segunda-feira, 28 de março de 2022

 

FAEPA QUER USAR TRANSPOSIÇÃO PARA AMPLIAR PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA

Assista ao vídeo da matéria, no endereço abaixo

https://www.maispb.com.br/594175/faepa-quer-usar-transposicao-para-ampliar-producao-agropecuaria-no-sertao-da-pb.html

24/03/2022


Imagem: Reprodução

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, afirmou nesta quinta-feira (24) que quer ampliar a produção agropecuária no sertão da Paraíba. A informação foi dada em entrevista ao jornalista Heron Cid, em Cajazeiras, durante evento que discute a Transposição do Rio São Francisco.

Com a perspectiva de melhora das condições hídricas após a conclusão da Transposição, segundo ele, será possível ampliar a participação do agro no semiárido paraibano. O gestor citou Petrolina, no sertão pernambucano, como exemplo a ser adotado para implementação de técnicas de irrigação e de alimentação bovina.

“Petrolina tá lá, o pequeno, o médio e o grande produtor. O cenário da Bahia criou um centro de excelência para treinar produtores e pequenos produtores na fruticultura. Mas não podemos esquecer da pecuária no semiárido. Todos os países do mundo fazem pecuária no semiárido. A pecuária dos Estados Unidos é no semiárido, com feno e silagem vindo de outras regiões que têm água. Na Austrália, a mesma coisa está chovendo de 250 a 300 mm por ano. Na Europa e na África do Sul não é diferente. Temos que pensar numa pecuária com Palma. Estamos trabalhando com uma máquina colheitadeira de palma. Queremos lançar isso no dia 23 de setembro”, explicou Mário Borba.

Borba participou, nesta quinta-feira (24), do “Pacto das Águas”: discussão sobre a chegada das águas do Rio São Francisco no semiárido. Ele foi um dos intermediadores do segundo tema do evento: “Gestão das Águas para o Desenvolvimento Sustentável”. Além dele, estiveram presentes, o presidente da Agência Executiva das Águas da Paraíba (AESA), Porfírio Loureiro, o diretor da Codevasf na Paraíba, Paulo José Paes Filho e o reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Antônio Fernandes Filho.

 

Sobree o assunto

Sudene projeta Sertão da PB como “grande celeiro de alimentos”

https://www.maispb.com.br/594206/sudene-acredita-que-sertao-da-pb-podera-se-tornar-grande-celeiro-de-alimentos.html

UFCG disponibiliza estrutura e pesquisas para desenvolver Sertão

https://www.maispb.com.br/594192/reitor-coloca-ufcg-a-disposicao-para-pesquisas-de-aproveitamento-da-transposicao.html

Codevasf quer replicar na PB modelo de produção de Petrolina

https://www.maispb.com.br/594177/codevasf-quer-replicar-na-pb-modelo-de-producao-de-petrolina.html

 

COMENTÁRIOS

João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

As autoridades paraibanas deveriam estar preocupadas com o abastecimento de Campina Grande, com as águas da transposição do Rio São Francisco, e não estarem se empenhando na ampliação da produção agropecuária na região do Sertão, com as águas do Velho Chico. As águas do rio sequer estão chegando à Boqueirão de Cabaceiras, que abastece o município campinense e 18 cidades de seu entorno, estando, a represa, com sua capacidade útil em torno de 21% apenas, o que aumentam as chances de Campina voltar aos famigerados racionamentos de água que havia passado em 2014, situação essa agravada por uma demanda hídrica histórica que não para de crescer. Adianto, que no percurso das águas da Transposição, entre o município de Monteiro e a represa de Boqueirão, existem infiltrações na calha do Rio Paraíba, uma exacerbada evaporação, uma pesada irrigação, que reduzem em ¾ o volume de água para o interior de Boqueirão, além de lançamentos de esgotos que resultam em uma água de péssima qualidade para consumo humano. Para agravar essa situação, o Governo do Estado anunciou, na mídia, a aprovação de um projeto de 400 milhões de reais (U$80 milhões) - a Adutora do Cariri - para reforço do abastecimento das regiões do Cariri e Curimataú do estado, a qual utilizará as águas estocadas no açude de Poções, em Monteiro, represa que faz parte do circuito das águas do São Francisco até Boqueirão de Cabaceiras. A Paraíba hoje dispõe de poucos volumes para uma demanda hídrica que não para de crescer. As autoridades não podem, e nem devem, considerar a "água" como um bem natural infinito e, portanto, sujeita a usos ilimitados. A "água" é um bem natural finito, a sua busca deve ser feita com planejamento específico e o seu uso, com a parcimônia devida.

