentas integradas irão ajudar no planejamento e controle da qualidade, dos custos e dos prazos da obra”, finalizou Vidon.
Os programas ambientais da Adutora do Agreste também estão no escopo do trabalho do consórcio contratado. 

Os programas que serão desenvolvidos irão adotar métodos construtivos menos danosos ao meio ambiente, a prevenção de danos ao patrimônio arqueológico, a recuperação de áreas degradadas, a preservação da flora e da fauna, o monitoramento da qualidade da água e a promoção da saúde pública no entorno da construção da Adutora do Agreste.

Com a conclusão das obras, previstas para junho de 2015, a Consultoria também vai atuar na fase de pré-operação do Sistema, propondo os ajustes operacionais necessários e contribuindo para a elaboração de um Manual de Operação.

A Adutora do Agreste irá transportar 4 mil litros de água por segundo do Rio São Francisco até a casa de cerca de dois milhões de pessoas em 68 cidades e 80 localidades do Agreste pernambucano.
 

Fonte: Assessoria de Comunicação e de Responsabilidade Social da Compesa

 

Augusto Saboia 08:42

COMENTÁRIOS

João Suassuna - Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Recife


Esse é um projeto que irá utilizar as águas do rio São Francisco, caudal que já apresenta limitações volumétricas para fornecimentos outros. Venho envolvido com essas questões há 18 anos, criticando fortemente o projeto da transposição, principalmente na forma de como essas águas serão retiradas do rio. No caso de Pernambuco, a adutora do Agreste irá retirar, por intermédio de tubulações, as águas do Velho Chico, não de sua margem, mas do Eixo Leste de um projeto tecnicamente ruim, socialmente preocupante e politicamente desastroso! Além de uma evaporação descomunal a que será vítima nesse Eixo, o projeto da transposição foi concebido para o atendimento do grande capital, principalmente da irrigação pesada, da criação de camarão e dos usos industriais. As águas do Eixo Leste do projeto, por exemplo, abastecerão a represa de Boqueirão, localizada no Estado da Paraíba, cujo governo acaba de aprovar um projeto, orçado em R$ um bilhão de reais, para conduzir essas águas, objetivando o reforço ao abastecimento do litoral paraibano, bem como da irrigação das culturas da cana de açúcar, na região do Brejo. Esse, na minha modéstia opinião, é o caminho de menor distância para se exaurir, de vez, um curso d´água. É viver para crer!

Sobre o assunto:

Transposição do São Francisco no Programa Opinião Pernambuco

http://www.youtube.com/watch?v=merlNiEJ0RM
por João Suassuna — Última modificação 23/10/2013 15:32

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga