sexta-feira, 30 de abril de 2010

DIA NACIONAL DA CAATINGA.

A Escola Agrícola do Pajeú, sediada em Serra Talhada-PE integrou-se às comemorações do Dia Nacional da Caatinga com a seguinte

PROGRAMAÇÃO

Potencialidades da Caatinga:
Jéssica Guabiraba e Carla Torres.
Carta da Terra-teatro:
Ervelyn Lima, Juliana Lima, Joyse Silva, Daniela Maria
Gésica Sousa.
Carta do Índio-diálogo:
Jéssica Guabiraba e João Victor
Homenageado:
Professor Bonzinho
Coordenação-apoio:
Miralda, Jéssica, Carla, Joelma e Tereza.
Coordenação Geral:
Prof.ª Selma Alves e Porfº. Admilson Gonçalves.
PARABENS AOS CORPOS DOCENTE E DISCENTE DA ESCOLA AGRÍCOLA DO PAJEÚ.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

DIA NACIONAL DA CAATINGA.

Caatinga é um termo de origem Tupi-Guarani e significa floresta branca.
(Foto MMA)


Caros Amigos,

O Dia Nacional da Caatinga - 28 DE ABRIL - será comemorado em Pernambuco com a seguinte programação:

1) No Sesc de Petrolina (PE), no dia 27.04 (terça-feira) , a partir das 08:30h, com o tema Sertão Lindo, o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga (CNRBCAA) promoverá palestras envolvendo a apresentação de vários produtos relativos ao bioma caatinga e atividades socioculturais da região do semiárido. A programação destaca apresentação dos resultados do Projeto Conservação e Uso Sustentável da Caatinga pelo Engenheiro Florestal, Francisco Barreto Campello - IBAMA além de exposições temáticas, palestras oficinas, degustações, capacitações, amostras, visitas e shows temáticos valorizando a biodiversidade do bioma caatinga;

2) Em Olinda (PE), no auditório do Espaço Ciência, Complexo de Salgadinho, com o tema "Mudanças Climáticas e Bioma Caatinga", o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga - CERBCAA/PE promoverá dia 28.04 (quarta-feira) a partir das 08:30h, palestras com estes temas de interesse para a flora e fauna da caatinga. O evento tem o apoio da SECTMA e da APNE e patrocínio do Banco do Nordeste;

3) Em Serra Talhada (PE), no dia 28.04 (quarta-feira) a partir das 07:30h no auditório da UAST/UFRPE, ela promoverá juntamente com o CERBCAA/PE e outros parceiros, palestras com o tema "Biodiversidade e Sustentabilidade: Uma discussão necessária".

Os evento serão abertos ao público.

Leia mais no: Blog da Caatinga

sábado, 17 de abril de 2010

ENTREVISTA


PORQUE MANTER O MANGUE DE SUAPE
Pelo Professo Ralf Schwamborn

Ralf Schwamborn é professor do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Com doutorado na Alemanha, ele pesquisa a dinâmica dos manguezais e a teia trófica (cadeia alimentar) desses ecossistemas. O biólogo foi um dos pesquisadores convidados pela Comissão de Meio da Assembleia Legislativa para debater, nesta terça, o projeto de lei do governo de Pernambuco que propõe o desmatamento de 1.076 hectares de vegetação nativa em Suape, dos quais 893 são de mangue. Veja o que o especialista acha do aterro recorde na entrevista a seguir:

1-O senhor tem conhecimento de um desmatamento de mangue dessas proporções, no Brasil?
Ralf Schwamborn - Não conheço projeto de lei com uma destruição de manguezais nas proporções que observamos em Suape. Acho totalmente absurdo. Trata-se de um modelo de desenvolvimento econômico antiquado, do século 19: destruição permanente dos recursos renováveis com a perspectiva do lucro imediato. Não sei como alguém pode propor uma lei dessas. O caminho deveria ser o inverso: em função dos imensos danos ambientais já causados em Suape, deveria se propor, como medida compensatória, a preservação das poucas áreas remanescentes, com estruturas que favorecessem a educação ambiental.

2- Que danos o corte de uma área tão extensa acarretaria ao meio ambiente?
Ralf Schwamborn - O desmatamento proposto causaria impactos drásticos e permanentes sobre o meio físico, geológico, biótico e antrópico, em escala local e regional.
3-No meio físico?
Ralf Schwamborn -Alteração das propriedades da água do mar nas proximidades do estuário e da baia de Suape (aumento da turbidez da água do mar na zona costeira).