 

Postado há 3 days ago por João Suassuna

 

 

 

Joao Suassuna <joao.suassuna@fundaj.gov.br>Para:Fundaj Todos,pesquisa-todos@fundaj.gov.br,Pesquisa DIPES.Cc:Carolina Beltrão de Medeiros,Marcelo Cauas Asfora,Luciana Tavora.

Cco:alipiocfilho@yahoo.com.br

sex., 25 de mar. às 12:33

 

Meus Prezados,

As autoridades paraibanas deveriam estar preocupadas com o abastecimento de Campina Grande, com as águas da transposição do Rio São Francisco, e não estarem se empenhando na ampliação da produção agropecuária na região do Sertão, com as águas do Velho Chico. As águas do rio sequer estão chegando à Boqueirão de Cabaceiras, que abastece o município campinense e 18 cidades de seu entorno, estando, a represa, com sua capacidade útil em torno de 21% apenas, o que aumentam as chances de Campina voltar aos famigerados racionamentos de água que havia passado em 2014, situação essa agravada por uma demanda hídrica histórica que não para de crescer. Adianto, que no percurso das águas da Transposição, entre o município de Monteiro e a represa de Boqueirão, existem infiltrações na calha do Rio Paraíba, uma exacerbada evaporação, uma pesada irrigação, que reduzem em ¾ o volume de água para o interior de Boqueirão, além de lançamentos de esgotos que resultam em uma água de péssima qualidade para consumo humano. Para agravar essa situação, o Governo do Estado anunciou, na mídia, a aprovação de um projeto de 400 milhões de reais (U$80 milhões) - a Adutora do Cariri - para reforço do abastecimento das regiões do Cariri e Curimataú do estado, a qual utilizará as águas estocadas no açude de Poções, em Monteiro, represa que faz parte do circuito das águas do São Francisco até Boqueirão de Cabaceiras. A Paraíba hoje dispõe de poucos volumes para uma demanda hídrica que não para de crescer. As autoridades não podem, e nem devem, considerar a "água" como um bem natural infinito e, portanto, sujeita a usos ilimitados. A "água" é um bem natural finito, a sua busca deve ser feita com planejamento específico e o seu uso, com a parcimônia devida.

Circulei a matéria nas redes sociais e editei no Blog http://www.suassuna.net.br

 

http://www.suassuna.net.br/2022/03/faepaquer-usar-transposicao-para.html  

 

Att.

João Suassuna

Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

sábado, 26 de março de 2022

 

SITUAÇÃO DOS PRINCIPAIS RESERVATÓRIOS DO BRASIL – 25/03/2022

Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS 

Período das Águas 


Hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco – Imagem Reprodução do Google 

Informação em 23/03/2022 

Regiões SUDESTE / CENTRO-OESTE (situação atual  62,39%)

Principais Bacias

Principais Reservatórios

Situação Atual

Rio Grande (25,16% da região)

Furnas (17,10% do subsistema)

79,49%

Mascarenhas de Moraes (2,12% do subsistema)

76,49%

Água Vermelha (2,13% do subsistema)

61,97%

Marimbondo (2,64% do subsistema)

59,71%

Paraíba do Sul (3,69% da região)

Paraibuna (2,21% do subsistema)

39,02%

Rio Paraná (1,80% da região)

Ilha Solteira (1,80% do subsistema)

36,30%

Rio Paranaíba (38,38% da região)

São Simão (2,45% do subsistema)

60,05%

Serra do Facão (3,22% do subsistema)

32,00%

Batalha (1,35% do subsistema)

85,61%

Nova Ponte (11,13% do subsistema)

47,95%

Itumbiara (7,68% do subsistema)

72,06%

Emborcação (10,69% do subsistema)

62,71%

Rio Paranapanema (5,78% da região)

Capivara (1,90% do subsistema)

34,88%

Chavantes (1,65% do subsistema)

51,43%

Jurumirim (2,01% do subsistema)

49,75%

São Francisco (1,29 da região)

Três Marias (1,15% do subsistema)

94,13%

Tietê (4,75% da região)

Billings (1,20% do subsistema)

76,71%

B. Bonita (1,33% do subsistema)

83,20%

Três Irmãos (1,14% do subsistema)

38,22%

Tocantins (17,30% da região)

Serra da Mesa (17,25% do subsistema)

60,73%

 

Região SUL (situação atual  36,43%)

Principais Bacias

Principais Reservatórios

Situação Atual

Capivari (1,91 da região)

G.P. Souza (1,91 do subsistema)

31,38%

Rio Iguaçu (51,19% da região)

Salto Santiago (17,00% do subsistema)

34,07%

Segredo (2,28% do subsistema)

59,03%

Santa Clara (1,90% do subsistema)

74,74%

G.B.Munhoz (29,91% do subsistema)

48,32%

Rio Jacuí (15,41% da região)

Ernestina (1,02% do subsistema)

39,45%

Passo Real (14,39% do subsistema)

28,96%

Paranapanema (1,33% da região)

Mauá (1,33% do subsistema)

36,37%

Rio Uruguai (30,16% da região)

Passo Fundo (8,68% do subsistema)

28,39%

Machadinho (4,53% do subsistema)

29,64%

Barra Grande (15,22% do subsistema)

25,58%

Campos Novos (1,16% do subsistema)

86,60%

 

Região NORDESTE (situação atual  89,90%)

Principais Bacias

Principais Reservatórios

Situação Atual

Jequitinhonha (1,94% da região)

Irape (1,94% do subsistema)

91,19%

Rio São Francisco (96,90% da região)

Itaparica (6,61% do subsistema)

53,45%

Sobradinho (58,23% do subsistema)

94,27%

Três Marias (31,03% do subsistema)

94,13%

 

Região NORTE (situação atual  97,91%)

Principais Bacias

Principais Reservatórios

Situação Atual

Amazonas (5,32% da região)

Balbina (5,13% do subsistema)

83,44%

Rio Tocantins (94,68% da região)

Tucurui (50,46% do subsistema)

98,47%

Serra da Mesa (43,26% do subsistema)

60,73%

 

Região

Capacidade Máxima de Armazenamento    

% Armazenamento

SUDESTE / CENTRO-OESTE

203.285

69,92

SUL

20.581

7,08

NORDESTE

51.831

17,83

NORTE

15.046

5,17

TOTAL

290.743

100,00

OBS – Reservatórios com percentuais iguais ou superiores a 100% significa dizer que estão sangrando.

- A cor vermelha significa dizer que o reservatório se encontra com menos da metade de sua capacidade armazenada.

 

Informação em 20/03/2022

Regiões SUDESTE / CENTRO-OESTE (situação atual  62,00%)

Região SUL (situação atual  34,17%)

Região NORDESTE (situação atual  89,90%)

Região NORTE (situação atual  98,15%)

 

COMENTÁRIOS

João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

O período das Águas nas regiões SUDESTE/CENTRO-OESTE é compreendido entre os meses de novembro de um ano, a abril do ano seguinte. Estamos no mês de fevereiro e, portanto, os principais reservatórios estão em fase de recuperação dos volumes armazenados. Com as chuvas normais do período, as represas da região Sudeste, por exemplo, as mais importantes em termos de geração de energia do país, por acumularem cerca de 70% dos volumes nacionais, registram percentual volumétrico de 62,39% (na observação anterior era de 62,00%).  Com o agravamento da crise hídrica do país, a Aneel decidiu criar a modalidade de bandeira vermelha, “escassez hídrica”, impactando a vida do usuário da energia elétrica, já bastante conturbada. É imperiosa, portanto, nesse período de incertezas, a realização de campanhas de economia de água e de energia, pela população, com vistas à utilização da energia, sem maiores percalços. Elas são sempre oportunas e bem-vindas!

Sobre o assunto

Custo da energia seguirá alto, apesar da melhora hídrica

https://valor.globo.com/opiniao/noticia/2022/03/15/custo-da-energia-seguira-alto-apesar-da-melhora-hidrica.ghtml

 

Postado há Yesterday por João Suassuna

 


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