4-No meio geológico?
Ralf Schwamborn - Alteração da dinâmica de transporte de sedimentos costeiros (aterros/assoreamen to).

5-No meio biótico?
Ralf Schwamborn - Centenas de espécies usam o manguezal como berçário, ou seja como local de abrigo para suas formas jovens. Entre estas, estão inúmeras espécies de importância sócio-econômica (espécies de camarão, caranguejo, guaiamum, peixes, ostras) e várias espécies ameaçadas de extinção. Exemplos: pitu (Macrobrachium carcinus) e mero (Epinephelus itajara).

6-Nas funções ecológicas do mangue?
Ralf Schwamborn - Ressaltamos a produção de plâncton nos manguezais e a função do manguezal como “filtro biológico”, retendo matéria orgânica e poluentes, como metais pesados. A destruição dos manguezais em Suape acarretará na liberação destas substâncias tóxicas no mar da zona costeira, com consequências drásticas e incalculáveis para o meio ambiente, por exemplo para os recifes de corais na região.
7-No meio antrópico?
Ralf Schwamborn - Haverá um forte impacto direto sobre a população ribeirinha local que vive da exploração sustentável do mangue e da pesca. É discutível se a renda gerada coma expansão de Suape beneficiará estas pessoas. Alternativas locacionais: Será que a expansão de Suape tem que ser necessariamente nos manguezais e restingas, os ecossistemas que mais sofrem com a atividade antrópica na zona costeira? Não haveria outras áreas disponíveis, atualmente usadas para a agricultura?

RECURSOS PARA O MEIO AMBIENTE

A Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos do Estado de Pernambuco lança edital que disponibiliza R$ 1 milhão para financiamento de projetos voltados ao Meio Ambiente.


Foi lançado pela Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos (SRHE/PE) o edital de seleção dos projetos que serão financiados pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), em 2010. Através do edital, serão disponibilizados R$ 1 milhão para projetos que visem a recuperação e revitalização da mata ciliar em nascentes ao longo de rios e outros cursos d'água em Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Podem inscrever projetos prefeituras e organizações civis sem fins lucrativos. Os interessados em participar do processo de seleção devem entregar os projetos até o dia 17.05, na sala da Gerência de Revitalização de Bacias Hidrográficas na SRHE. Os projetos podem ter valor de R$ 15 mil até 200 mil, com duração máxima de 36 meses. A divulgação dos classificados será no dia 05.06.

A gerente de Revitalização de Bacias Hidrográficas, Terezinha Uchoa, explica que o financiamento dos projetos era uma demanda de algumas prefeituras e ONGs que pôde ser viabilizada agora com os recursos do Fehidro. "Nosso objetivo é melhorar as condições das nascentes, proteger o solo contra a erosão e o assoreamento dos cursos d'água, além da conscientização das pessoas, através da educação ambiental, componente que fará parte de todos os projetos", explicou.

O edital está disponível no link Edital Fehidro nº 001/2010.

Entrega dos projetos:

Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos
Gerência de Revitalização de Bacias Hidrográficas
Endereço: Avenida Cruz Cabugá, nº 1.111 -Santo Amaro, Recife/PE (2º andar)
Horário: 9:00 às 12:00 / 14:00 às 17:00 horas, de 2ª a 6ª feira.




















SRHE lança edital que disponibiliza R$ 1 milhão para financiamento de projetos



Foi lançado pela Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos (SRHE/PE) o edital de seleção dos projetos que serão financiados pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), em 2010. Através do edital, serão disponibilizados R$ 1 milhão para projetos que visem a recuperação e revitalização da mata ciliar em nascentes ao longo de rios e outros cursos d'água em Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Podem inscrever projetos prefeituras e organizações civis sem fins lucrativos. Os interessados em participar do processo de seleção devem entregar os projetos até o dia 17.05, na sala da Gerência de Revitalização de Bacias Hidrográficas na SRHE. Os projetos podem ter valor de R$ 15 mil até 200 mil, com duração máxima de 36 meses. A divulgação dos classificados será no dia 05.06.

A gerente de Revitalização de Bacias Hidrográficas, Terezinha Uchoa, explica que o financiamento dos projetos era uma demanda de algumas prefeituras e ONGs que pôde ser viabilizada agora com os recursos do Fehidro. "Nosso objetivo é melhorar as condições das nascentes, proteger o solo contra a erosão e o assoreamento dos cursos d'água, além da conscientização das pessoas, através da educação ambiental, componente que fará parte de todos os projetos", explicou.

O edital está disponível no link Edital Fehidro nº 001/2010.

Entrega dos projetos:

Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos
Gerência de Revitalização de Bacias Hidrográficas
Endereço: Avenida Cruz Cabugá, nº 1.111 -Santo Amaro, Recife/PE (2º andar)
Horário: 9:00 às 12:00 / 14:00 às 17:00 horas, de 2ª a 6ª feira.













































ÁGUA E SEMIÁRIDO


De grande importância o artigo abaixo, do Dr. João Suassuna, Diretor do Instituto Nacional do Semiárido (INSA).

Água não é a única solução para o semiárido diz diretor do Instituto Nacional do Semiárido(Insa)

Para desenvolver o semiárido, é preciso enterrar a idéia de que a região só avançará se dispuser de água abundante, diz diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa)

15/04/2010

http://www.ecodebate.com.br/2010/04/15/agua-nao-e-a-unica-solucao-para-o-semiarido-diz-diretor-do-instituto-nacional-do-semiaridoinsa/

/2010/04/15/agua-nao-e-a-unica-solucao-para-o-semiarido-diz-diretor-do-instituto-nacional-do-semiaridoinsa/

Semi-árido


A cisterna de placas é uma construção de baixo custo e técnica simples, feita de placas de cimento pré-moldadas, construídas na própria comunidade, com formato cilíndrico, coberta e semienterrada. Seu funcionamento prevê a captação de água da chuva, aproveitando o telhado da casa, escoando através de calhas (bicas) até o reservatório. Cada cisterna tem capacidade de armazenar 16 mil litros de água, quantidade suficiente para uma família de 5 pessoas beber, cozinhar e escovar os dentes, por um período de 6 a 8 meses – época da estiagem na região. Foto: Roberta Guimarães/Articulação no Semi-Árido Brasileiro – ASA Brasil

O desenvolvimento do semiárido brasileiro, região com quase 1 milhão de quilômetros quadrados na qual vivem cerca de 23 milhões de pessoas de nove estados brasileiros (metade delas na área rural), dependerá sobretudo de uma quebra de paradigma. Será preciso enterrar a idéia de que a região só avançará econômica e socialmente se dispuser de água em abundância.

“Tão prejudicial como negar a miséria do semiárido é a idealização da irrigação em toda a região”, afirmou o diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Roberto Germano Costa, durante a conferência de abertura da Reunião Regional da SBPC em Mossoró (RN), proferida na noite desta terça-feira, dia 13.

Na conferência, Germano Costa mostrou que apenas 2% das terras do semiárido são passíveis de receber sistemas de irrigação. Para agravar, os longos períodos de seca e a variabilidade das chuvas tendem a se intensificar com as mudanças climáticas. “Na região, 60% das chuvas ocorrem em apenas um mês, sendo que 30% em um só dia. Trata-se de uma dinâmica climática que ninguém conseguirá mudar”, frisou ele. Por isso, na sua avaliação, é necessário acabar com a visão de que a água é a única solução para os problemas do semiárido, e passar a apostar nas potencialidades da região.

Apostar em culturas xerófilas, adaptadas à escassez de água, pode ser um dos caminhos, uma vez que a agricultura na região é uma atividade de alto risco. “Historicamente, a cada dez anos se tem apenas dois anos de chuvas regulares”, disse o diretor do Insa. Além disso, as áreas de sequeiro utilizadas hoje correspondem a apenas 4,8% do território. A pecuária, por sua vez, apesar de ser de baixo risco, precisa avançar mais em manejo, nutrição, reprodução e melhoramento, sendo que o principal gargalo são as forragens.

O semiárido ainda tem o desafio de resolver a questão das pequenas propriedades. Com 2,5 milhões de estabelecimentos rurais, cerca de 1,9 milhões deles possuem menos que 20 hectares, área insuficiente para garantir a sustentabilidade de uma família. “O desafio é conviver com as peculiaridades da região, transformando a semiaridez em uma vantagem”, ressaltou Germano Costa.

Exemplos de potencialidades não faltam. É o caso da palma, que no México está sendo utilizada mais para alimentação humana do que animal. Do licuri, do qual é possível fazer azeite e até barra de cereais. Ou da faveleira, usada na produção de óleo. “A questão toda é agregar valor com inovação tecnológica”, resume, citando o exemplo do mel, cuja expansão da cadeia produtiva praticamente está na dependência da quebra de barreiras fitossanitárias.

Para transpor esse desafio, diz Germano Costa, será necessário haver uma educação de ensino superior contextualizada, focada nas reais potencialidades da região e na inovação, de forma que se possa gerar produtos e serviços com vantagens competitivas.

Ele lembra que a economia do século XXI é pautada pela baixa emissão de carbono, por uma regulação ambiental mais severa, responsabilidade socioambiental, exploração de energia renovável e eficiência energética, e de novos materiais e processo produtivos. Nesse contexto, a exploração de culturas xerófilas, a agroecocologia e a agropecuária devem estar também na pauta dos estudos das universidades e instituições de pesquisa. Assim como estudos que visem frear a desertificação do solo na região.

O diretor do Insa destaca, porém, que os problemas do semiárido não se limitam à exploração sustentável dos recursos naturais. “É necessário romper com a política de combate a seca, de clientelismo e manipulação da miséria, entre outros inúmeros problemas de ordem social, econômica e política”, ressaltou.

“Trata-se de uma questão estratégica e de interesse nacional”, acrescentou ele, lembrando que, em todo o mundo, há uma tendência de as regiões áridas ou semiáridas aumentarem de tamanho, enquanto que a porção agricultável tende a ser insuficiente para atender a demanda de alimentos causada pelo crescimento da população. “Não é difícil imaginar as conseqüências sociais e econômicas caso o semiárido brasileiro, considerada a região semiárida mais populosa do mundo, não consiga ter uma economia sustentável de fato”, ressaltou Germano Gosta.

Informe da SBPC, publicado pelo EcoDebate, 15/04/2010

Sobre o mesmo tema leiam, também:

por João Suassuna — Última modificação 15/04/2010 11:19

A cisterna de placas é uma construção de baixo custo e técnica simples, feita de placas de cimento pré-moldadas, construídas na própria comunidade, com formato cilíndrico, coberta e semienterrada. Seu funcionamento prevê a captação de água da chuva, aproveitando o telhado da casa, escoando através de calhas (bicas) até o reservatório. Cada cisterna tem capacidade de armazenar 16 mil litros de água, quantidade suficiente para uma família de 5 pessoas beber, cozinhar e escovar os dentes, por um período de 6 a 8 meses – época da estiagem na região. Foto: Roberta Guimarães/Articulação no Semi-Árido Brasileiro – ASA Brasil

O desenvolvimento do semiárido brasileiro, região com quase 1 milhão de quilômetros quadrados na qual vivem cerca de 23 milhões de pessoas de nove estados brasileiros (metade delas na área rural), dependerá sobretudo de uma quebra de paradigma. Será preciso enterrar a idéia de que a região só avançará econômica e socialmente se dispuser de água em abundância.

“Tão prejudicial como negar a miséria do semiárido é a idealização da irrigação em toda a região”, afirmou o diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Roberto Germano Costa, durante a conferência de abertura da Reunião Regional da SBPC em Mossoró (RN), proferida na noite desta terça-feira, dia 13.

Na conferência, Germano Costa mostrou que apenas 2% das terras do semiárido são passíveis de receber sistemas de irrigação. Para agravar, os longos períodos de seca e a variabilidade das chuvas tendem a se intensificar com as mudanças climáticas. “Na região, 60% das chuvas ocorrem em apenas um mês, sendo que 30% em um só dia. Trata-se de uma dinâmica climática que ninguém conseguirá mudar”, frisou ele. Por isso, na sua avaliação, é necessário acabar com a visão de que a água é a única solução para os problemas do semiárido, e passar a apostar nas potencialidades da região.

Apostar em culturas xerófilas, adaptadas à escassez de água, pode ser um dos caminhos, uma vez que a agricultura na região é uma atividade de alto risco. “Historicamente, a cada dez anos se tem apenas dois anos de chuvas regulares”, disse o diretor do Insa. Além disso, as áreas de sequeiro utilizadas hoje correspondem a apenas 4,8% do território. A pecuária, por sua vez, apesar de ser de baixo risco, precisa avançar mais em manejo, nutrição, reprodução e melhoramento, sendo que o principal gargalo são as forragens.

O semiárido ainda tem o desafio de resolver a questão das pequenas propriedades. Com 2,5 milhões de estabelecimentos rurais, cerca de 1,9 milhões deles possuem menos que 20 hectares, área insuficiente para garantir a sustentabilidade de uma família. “O desafio é conviver com as peculiaridades da região, transformando a semiaridez em uma vantagem”, ressaltou Germano Costa.

Exemplos de potencialidades não faltam. É o caso da palma, que no México está sendo utilizada mais para alimentação humana do que animal. Do licuri, do qual é possível fazer azeite e até barra de cereais. Ou da faveleira, usada na produção de óleo. “A questão toda é agregar valor com inovação tecnológica”, resume, citando o exemplo do mel, cuja expansão da cadeia produtiva praticamente está na dependência da quebra de barreiras fitossanitárias.

Para transpor esse desafio, diz Germano Costa, será necessário haver uma educação de ensino superior contextualizada, focada nas reais potencialidades da região e na inovação, de forma que se possa gerar produtos e serviços com vantagens competitivas.

Ele lembra que a economia do século XXI é pautada pela baixa emissão de carbono, por uma regulação ambiental mais severa, responsabilidade socioambiental, exploração de energia renovável e eficiência energética, e de novos materiais e processo produtivos. Nesse contexto, a exploração de culturas xerófilas, a agroecocologia e a agropecuária devem estar também na pauta dos estudos das universidades e instituições de pesquisa. Assim como estudos que visem frear a desertificação do solo na região.

O diretor do Insa destaca, porém, que os problemas do semiárido não se limitam à exploração sustentável dos recursos naturais. “É necessário romper com a política de combate a seca, de clientelismo e manipulação da miséria, entre outros inúmeros problemas de ordem social, econômica e política”, ressaltou.

“Trata-se de uma questão estratégica e de interesse nacional”, acrescentou ele, lembrando que, em todo o mundo, há uma tendência de as regiões áridas ou semiáridas aumentarem de tamanho, enquanto que a porção agricultável tende a ser insuficiente para atender a demanda de alimentos causada pelo crescimento da população. “Não é difícil imaginar as conseqüências sociais e econômicas caso o semiárido brasileiro, considerada a região semiárida mais populosa do mundo, não consiga ter uma economia sustentável de fato”, ressaltou Germano Gosta.

Informe da SBPC, publicado pelo EcoDebate, 15/04/2010

Sobre o mesmo tema leiam, também:

por João Suassuna — Última modificação 15/04/2010 11:19

terça-feira, 6 de abril de 2010

EMA EM AÇÃO.

Nos dias 03 a 05 do corrente mês a EMA, através de seu Presidente, Dr. Alipio Carvalho Filho, participou do I ENED (I ENCONTRO NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA DESERTIFICAÇÃO), evento realizado nos dias 03 a 05 de março corrente, na cidade de Petrolina-PE.

O Encontro, aberto pelo Ministro Carlos Minc do Meio Ambiente e teve como objetivo “o fortalecimento político-institucional da agenda de combate à desertificação e da implementação do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN-Brasil) e dos Programas de Ação Estaduais de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE) e a mobilização para a pactuação de compromissos entre os atores relevantes (tomadores de decisão), de forma a elevar o patamar de prioridade dessa Agenda, em todas as esferas da sociedade brasileira”.

No primeiro dia foram apresentados os Compromissos Assumidos pelo Governo Federal e pelos Estados em relação às Propostas Relevantes da Reunião de Campina Grande, e exposição sobre o II ICID (II Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas). No segundo dia do Evento, conheceu-se a Experiência de Municipalização do Combate à Desertificação levada a efeito no Município de Irauçuba no Estado do Ceará com a participação da comunidade, destacando-se os efeitos alcançados, especialmente no que tange à auto-estima dos munícipes.

Seguiram-se exposições pela Comunidade Científica, pelos Setores Produtivos e pela Sociedade Civil.

Esperamos que as teorias desenvolvidas convertam-se em práticas que favoreçam o Semiárido Nordestino e sua População sofrida, mas lutadora.

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga