segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

COMENTÁRIOS
João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco O que falta nessa gente é uma visão de futuro. No caso em questão, ficou resolvido o fornecimento volumétrico para a irrigação praticada no Vale do São Francisco, na região de Juazeiro / Petrolina. Os canais da Transposição do Rio ficam localizados à jusante dessa captação, que irá beneficiar 2.000 irrigantes. Na irrigação, esses volumes são de uso consuntivo, ou seja, as águas irão irrigar as culturas e não retornarão ao rio. A pergunta que não quer calar: haverá volumes suficientes para o atendimento das demandas de 12 milhões de pessoas no Setentrional nordestino, que passam por extrema necessidade de água? É sobre esse tipo de questionamento, que as autoridades precisam prestar os esclarecimentos devidos à sociedade, para que a mesma comece a se preparar para os ajustes e adequações nos usos de suas águas, que serão inevitáveis

Situação dos Principais Reservatórios do Brasil – 18/12/2015 Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS Informação em 17/12/2015 Regiões SUDESTE / CENTRO-OESTE (situação atual 28,73%) Principais Bacias Principais Reservatórios Situação Atual Rio Paranaíba (38,71% da região) Serra do Facão (3,23% da região) 36,28% Emborcação (10,65% da região) 30,43% Nova Ponte (11,21% da região) 16,60% Itumbiara (7,76% da região) 22,85% São Simão (2,50% da região) 43,06% Rio Grande (25,38% da região) Furnas (17,18% da região) 27,90% Mascarenhas de Morais (2,15% da região) 29,29% Marimbondo (2,68% da região) 55,74% Água Vermelha (2,19% da região) 43,60% Rio Paraná (3,03% da região) Ilha / 3 Irmãos (0,03% da região) 0% Rio Paranapanema (5,77% da região) Jurumirim (1,99% da região) 85,71% Chavantes 1,62% da região) 89,86% Capivara (1,94% da região) 93,27% Outras (31,87% da região) Região SUL (situação atual 97,65%) Principais Bacias Principais Reservatórios Situação Atual Rio Iguaçu (50,93% da região) S. Santiago (16,30% da região) 99,54% G. B. Munhoz (30,39% da região) 99,96% Segredo (2,29% da região) 98,56% Rio Jacuí (16,08% da região) Passo Real (15,02% da região) 91,10% Rio Uruguai (29,77% da região) Passo Fundo (8,72% da região) 98,30% Barra Grande (15,21% da região) 99,35% Outras (3,22% da região) Região NORDESTE (situação atual 5,22%) Principais Bacias Principais Reservatórios Situação Atual Rio São Francisco (96,86% da região) Sobradinho (58,20% da região) 1,94% Três Marias (31,02% da região) 7,78% Itaparica (6,62% da região) 12,31% Outras (3,14% da região) Região NORTE (situação atual 16,00%) Principais Bacias Principais Reservatórios Situação Atual Rio Tocantins (96,17% da região) Serra da Mesa (43,68% da região) 13,94% Tucuruí (51,53% da região) 15,40% Outras (3,83% da região) Região Capacidade Máxima de Armazenamento SUDESTE / CENTRO-OESTE 205.002 SUL 19.873 NORDESTE 51.859 NORTE 14.812 OBS – Reservatórios com percentuais superiores a 100% significa dizer que estão sangrando. - A cor vermelha significa dizer que o reservatório encontra-se com menos da metade de sua capacidade. Anexos Situação dos Principais Reservatórios do Brasil – 18/12/2015 Pré visualização (Situação dos Principais Reservatórios do Brasil ONS_18_12_2015.docx - 17.69 Kb) por João Suassuna última modificação 18/12/2015 11:54

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015



  Dez 9 - CBHSF abre plenária com apelo pela revitalização do rio São Francisco O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, abriu às 10 horas desta quarta-feira, dia 9 de dezembro, no Hotel Catussaba, em Salvador, a XXVI Plenária Extraordinária do CBHSF alertando para a necessidade da urgente implantação do programa de revitalização do rio São Francisco, “porque não podemos falar em um futuro sustentável para a nossa bacia se não encararmos de frente o problema da revitalização”. Miranda reconheceu o cenário “muito preocupante” que coincide com a realização dessa plenária do CBHSF em Salvador. Um dos problemas é a situação atual do reservatório de Sobradinho, na Bahia, que na última semana alcançou o nível mais baixo de sua história, com apenas 1,1% de volume útil. “Mais uma vez fomos minoria na decisão de reduzir para 800 m3/s a vazão que chega a Sobradinho. Achamos que essa decisão só deveria valer lá pelos meses de fevereiro ou março do próximo ano, e não a partir do dia 15 de dezembro, como querem o governo e o setor elétrico. Deveríamos aguardar um pouco mais para ver o comportamento das chuvas”. Finalmente, o presidente do CBHSF lembrou os reflexos que uma vazão baixa (atualmente na ordem de 900 m3/s) já vem provocando, inclusive em relação à saúde pública. “Em Piaçabuçu, na foz do São Francisco, o alto grau de salinidade por força da entrada da água do mar já é uma ameaça para os hipertensos. A própria Chesf reconheceu que existem cerca de 400 ações judiciais decorrentes dessa atual vazão. Imagine quando a vazão descer a 800 m3/s...”, observou Miranda. Na parte da tarde, o debate continua com a mesa-redonda Situação Hidrológica a Bacia do Rio São Francisco, que contará com a presença de especialistas da Agência Nacional de Águas (ANA), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), além de consultores e membros do próprio CBHSF. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 09.12.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)
(CC Danilo Rocha, Jornal Correio, Alexandro Mota, Folha de São Paulo, joilsonpaz.pe@dabr.com.br, e 49 mais... CCO alipiocfilho@yahoo.com.br  Dez 9 em 1:47 PM)

 

CBHSF abre plenária com apelo pela revitalização do rio São Francisco



O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, abriu às 10 horas desta quarta-feira, dia 9 de dezembro, no Hotel Catussaba, em Salvador, a XXVI Plenária Extraordinária do CBHSF alertando para a necessidade da urgente implantação do programa de revitalização do rio São Francisco, “porque não podemos falar em um futuro sustentável para a nossa bacia se não encararmos de frente o problema da revitalização”. Miranda reconheceu o cenário “muito preocupante” que coincide com a realização dessa plenária do CBHSF em Salvador. Um dos problemas é a situação atual do reservatório de Sobradinho, na Bahia, que na última semana alcançou o nível mais baixo de sua história, com apenas 1,1% de volume útil. “Mais uma vez fomos minoria na decisão de reduzir para 800 m3/s a vazão que chega a Sobradinho. Achamos que essa decisão só deveria valer lá pelos meses de fevereiro ou março do próximo ano, e não a partir do dia 15 de dezembro, como querem o governo e o setor elétrico. Deveríamos aguardar um pouco mais para ver o comportamento das chuvas”. Finalmente, o presidente do CBHSF lembrou os reflexos que uma vazão baixa (atualmente na ordem de 900 m3/s) já vem provocando, inclusive em relação à saúde pública. “Em Piaçabuçu, na foz do São Francisco, o alto grau de salinidade por força da entrada da água do mar já é uma ameaça para os hipertensos. A própria Chesf reconheceu que existem cerca de 400 ações judiciais decorrentes dessa atual vazão. Imagine quando a vazão descer a 800 m3/s...”, observou Miranda. Na parte da tarde, o debate continua com a mesa-redonda Situação Hidrológica a Bacia do Rio São Francisco, que contará com a presença de especialistas da Agência Nacional de Águas (ANA), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), além de consultores e membros do próprio CBHSF. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 09.12.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

  Emma Ruby-Sachs - Avaaz Para alipiocfilho@yahoo.com.br Nov 30 em 5:18 PM 

  Queridos e extraordinários amigos da Avaaz, Conseguimos! Apesar da proibição do que seria uma grande marcha em Paris, ainda assim quebramos o recorde do ano passado e fizemos a maior mobilização pelo clima da história! De São Paulo a Sidney, 785 mil pessoas fizeram o chão tremer em mais de 2.300 eventos em 175 países. Todos unidos em uma só voz, exigindo um futuro com energia 100% limpa para salvarmos tudo o que amamos. Estamos nas capas dos jornais no mundo todo e já podemos sentir o impacto na Conferência de Paris. É quase impossível descrever a força e a beleza do que criamos, mas essas fotos nos ajudam a entender um pouco como foi: Londres, Reino Unido Este é o movimento que nosso planeta estava esperando.Muitos países, como Bangladesh e Irlanda, testemunharam as maiores mobilizações pelo clima de suas histórias. Na Austrália, 120 mil pessoas foram às ruas. Na Índia, 100 mil. Em Sanaa, no Iêmen, as pessoas saíram às ruas mesmo com bombardeios acontecendo por perto. A partir do canto superior esquerdo, em sentido horário: Melbourne, Helsinki, Berlim, Jacarta, Bogotá, Amsterdã Na França, mobilizações que reuniriam mais de 500 mil pessoas foram canceladas por questões de segurança, mas membros e a equipe da Avaaz reuniram mais de 10 mil pares de sapato, como símbolo das pessoas que gostariam de estar nas ruas – até o Papa e o secretário-geral da ONU doaram seus pares! Os calçados foram colocados na Place de la Republique, em Paris, às vésperas da Conferência do Clima. As mobilizações tiveram grande cobertura jornalística, aparecendo em centenas de grandes veículos de comunicação e virando manchete da Al Jazeera e do New York Times. O representante do Papa Francisco afirmou: "Hoje, o Papa está em espírito com centenas de milhares de pessoas, de mãos dadas com os pobres e com aqueles que buscam um tratamento justo quanto aos efeitos climáticos." Em seu discurso para os líderes mundiais na manhã de hoje, Ban Ki-moon, o secretário-geral da ONU, reforçou: “Os povos do mundo também estão tomando a iniciativa. Eles foram às ruas de cidades ao redor do mundo todo, organizaram mobilizações enormes pedindo por mudanças… e esperam que cada um de vocês responda à altura. A História pede ação.” E Christiana Figueres, chefe das negociações do clima da ONU, nos agradeceu e anunciou: "Estou colaborando com a Avaaz na instalação de um telão para que a voz do povo seja ouvida. Todos os negociadores poderão ver o quão forte é o apoio a um acordo sobre o clima que proteja nosso planeta, a casa de todos nós." Clique para ver mais imagens do dia e mensagens de quem estava lá Hoje começa a Conferência do Clima. Durante anos, os políticos nos disseram: “Prove que as pessoas se importam e então tomaremos uma atitude". No fim de semana, mostramos a eles que o mundo inteiro quer um acordo por energia 100% limpa. E agora, um vídeo em que fazemos essa exigência está sendo exibido enquanto os chefes de Estado entram no prédio da conferência. É impossível que nos ignorem, ou que ignorem nosso apelo: a equipe da Avaaz está na conferência e levará nossas vozes aos negociadores sempre que alguém tentar enfraquecer o acordo. Neste fim de semana, nosso movimento alcançou outro nível. Nas próximas duas semanas, vamos continuar mostrando essa força sempre que for necessário. Vamos manter a bandeira da esperança hasteada e sacudir a conferência até chegarmos a um acordo que proteja nosso futuro. Um abraço com muita gratidão e determinação, Emma, Alice, Luis, Ricken, Ben, Mais, Dan e toda a equipe da Avaaz PS: Clique aqui para ler o editorial que o Ricken escreveu sobre este momento e sobre como ele representa um teste para toda humanidade (em inglês). Milhares de membros da Avaaz enviaram fotos e vídeos sensacionais dos eventos ocorrendo em todo o mundo. Pelas próximas duas semanas, essas imagens serão projetadas em um telão na conferência, que será visto pelos governantes e negociadores todas as vezes em que entrarem e saírem do prédio.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015




Jovens do ensino médio fazem ato em defesa do Rio Igarassu Nas vésperas do dia do Rio, jovens estudantes de ensino médio do município de Igarassu vão as ruas no dia 23 de novembro denunciar a degradação ambiental que se encontra o Rio Igarassu. De forma lúdica e artística, o ato conta com mensagens do Rio para a população e reivindicações sobre o descaso com as águas do rio que percorre o centro da cidade. O ato começa às 14h, ao lado do Centro de Artes e Cultura de Igarassu, em parceria com as Escolas Carlos Xavier, João Pessoa Guerra e Santos Cosme e Damião. A ação tem como objetivo chamar atenção da população e do Estado para os impactos ambientais sobre o rio que originou o nome do município. Em solidariedade a situação do município de Mariana, em Minas Gerais, fazem críticas à exploração do homem sobre os recursos naturais. As causas são as mais variadas, as águas do Rio São Domingos, um dos rios de Igarassu, são constantemente ameaçadas pelo lançamento de resíduos industriais, lixo e esgoto doméstico despejados em seu leito. A poluição dos rios e mangue são causados principalmente, por indústrias, que também causa poluição do ar. Essas ameaças não só prejudicam os moradores(as), como também a população ribeirinha de pescadores(as) e marisqueiras que sobrevivem da comercialização de pescados e mariscos. A ação também ganha o mundo com a divulgação nas redes sociais sobre a situação em Igarassu, com a hastag VemProRio, convocando a população a se engajar na luta por um rio com águas limpas. Sobre o Dia do Rio - comemorado em 24 de novembro foi instituída devido à grande preocupação com a escassez da água, assim como a preservação da vida marinha e proteção dos recursos naturais. Contato: Emanuela Castro Assessora de Comunicação do Ato (81) 98186.0484

quarta-feira, 14 de outubro de 2015


CBHSF Para CCO alipiocfilho@yahoo.com.br  Out 2 em 1:35 PM 



  Comissão organizadora do Simpósio do Velho Chico realiza reunião em Petrolina Os membros da comissão organizadora do I Simpósio Velho Chico, atividade do Fórum Permanente de Pesquisadores do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), têm reunião marcada para o dia 5 de outubro, em Petrolina (PE). Na oportunidade, haverá uma visita aos locais onde será realizado o evento, na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A reunião acontecerá durante todo o dia, a partir das 8h30, no campus da Univasf. A reunião também irá definir outros pontos relacionados ao simpósio, como definição do tema central do evento e outras providências correlatas; composição do Comitê Científico; definição dos tipos de trabalhos a serem aceitos; datas para submissão e prazo para avaliação e resposta pelos revisores, entre outros detalhes. O simpósio será realizado em junho de 2016. Participam da comissão organizadora e já confirmaram presença na reunião do próximo dia 5 de outubro, em Petrolina, os professores Andréa Fontes, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB; Hildelano Delanusse, da Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG; José Roberto Azevedo, da Universidade Federal de Pernambuco-UFPE e Melchior Carlos do Nascimento, da Universidade Federal de Alagoas-UFAL e coordenador da Câmara Consultiva Regional (CCR) do Baixo São Francisco. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 02.10.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)
Imprensa do CBHSF Para  Out 9 em 5:12 PM 

 
Coordenador do Médio se reúne com novo superintendente da Codevasf O coordenador da Câmara Consultiva do Médio São Francisco, Cláudio Pereira, se reuniu nesta terça-feira (06/10) com o engenheiro Prudente José de Morais, novo superintendente regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com sede em Bom Jesus da Lapa (BA). Ex-deputado e prefeito, por dois mandatos, do município de Santa Maria da Vitória, no oeste baiano, Morais iniciou no final de setembro o seu trabalho à frente da 2ª Superintendência Regional da Codevasf. Na reunião, o coordenador da CCR Médio São Francisco apresentou os projetos e ações realizados pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco que contribuem para a revitalização da bacia. “Destaquei para o novo gestor o nosso compromisso em fazer o equilíbrio entre os usos múltiplos e nossos esforços para garantir o Pacto das Águas entre os diferentes usuários, além de destacar as cobranças que temos feito aos governos por uma maior fiscalização no uso das águas”, ressaltou Pereira. Já o novo superintendente se colocou à disposição para contribuir nas ações de recuperação da bacia do Velho Chico, destacando que “o lado positivo da crise hídrica é a possibilidade de darmos maior atenção ao rio e sua bacia”. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 08.10.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)
Heitor scalambrini costa Para Heitor scalambrini costa CCO alipiocfilho@yahoo.com.br  Hoje em 8:03 AM Espero que possa interessar. cordialmente, heitor A ilusão dos “projetos de desenvolvimento” em Pernambuco Heitor Scalambrini Costa Professor da Universidade Federal de Pernambuco Nos últimos anos em Pernambuco, a máquina de propaganda do governo estadual, aliado a mídia empresarial, e a setores cooptados da academia tem insistentemente anunciado a implantação de grandes empreendimentos econômicos para mudarem a vida dos pernambucanos. Chamam a isso de “desenvolvimento”, mas que na realidade acaba promovendo conflitos socioambientais de grandes proporções. Vejam bem. O Complexo Industrial Portuário de Suape (CIPS), cujos investimentos já ultrapassaram 60 bilhões de reais é um dos exemplos de uma obra contestada desde seu início, nos anos 70 do século passado. Prometida como a redenção econômica do Estado, o novo Eldorado, a jóia da coroa, tornou-se um pesadelo para milhares de trabalhadores e moradores do entorno do Complexo. Estima-se que já foram demitidos 42 mil trabalhadores da indústria de petróleo, 4 mil da indústria metal mecânica e 5 mil do setor de fretamento. Além da expulsão de mais de 10 mil famílias que moravam naquele território e viviam da agricultura familiar, da pesca e da coleta de mariscos. Hoje sobrevivem nas periferias das cidades, cujos modos de vida foram interrompidos drasticamente. Mesmo com anúncios oficiais de recordes, ano a ano, na movimentação de cargas, o que se verifica no CIPS são obras paradas, estagnação da produção, demissões em massa de trabalhadores desamparados dos seus direitos trabalhistas, desastre ambiental, além das violações dos direitos humanos com expulsão truculenta dos antigos moradores. Com esta realidade os dirigentes do Estado deslocaram seu discurso “desenvolvimentista” para o litoral norte, para a fábrica da Fiat, como novo polo de “desenvolvimento” em Pernambuco. Todavia aquele território vivencia uma situação que não é a mesma anunciada pela propaganda oficial. Inúmeros problemas socioambientais estão ali presentes. Hoje é a instalação de parques eólicos a bola da vez no discurso da salvação econômica do Estado. O que se verifica nos últimos anos, com o que agora é conhecido como “o negócio dos ventos” é o crescimento vertiginoso destes empreendimentos, com a instalação de centenas e milhares de aerogeradores, em particular no Nordeste brasileiro. Mais do que aspecto econômico, a energia eólica traz consigo uma carga de contradições. Nos estados como a Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará movimentos sociais e populações atingidas denunciam violentos conflitos e situações de injustiça ambiental relacionada à implantação dos parques eólicos. Em Pernambuco se inicia um processo sem discussão com os envolvidos, que não leva em conta os erros cometidos em outros estados/municípios. Segundo a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico “30 parques eólicos estão em fase de projeto ou construção e cinco já em fase de operação, localizados em 14 municípios do Estado, somando mais de R$ 3 bilhões em investimentos. Quando todos estiverem operando terão capacidade para gerar mais de 800 Megawatts (MW)”. É lamentável que não se estabeleça procedimentos consultivos e um cuidado maior para evitar o ocorrido em outros municípios. As decisões são monocráticas, sem consultas e discussão com as populações envolvidas, com as prefeituras locais, com os sindicatos de trabalhadores rurais, enfim, com a sociedade. Ao invés disso, autoritariamente, entre quatro paredes são estabelecidos acordos com os empreendedores no que se refere à concessão de facilidades, de benefícios, como por exemplo, a promessa de mudança da política estadual florestal (Lei 11206/95), dispensando a obrigatoriedade de elaboração de Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental – EIA/RIMA para supressão parcial ou total da vegetação de preservação permanente (PL 407/2015). Nesta proposta estes estudos não serão mais obrigatórios, para os “negócios dos ventos”. Nestes acordos nada transparentes constam mudanças danosas ao meio ambiente e consequentemente às pessoas, como o aumento da altura da vegetação que delimita as áreas de proteção permanente (APP), já que o potencial eólico no Estado se encontra nestas áreas. Como o projeto de lei 396/2015 prestes a ser votado em plenário, sendo já aprovada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa (ALEPE). Assim as áreas de proteção permanente se tornam vulneráveis. E finalmente, outro compromisso assumido junto aos empresários foi às autorizações para supressão de vegetação no bioma Caatinga para a instalação dos parques eólicos. Desde 2012, mais de 800 ha já foram autorizados pela ALEPE para o desmatamento neste bioma, através dos seguintes leis votadas e aprovadas pela ALEPE: Lei 14.897/2012, Lei 14.990/2013, Lei 15.336/2014,Lei 15.394/2014, Lei 15.395/2014, PLO 128/2015 e PLO 457/2015. . O que de fato existe hoje é um modelo vigente de análise da economia medida pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que está em cheque. Este modelo é uma falácia, pois não considera a profunda intervenção que é realizada em seu nome nos ritmos da natureza e a exploração predatória desenfreada dos bens e serviços dos ecossistemas, em nome do aumento do PIB, acarretando enormes prejuízos e colocando em risco o equilíbrio dos ecossistemas. Um forte apelo para justificar as mudanças em curso na legislação ambiental e para o desmatamento é que os parques eólicos vão gerar emprego e renda. Entretanto, tal ladainha não se sustenta. No início das instalações existe a euforia, retratada recentemente pelos meios de comunicação em reportagens nos municípios onde foram instalados tais equipamentos. E depois? O que já se conhece e está relatado em outras regiões foi o ressurgimento do desemprego, da estagnação econômica nos municípios, da perda da soberania territorial dos povos e comunidades tradicionais locais, comprometendo assim seus modos de vida, além em muitos casos, do desastre da destruição ambiental. Logo, a proposta do governo estadual de transformar a geração de energia eólica em uma grande oportunidade para o semiárido, deve ser vista com cautela e muita preocupação. Infelizmente, como está sendo implantada atualmente, a geração eólica acaba se resumindo na concentração de renda, com altos lucros para os empreendedores, tais projetos se caracterizando como promotores de exclusão social e de desmatamento da Caatinga, um bioma único, que já vem sendo dilapidado há anos em nome do ”tal de desenvolvimento” (vide o “polo gesseiro” em Pernambuco). Além de poder afetar tragicamente os mananciais de água com o desmatamento dos brejos de altitude, hoje não mais protegidos pela legislação. O caso mais emblemático seria o desmatamento da Mata do Bitury (no município do Brejo da Madre de Deus) onde nascem riachos que alimentam a bacia do rio Capibaribe, para dar lugar a parques eólicos. Os dirigentes em Pernambuco aderem a este conceito de crescimento econômico a qualquer preço, confundindo-o com desenvolvimento e tornando refém de um paradigma ultrapassado de análise da economia. Iludem a população com o discurso de geração de emprego e renda. Falham no planejamento e agem irresponsavelmente não respeitando o meio ambiente, com consequências drásticas para as gerações presentes e futuras. Considera-o um entrave à realização de negócios, daí sua destruição. Persistem em um modelo que mantém as desigualdades, a exclusão social e as injustiças socioambientais. Afinal a quem beneficia este “desenvolvimento”?

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Imprensa do CBHSF Para CCO alipiocfilho@yahoo.com.br  Out 5 em 12:57 PM CBHSF marca presença no Encontro de Comitês de Bacias, em Goiás Será realizada nesta segunda, dia 5 de outubro, 19h, em Caldas Novas, Goiás, a cerimônia de abertura do XVII Encontro de Comitês de Bacias Hidrográficas – Encob 2015, que prossegue até o dia 9 com mesas de debates, oficinas e troca de experiências entre comitês de todo o país. Mais uma vez, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) estará presente com um estande de divulgação das ações realizadas em benefício da bacia, além da participação de membros da diretoria como debatedores em mesas do encontro. O vice-presidente do CBHSF, Wagner Soares Costa, representando a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), será um dos debatedores da conferência Segurança Hídrica como base para o desenvolvimento, dia 6, às 11h. Já no dia 7, às 9h30, será a oportunidade do presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, debater o tema Comitê: indutor da gestão dos recursos hídrico. Comunicação – No último domingo, 4/10, Malu Follador, coordenadora do Programa Comunicação do CBHSF, foi convidada para participar como palestrante do 9º Seminário de Comunicação e Sociedade da Agência Nacional das Águas (ANA). Na oportunidade, a coordenadora apresentou as iniciativas da empresa que dirige, a Yayá Comunicação Integrada, voltadas à divulgação institucional do CBHSF, seus projetos e iniciativas em prol da revitalização do rio, através de produtos informativos (jornais, boletins, revista, site), assessoria de imprensa e redes sociais. Em destaque entre as ações do programa de comunicação, a divulgação da campanha pelo Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, realizada no dia 3 de junho de cada ano, que conquistou uma enorme mobilização em torno do mote “Eu viro Carranca para defender o Velho Chico”. Em tempo: o XVII Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográficas - Encob 2015 acontece de 4 a 9 de outubro no Centro de Convenções Di Roma, na Rua São Cristóvão, 805 - Privê das Caldas, Caldas Novas(GO). O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 05.10.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)
Imprensa do CBHSF Para CCO alipiocfilho@yahoo.com.br  Out 6 em 12:15 PM Segurança hídrica ganha destaque na programação do Encob “Quase 100 mil pessoas trabalham no Brasil de maneira direta e indireta com comitês de bacias hidrográficas”. A afirmação partiu do presidente da Rede Brasil de Organismo de Bacias Hidrográficas (Rebob), Lupércio Ziroldo, durante conferência Segurança Hídrica como Política Pública, que abriu nesta terça-feira (06.10) a programação de debates do XVII Encontro de Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob), na cidade goiana de Caldas Novas, a cerca de 170 quilômetros de Goiânia (GO). O ambientalista utilizou o dado para retratar a mudança no comportamento da população na tentativa de se alcançar uma segurança hídrica nas bacias hidrográficas brasileiras, hoje debilidades pela forte escassez que impera em muitas delas. “A segurança hídrica não se faz apenas com obras físicas. É preciso mudar a mentalidade da população quanto ao uso consciente dessas águas. Esse número ainda não é o ideal, mas, se pensarmos que muitas dessas pessoas trabalham voluntariamente, estamos, sim, avançando”, lembrou. Em meio à instalada crise hídrica que castiga o país, a busca por uma melhor gestão das águas norteou a solenidade de abertura do XVII Encontro de Comitês de Bacias Hidrográficas – Encob 2015, realizada na noite desta segunda-feira (05.10). O coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacia Hidrográfica do Brasil (FNCBH), Affonso Henrique de Albuquerque, abriu o evento afirmando que a atual conjuntura só reforça a necessidade de se fazer a tão sonhada gestão sustentável, compartilhada e participativa das águas do Brasil, até então pouco efetivada de acordo com a lei federal nº9433/97, conhecida como Lei das Águas. “Não podemos pensar nesse trabalho sem os comitês de bacias, que são a base da pirâmide sobre a qual ergue-se o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Se o papel deles não for amplamente reconhecido, as chances de vencer a batalha da crise hídrica estarão seriamente comprometidas”, lembrou. Na ótica do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, a crise tem propiciado aprendizados muito grandes no que tange as melhorias no processo de gestão das águas no país. “Constatamos fragilidades dos nossos recursos hídricos diante de eventos climáticos extremos, das mudanças nos padrões de consumo de água da população, ou até mesmo da persistência da discussão da dupla dominialidade das águas superficiais do Brasil, a fim que se evite conflitos entre os estados ou usuários”, explicou. Por fim, o governador de Goiás, Marconi Perillo, presente na mesa de abertura do Ecob, disse que a responsabilidade dos comitês de bacias cresce na medida “que o mundo todo se preocupa com as mudanças climáticas e com o aquecimento global”. Programação - Até sexta-feira (09.10), o encontro promove mesas de debates, oficinas e troca de experiências entre comitês de todo o país, incluindo do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF). Na terça-feira (06.10), às 11 horas, o vice-presidente da entidade, Wagner Soares Costa, representando a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), participa da conferência Segurança Hídrica como base para o desenvolvimento. Já no dia 7, às 9h30, será a oportunidade de o presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, debater o tema Comitê: indutor da gestão dos recursos hídricos. Comunicação – No último domingo, 4/10, Malu Follador, coordenadora do Programa Comunicação do CBHSF, foi convidada para participar como palestrante do 9º Seminário de Comunicação e Sociedade da Agência Nacional das Águas (ANA). Na oportunidade, a coordenadora apresentou as iniciativas da empresa que dirige, a Yayá Comunicação Integrada, voltadas à divulgação institucional do CBHSF, seus projetos e iniciativas em prol da revitalização do rio, através de produtos informativos (jornais, boletins, revista, site), assessoria de imprensa e redes sociais. Destaque entre as ações do programa de comunicação, a divulgação da campanha pelo Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, realizada no dia 3 de junho de cada ano, que conquistou uma enorme mobilização em torno do mote “Eu viro Carranca para defender o Velho Chico”. Em tempo: o XVII Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográficas - Encob 2015 acontece de 4 a 9 de outubro no Centro de Convenções Di Roma, na Rua São Cristóvão, 805 - Privê das Caldas, Caldas Novas(GO). O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 06.10.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)
Imprensa do CBHSF Para CCO alipiocfilho@yahoo.com.br  Out 6 em 4:30 PM Presidente do CBHSF participa de mesa redonda no Encob O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, tem agenda nesta quarta-feira (7.10), na programação do Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob). O evento, que acontece em Caldas Novas (GO), começou no dia 4 e se estenderá até o dia 9 de outubro. Anivaldo Miranda participa da Mesa de Diálogo 3, intitulada Comitê: indutor da gestão dos recursos hídricos, na condição de debatedor, ao lado de Paulo Varella, diretor de Gestão da Agência Nacional de Águas (ANA) e Alexandre Augusto Moreira Santos, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande. A moderação do debate ficará a cargo do superintendente de Recursos Hídricos da Secretaria de Meio Ambiente de Goiás, Bento Godoy Neto. O presidente do CBHSF considera que momentos como o Encob são importantes por externar a importância dos comitês para a sociedade. Ele antecipa a abordagem que dará à apresentação na cidade goiana. “Vou mostrar o momento atual e a importância dos comitês de bacia na construção de uma política voltada para construir uma saída para a saúde dos rios brasileiros. Os governos não têm, ainda, uma visão sobre o papel exercido pelos comitês, pelo modelo de sempre desconfiar da sociedade”, explicou Miranda. Em tempo: o XVII Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográficas - Encob 2015 acontece de 4 a 9 de outubro no Centro de Convenções Di Roma, na Rua São Cristóvão, 805 - Privê das Caldas, Caldas Novas(GO). O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 06.10.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)
Imprensa do CBHSF Para CCO alipiocfilho@yahoo.com.br  Hoje em 10:03 AM Anivaldo Miranda cobra gestão eficiente dos recursos hídricos do país O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco-CBHSF, Anivaldo Miranda, voltou a criticar a forma como a gestão de recursos hídricos vem sendo realizada no país. Ele foi um dos debatedores da mesa de diálogo Comitê: Indutor da Gestão dos Recursos Hídricos, que integrou a programação desta quarta-feira (07.10) do XVII Encontro de Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob), na cidade de Caldas Novas (GO). “Não dá pra falar seriamente em gestão de recursos hídricos se não tivermos sistemas confiáveis de outorga de água, ou se não resolvermos as questões relacionadas à dominialidade das águas, se a exploração de água continuar sendo feita de forma clandestina, ou até mesmo se não possuirmos cobrança e planos de bacia concluídos. Portanto, se queremos falar em gestão de recursos hídricos, precisamos aplicar, de fato, a nossa lei”, disse, em alusão a lei federal nº9.433/97, conhecida como Lei das Águas. Miranda lembrou que, isoladamente, o poder público não resolverá os problemas da crise hídrica tanto quanto os dos extremos climáticos. “O poder público tem que apelar para a sociedade, para a inciativa privada, para que, nós, comitês de bacias, em conjunto com todos os atores, resolvamos os grandes desafios desse país”, destacou. Para isso, o presidente do CBHSF reafirmou que os comitês precisam, de fato, passar a existir, deixando de ser encarados erroneamente como organizações não governamentais. “Eu não tenho dúvida de que os comitês são os grandes atores da gestão dos recursos hídricos. Eles são espaços de discussões e de construções de convergências. A própria lei defende que os comitês são a porta de entrada dos conflitos pelo uso da água. Os comitês só não dão as outorgas. Fora isso, todas as atribuições de gestão são feitas por eles”, frisou. Miranda desaprovou ainda a gestão dos recursos hídricos feita apenas em período de escassez, esquecendo-se de praticá-la no período de abundância de água. “Isso é um mito. Precisamos fiscalizar o uso da água. Ela deixou de ser aquele bem infinito, que era usado de forma irresponsável. Agora, essa fiscalização não pode ser feita apenas pelo poder público. Eles não têm musculatura para isso. Os melhores fiscais são os próprios usuários da água. Todos precisam participar de forma compartilhada e consciente”, finalizou. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 08.10.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

  Obter fotos x Imprensa Do CBHSF imprensa@cbhsaofrancisco.org.br Buscar Emails  ⌂Início Mail Notícias Esportes Finanças Vida e Estilo Celebridades Screen Respostas Flickr Mais⋁ Yahoo Mail  Buscar no MailBuscar na Web ⌂ Início 👤ALIPIO. ⚙ Ajuda Pressione ? para obter os atalhos de teclado. Fechar anúncio Email  Contatos  Agenda  Bloco de notas  Messenger  Feed de Notícias   Pressione a tecla Enter para selecionar um item Escrever Entrada (196)  Rascunhos (42) Enviadas Spam (554)  Lixeira (17)   Visualizações inteligentes Importante Não lido Favorito Pessoas Social Viagens Compras Finanças www.paodeacucar.com.br/aniversario2015  Pastas (27)   A IDADE QUE NOS RESTA A RÃ COZIDA ABELHA, FLOR E MÚSICA. ALIMENTOS CHINESES ALIPIO NETO (23) AS INCOERÊNCIAS DE DILMA AS MÃOS - BIBI FERREIRA Brasil Ontem e Hoje COLÔMBIA (2) COMO RECONHECER UMA OBRA DE ARTE DERCY GONÇALVES NO CÉU FERNANDO DE NORONHA FLORIANO (2) FOTOS DE LIPINHO FOTOS DE ONTEM Informações e Decisões do STF. Junk LIPINHO MENSAGEM ESPECIAL NETE Mensagens Importantes MENSALÃO MINHA PASTA O CACHORRO E O BEM TE VI O EXEMPLO VEM DO URUGUAI O VERÃO NA AUSTRÁLIA ONG EMA REPÚBLICA FALIDA RPPNs SABEDORIA seca SITE DO SINATRA Sorria SUASSUNA UM PAÍS ENVENENADO  Recente    Apagar Mover Spam  Mais     Buscar    Fwd: Comissão organizadora do Simpósio do Velho Chico realiza reunião em Petrolina Pessoas   Imprensa do CBHSF Para CCO alipiocfilho@yahoo.com.br  Out 2 em 1:35 PM Comissão organizadora do Simpósio do Velho Chico realiza reunião em Petrolina Os membros da comissão organizadora do I Simpósio Velho Chico, atividade do Fórum Permanente de Pesquisadores do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), têm reunião marcada para o dia 5 de outubro, em Petrolina (PE). Na oportunidade, haverá uma visita aos locais onde será realizado o evento, na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A reunião acontecerá durante todo o dia, a partir das 8h30, no campus da Univasf. A reunião também irá definir outros pontos relacionados ao simpósio, como definição do tema central do evento e outras providências correlatas; composição do Comitê Científico; definição dos tipos de trabalhos a serem aceitos; datas para submissão e prazo para avaliação e resposta pelos revisores, entre outros detalhes. O simpósio será realizado em junho de 2016. Participam da comissão organizadora e já confirmaram presença na reunião do próximo dia 5 de outubro, em Petrolina, os professores Andréa Fontes, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB; Hildelano Delanusse, da Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG; José Roberto Azevedo, da Universidade Federal de Pernambuco-UFPE e Melchior Carlos do Nascimento, da Universidade Federal de Alagoas-UFAL e coordenador da Câmara Consultiva Regional (CCR) do Baixo São Francisco. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 02.10.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

  Imprensa do CBHSF Para CCO alipiocfilho@yahoo.com.br  Out 5 em 12:57 PM CBHSF marca presença no Encontro de Comitês de Bacias, em Goiás Será realizada nesta segunda, dia 5 de outubro, 19h, em Caldas Novas, Goiás, a cerimônia de abertura do XVII Encontro de Comitês de Bacias Hidrográficas – Encob 2015, que prossegue até o dia 9 com mesas de debates, oficinas e troca de experiências entre comitês de todo o país. Mais uma vez, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) estará presente com um estande de divulgação das ações realizadas em benefício da bacia, além da participação de membros da diretoria como debatedores em mesas do encontro. O vice-presidente do CBHSF, Wagner Soares Costa, representando a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), será um dos debatedores da conferência Segurança Hídrica como base para o desenvolvimento, dia 6, às 11h. Já no dia 7, às 9h30, será a oportunidade do presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda, debater o tema Comitê: indutor da gestão dos recursos hídrico. Comunicação – No último domingo, 4/10, Malu Follador, coordenadora do Programa Comunicação do CBHSF, foi convidada para participar como palestrante do 9º Seminário de Comunicação e Sociedade da Agência Nacional das Águas (ANA). Na oportunidade, a coordenadora apresentou as iniciativas da empresa que dirige, a Yayá Comunicação Integrada, voltadas à divulgação institucional do CBHSF, seus projetos e iniciativas em prol da revitalização do rio, através de produtos informativos (jornais, boletins, revista, site), assessoria de imprensa e redes sociais. Em destaque entre as ações do programa de comunicação, a divulgação da campanha pelo Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, realizada no dia 3 de junho de cada ano, que conquistou uma enorme mobilização em torno do mote “Eu viro Carranca para defender o Velho Chico”. Em tempo: o XVII Encontro Nacional de Comitês de Bacia Hidrográficas - Encob 2015 acontece de 4 a 9 de outubro no Centro de Convenções Di Roma, na Rua São Cristóvão, 805 - Privê das Caldas, Caldas Novas(GO). O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Assessoria de Comunicação 05.10.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana)

sábado, 26 de setembro de 2015

Situação volumétrica dos reservatórios das hidrelétricas da CHESF – 25/09/2015 Estamos iniciando uma atividade semanal de informação, aos interessados, dos estágios em que se encontram os níveis de acumulações volumétricas dos principais reservatórios da Chesf, na bacia do rio São Francisco. No caso específico da região do Sub-médio São Francisco - local onde é gerada a maior parte da energia elétrica do Nordeste -, os reservatórios, principalmente o de Sobradinho, acumulam água no período de novembro a abril, para disponibilizarem os volumes acumulados, no processo de regularização das vazões do Velho Chico, no período de maio a outubro. Estamos no dia 25/09/2015, portanto, em período no qual os reservatórios estão numa fase de disponibilização volumétrica. Acompanhem a evolução desse processo, nos endereços abaixo, clicando no canal “Bacia do Rio São Francisco”. 25/09/2015 Reservatório Data Afluência Defluência Volumes (%) (m³/s) (m³/s) Atual Ano anterior Sobradinho 23/09 480 948 9,20 30,40 Itaparica 23/09 630 993 11,40 19,30 Xingó* 23/09 939 911 - - * - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água 18/09/2015 Reservatório Data Afluência Defluência Volumes (%) (m³/s) (m³/s) Atual Ano anterior Sobradinho 16/09 520 938 10,40 32,10 Itaparica 16/09 850 930 12,20 20,20 Xingó* 16/09 882 917 - - * - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água _____________________________________________________________ Fonte: Chesf http://www.chesf.gov.br/portal/page/portal/chesf_portal/paginas/sistema_chesf/sistema_chesf_bacias/conteiner_bacias Fonte: ANA http://www2.ana.gov.br/Paginas/servicos/saladesituacao/default.aspx Sobre o assunto: Hidrelétrica de Sobradinho opera com menos de 10% da capacidade http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/hidreletrica-de-sobradinho-opera-com-menos-de-10-da-capacidade/view Incoerências nos usos das águas do rio São Francisco http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/incoerencias-nos-usos-das-aguas-do-rio-sao-francisco/view Transposição das águas do São Francisco começa a funcionar http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/transposicao-das-aguas-do-sao-francisco-comeca-a-funcionar/view O Açude Gargalheiras, em Acarí (RN), entra em colapso http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/o-acude-gargalheiras-em-acari-rn-entra-em-colapso/view Com 4,98% de água no Itans, Caicó já é abastecida com volume morto http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/com-4-98-de-agua-no-itans-caico-ja-e-abastecida-com-volume-morto/view Debate sobre a Transposição do Rio São Francisco - Programa Opinião Pernambuco (22/07/2013) http://www.youtube.com/watch?v=merlNiEJ0RM Programa "Ponto de Vista", da TV Câmara, trata do histórico das políticas de combate à seca http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/programa-ponto-de-vista-da-tv-camara-trata-do-historico-das-politicas-de-combate-a-seca/view Seca na Grande São Paulo continua http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/seca-na-grande-sao-paulo-continua/view Setor de energia brasileiro passa por período complicado http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/setor-de-energia-brasileiro-passa-por-periodo-complicado/view ANA oficializa redução da vazão para São Francisco http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/ana-oficializa-reducao-de-vazao-para-sao-francisco/view Operador quer reduzir vazão de Sobradinho; barragem não deve subir até outubro http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/operador-quer-reduzir-vazao-de-sobradinho-barragem-nao-deve-subir-ate-outubro Ações para minimização da crise hídrica de 2015 http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/acoes-para-minimizacao-da-crise-hidrica-de-2015/view Ibama autoriza Chesf a reduzir a vazão da barragem de Sobradinho para 900 metros cúbicos por segundo http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/ibama-autoriza-chesf-a-reduzir-vazao-da-barragem-de-sobradinho-para-900-metros-cubicos/view COMENTÁRIOS João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco A represa de Sobradinho vem depreciando seu volume, em cerca de 1% por semana. Atualmente, com apenas 9,20% de sua capacidade preenchida, estima-se que em 23/10 ela esteja com cerca de 5%, o que corresponde ao percentual alcançado em 2001, período no qual tivemos que racionar a nossa energia e partir para o Plano B (feriadões) do Governo Federal. A situação é preocupante, tendo em vista o recente desligamento de parte das termelétricas nacionais, visando o barateamento da energia gerada pelo sistema elétrico do País, que vem adotando as bandeiras vermelhas, nas tarifas do cidadão, há bastante tempo. O desligamento das térmicas não veio em boa hora, por conta da precariedade das acumulações volumétricas de nossas hidrelétricas, principalmente aquelas localizadas na região Sudeste (atualmente com cerca de 32,98%), região essa a mais importante em termos de geração elétrica da Nação. Para complicar a situação, um forte El Niño está instalado, não havendo previsões, portanto, de boas quadras chuvosas no futuro. Certamente, esse precário cenário hidrológico vivenciado por todos nós, irá obrigar as autoridades na reativação de tais equipamentos termelétricos, e fazer com que fiquemos na torcida para que o próximo período das águas seja satisfatório para a regularização volumétrica dos reservatórios nacionais. A água atualmente tem que ser encarada como uma questão de segurança nacional e, parafraseando o saudoso hidrogeólogo, Aldo Rebouças, a gota d´água disponível tem que ser utilizada com inteligência! por João Suassuna última modificação 25/09/2015 15:31

terça-feira, 1 de setembro de 2015

CTIL analisa conflito pelo uso das águas Os membros da Câmara Técnica Institucional e Legal (CTIL) se reúnem no próximo dia 3 de setembro, em Belo Horizonte, Minas Gerais. No encontro, que acontecerá na sede da agência delegatária do CBHSF, AGB Peixe Vivo, a partir das 8h30, será discutida a admissibilidade do processo sobre conflito de uso na região do médio São Francisco, na Bahia, solicitado pelo Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Santo Onofre e Paramirim (CBH Paso). O conflito na bacia do rio Paramirim teve como causa o lançamento de um edital, por parte do governo estadual, que prevê a construção de uma adutora (Zabumbão) para abastecer mais seis municípios da Bahia, além das cidades de Paramirim, Caturama, Botuporã e Tanque Novo, que já são abastecidas. O CBHS Paso reclama que a barragem prevista não tem água suficiente para atender a todas as demandas e que não houve dialogo com a população para a construção da adutora. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. Em tempo: A reunião acontece na sede da AGB Peixe Vivo, localizada na Rua dos Carijós, 166 - Centro, Belo Horizonte - MG. Telefone: (31) 3201-2368 Assessoria de Comunicação 01.09.2015 Tel: (71) 3351-2769 e 8892-1119 (Antônio Moreno) (71) 8216-8986 (André Santana

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Propina nuclear Heitor Scalambrini Costa - Professor da Universidade Federal de Pernambuco No inquérito sobre corrupção na Petrobras (denominada operação lava-jato) surgiu suspeitas de fraudes sobre negócios do grupo Eletrobrás, composto de 15 empresas estatais responsáveis por mais de um terço da energia consumida no país, com patrimônio superior a R$ 60 bilhões. Todo esse conjunto de empresas está sob investigação por iniciativas coordenadas entre o Ministério público (MP), Tribunal de Contas da União (TCU) e Policia Federal (PF). Além de suas contas estarem sendo auditadas pela Hogan Lovells, escritório de advocacia americano contratado pela Eletrobrás. As suspeitas sobre negócios escusos foram reforçadas em depoimentos de executivos de empreiteiras, de ex-diretores da Petrobras e de agentes de distribuição de propinas. Foi nessa rede que caiu o diretor presidente da Eletronuclear, uma das menores subsidiárias do grupo Eletrobrás, o almirante da marinha brasileira Othon Luiz Pinheiro da Silva. Nesta investigação envolvendo propinas na construção de Angra 3 também esta sob investigação acusados de receber subornos, o ex ministro das Minas e Energia Edson Lobão, o ministro do TCU Raimundo Carreiro e o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU. O almirante Othon ficou conhecido por liderar, no auge da ditadura militar, a equipe que desenvolveu o Programa Nuclear Paralelo (entre 1979 e 1994) iniciativa militar no âmbito da antiga Coordenadoria de Projetos Especiais da Marinha, em que foram gastos, segundo revelado pelo próprio almirante, US$ 667,9 milhões. O objetivo era bélico com o desenvolvimento de tecnologia em enriquecimento de urânio, e assim produzir artefatos nucleares. Tudo a margem do projeto de construção das usinas nucleares. No início do primeiro governo Lula o almirante foi convidado como conselheiro presidencial, e em seguida, em 2005 assumiu a presidência da Eletronuclear. Em 2009 se deu a retomada da construção de Angra 3, parada há 23 anos. O ex todo poderoso Othon, agora encarcerado é acusado de receber R$ 9,8 milhões de propina de empreiteiras contratadas para o projeto da 3ª usina nuclear em Angra dos Reis (RJ), entre 2009 e 2014. Este dinheiro, segundo a investigação saíram dos cofres de empreiteiras com obras em Angra 3 (Andrade Gutierrez, Engevix, Camargo Corrêa, ...), passaram pelo caixa da Link Projetos e Participações e chegaram na empresa familiar que o almirante era sócio, a Aratec Engenharia Consultoria & Representações. O ”modus operandi” destas transações criminosas é semelhante ao ocorrido na Petrobras, utilizando empresas de fachada para repasses de propinas. Inicialmente detido em regime de prisão temporária, depois convertida em preventiva, na prática o ex-presidente da Eletronuclear (em 6/8 a Eletrobrás anunciou seu pedido de demissão ) não tem prazo para ser solto. O juiz justificou sua decisão ao escrever no despacho, que “são robustas as provas do pagamento de propina a Othon Luiz em decorrência do cargo exercido na Eletronuclear e mediante a simulação de contratos de consultoria fraudulentos”. Este episódio envolvendo o executivo principal da Eletronuclear é gravíssimo, e suficiente para a interrupção das atividades nucleares no país, em particular a construção de Angra 3, com o congelamento de novas instalações. Espera-se que todas as denúncias sejam investigadas e apuradas as responsabilidades. Não se pode mais ignorar as objeções técnicas ao projeto de Angra 3. Como as denúncias com relação à obsolescência dos equipamentos tecnologicamente defasados, e que não atende aos requisitos internacionais de segurança, comprometendo o seu funcionamento e aumentando o risco de um desastre nuclear. Assim nem as seguradoras querem ter Angra 3 como cliente. Também os altos custos na construção da usina, estimados para mais de R$ 18 bilhões depois de pronta, vai de encontro ao próprio discurso oficial de oferecer energia elétrica a tarifas módicas ao consumidor final. É inaceitável e não se admite que a decisão de construir centrais nucleares no país tenha sido feita em um mero balcão de negócio, sem a necessária salvaguarda da vida das pessoas.
COMUNIDADES AO LONGO DO CANAL DA TRANSPOSIÇÃO GANHAM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) vai construir dez novos sistemas de abastecimento para beneficiar comunidades rurais do Sertão do estado, que receberão água dos eixos Leste e Norte do Canal da Transposição do Rio São Francisco. http://www.compesa.com.br/noticias/comunidades-ao-longo-do-canal-da-transposicao-ganham-sistemas-de-abastecimento Ao todo, serão investidos R$ 44,8 milhões na implantação, operação e manutenção dessas infraestruturas nas localidades. O Termo de Compromisso entre o Governo Federal, que fará o repasse dos recursos, e o Governo de Pernambuco, por meio da Compesa, foi firmado nesta sexta-feira (21), durante visita da presidenta Dilma Rousseff a Cabrobó, no Sertão. Os sistemas vão atender 67 comunidades rurais das cidades de Floresta, Petrolândia, Custódia, Betânia, Salgueiro, Cabrobó, Sertânia e Verdejante. Os povoados ficam localizados às margens dos dois eixos da Transposição e terão sistemas específicos para receber a água do canal. “É uma questão de justiça e compromisso atender essas pessoas que vão estar muito perto dessa água. Foi um compromisso assumido pelo ex Governador Eduardo Campos nas negociações iniciais da transposição e reforçado pelo Governador Paulo Câmara”, ressaltou o presidente da Compesa, Roberto Tavares. O prazo para a conclusão de todos os sistemas é agosto de 2017. A Compesa fará toda a estrutura de captação, com tomadas de água, unidades de bombeamento e estações de tratamento. Os povoados menores ficarão a cargo da SARA e os que tenham mais de 250 casas ou agrupados nesse patamar ficarão com a Compesa. "Essas obras ficarão sob a responsabilidade do Diretor de Articulação e Meio Ambiente, Aldo Santos, que tem uma larga experiência no meio rural", destacou o Presidente. Em Cabrobó, Dilma Rousseff entregou a primeira estação de bombeamento do Eixo Norte da Transposição. Quando estiver em pleno funcionamento, o Eixo Norte será aproveitado pela Compesa, que fará, a princípio, duas interligações para captação de água. A primeira vai servir para o sistema de abastecimento de Salgueiro e a outra será o Ramal de Entremontes, que será ligado à Adutora de Chapéu. Esta fará o reforço da Adutora do Oeste, levando mais água para a região do Sertão do Araripe. Já o Eixo Leste do projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional vai possibilitar, quando concluído, o pleno funcionamento da Adutora do Agreste, sistema hídrico integrado que vem sendo executado pela Compesa e que vai beneficiar mais de dois milhões de pessoas de 68 cidades. A obra está com andamento muito lento, dada a dificuldade de recursos do Governo Federal. 24/08/2015 COMENTÁRIOS João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco O Estado de Pernambuco irá usufruir da Transposição do Rio São Francisco nos Eixos Norte e Leste do projeto. Segundo consta no organograma das obras, do Eixo Norte serão retirados, do rio, cerca de 99 m³/s e, do Eixo Leste, cerca de 28 m³/s, perfazendo um total de cerca de 127 m³/s. No Eixo Norte, as águas do Velho Chico, antes mesmo de seguirem em direção à Paraíba, Rio Grande do Norte e o Ceará, atenderão os município pernambucanos de Floresta, Petrolândia, Custódia, Betânia, Salgueiro, Cabrobó, Sertânia e Verdejante, atendendo, segundo as autoridades, cerca de 67 comunidades rurais. No Eixo Leste, antes de as águas do rio serem bombeadas para a Paraíba, visando à sinergia hídrica da represa de Boqueirão, para o atendimento do abastecimento de Campina Grande e 18 municípios de seu entorno, elas serão utilizadas, em Pernambuco, no atendimento das demandas existentes ao longo da bacia do rio Ipojuca (adutora do Agreste), região que vem sofrendo importantes déficits hídricos e preocupando as autoridades pernambucanas, principalmente no atendimento das cidades abastecidas pela represa de Jucazinho, atualmente com menos de 3% de sua capacidade, sendo o município de Caruarú, com cerca de 450 mil habitantes, o seu melhor exemplo. Em igual situação de penúria hídrica estão os municípios de Santa Cruz do Capibaribe, Gravatá, Bezerros, entre outros. No preocupante cenário mostrado acima, apenas alertamos as autoridades sobre a necessidade de um melhor esclarecimento junto à população, de como as águas do rio São Francisco serão conduzidas no processo de abastecimento (isso não está claro no projeto), e quais os volumes a serem retirados em ambos os Eixos, para o atendimento das necessidades do povo pernambucano. Com a lamentável situação de deficiência volumétrica existente no Velho Chico, uma gota de água que seja retirada do rio, terá que ser feita com inteligência e utilizada com muita parcimônia. Infelizmente, a situação das obras no Eixo Leste do Projeto (Adutora do Agreste), que seria aquele com maiores possibilidades de se resolver, de vez, os problemas dos déficits hídricos existentes na bacia pernambucana do rio Ipojuca, não é satisfatória, sobre a qual, o Governo Federal vem alertando sobre a inexpressiva celeridade com a qual os trabalhos estão sendo conduzidos, consequência direta das dificuldades nos repasses de recursos. por João Suassuna última modificação 26/08/2015 10:05

domingo, 7 de junho de 2015

Situação volumétrica dos reservatórios das hidrelétricas da CHESF - 05/06/2015 Estamos iniciando uma atividade semanal de informação, aos interessados, dos estágios em que se encontram os níveis de acumulações volumétricas dos principais reservatórios da Chesf, na bacia do rio São Francisco. No caso específico da região do Sub-médio São Francisco - local onde é gerada a maior parte da energia elétrica do Nordeste -, os reservatórios, principalmente o de Sobradinho, acumulam água no período de novembro a abril, para disponibilizarem os volumes acumulados, no processo de regularização das vazões do Velho Chico, no período de maio a outubro. Estamos no dia 05/06/2015, portanto, em período no qual os reservatórios estão numa fase de disponibilização volumétrica. Acompanhem a evolução desse processo, nos endereços abaixo, clicando no canal “Bacia do Rio São Francisco”. 05/06/2015 Reservatório Data Afluência Defluência Volumes (%) (m³/s) (m³/s) Atual Ano anterior Sobradinho 02/06 980 1054 21,00 53,30 Itaparica 02/06 830 1129 15,30 24,20 Xingó* 02/06 970 1031 - - * - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água 29/05/2015 Reservatório Data Afluência Defluência Volumes (%) (m³/s) (m³/s) Atual Ano anterior Sobradinho 27/05 1040 1048 21,20 54,80 Itaparica 27/05 850 996 15,70 25,60 Xingó* 27/05 947 1002 - - * - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água _____________________________________________________________ Fonte: Chesf http://www.chesf.gov.br/portal/page/portal/chesf_portal/paginas/sistema_chesf/sistema_chesf_bacias/conteiner_bacias Fonte: ANA http://www2.ana.gov.br/Paginas/servicos/saladesituacao/default.aspx Sobre o assunto: Debate sobre a Transposição do Rio São Francisco - Programa Opinião Pernambuco (22/07/2013) http://www.youtube.com/watch?v=merlNiEJ0RM Programa "Ponto de Vista", da TV Câmara, trata do histórico das políticas de combate à seca http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/programa-ponto-de-vista-da-tv-camara-trata-do-historico-das-politicas-de-combate-a-seca/view Seca na Grande São Paulo continua http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/seca-na-grande-sao-paulo-continua/view Setor de energia brasileiro passa por período complicado http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/setor-de-energia-brasileiro-passa-por-periodo-complicado/view ANA oficializa redução da vazão para São Francisco http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/ana-oficializa-reducao-de-vazao-para-sao-francisco/view Operador quer reduzir vazão de Sobradinho; barragem não deve subir até outubro http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/operador-quer-reduzir-vazao-de-sobradinho-barragem-nao-deve-subir-ate-outubro Ações para minimização da crise hídrica de 2015 http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/acoes-para-minimizacao-da-crise-hidrica-de-2015/view Ibama autoriza Chesf a reduzir a vazão da barragem de Sobradinho para 900 metros cúbicos por segundo http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/ibama-autoriza-chesf-a-reduzir-vazao-da-barragem-de-sobradinho-para-900-metros-cubicos/view por João Suassuna última modificação 05/06/2015 09:24

sábado, 30 de maio de 2015

EM DEFESA DO VELHO CHICO. Todos os “Chicos” em defesa do rio Juazeiro e Petrolina viram carranca para defender o Velho Chico Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco, as cidades divididas pelas águas do São Francisco, estarão unidas, no próximo dia 3 de junho, em defesa do rio que marca profundamente a história e o desenvolvimento desses dois municípios importantes do nordeste brasileiro. A programação do Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, organizada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco-CBHSF, acontece ao longo do dia nas duas cidades, mobilizando escolas, organizações culturais, associações comunitárias e toda a população ribeirinha convocada a ‘Virar Carranca para defender o Velho Chico’. Pela manhã, a mobilização tem início no lado baiano do São Francisco, com concentração a partir das 8h, no histórico Vapor Saldanha Marinho, na Orla de Juazeiro. Lá acontecem apresentações artísticas, como a do grupo de dança da comunidade indígena Entre Serras Pankararu, do município de Petrolândia, Pernambuco. A programação matinal se encerra ao meio dia, com devolução de água limpa e alevinos ao rio (peixamento). “O ato simboliza a devolução da vida ao rio, que precisa ter de volta suas águas limpas, essenciais para o povo ribeirinho, e suas espécies animais desse rico ecossistema”, explica o coordenador da Câmara Consultiva do Submédio São Francisco, cacique Uilton Tuxá. No turno da tarde, a mobilização ganha novo fôlego no lado pernambucano do rio. Às 14h, a concentração começa na Praça do Bambuzinho, no centro da cidade de Petrolina, onde será instalada uma exposição fotográfica que destaca o povo do rio e suas demandas, organizada pelo Comitê da Bacia do São Francisco. No centro da cidade terá início uma caminhada até a Orla 1, onde ocorrem outras apresentações artísticas, pronunciamentos e, mais uma vez , devolução de água limpa ao rio. Durante todo o dia, serão recolhidas assinaturas para serem entregues ao Governo Federal. “Estamos com um abaixo assinado pela criação do Conselho Gestor do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Pedimos que este projeto, que existe desde 2001, seja prorrogado por mais 20 anos”, destaca o cacique Tuxá. Data Municipal - Mobilizado pela campanha do CBHSF “Eu viro carranca para defender o Velho Chico”, o vereador Adalberto Bruno Filho apresentou, no dia 28 de maio, na Câmara Municipal de Petrolina, projeto de lei que institui o dia 3 de junho no calendário de eventos da cidade como o Dia Municipal de Defesa do Rio São Francisco. A iniciativa visa “despertar no povo de Petrolina um sentimento de pertencimento em defesa do Rio São Francisco”, afirma o trecho do projeto. _______________________________________________________________________ O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO 29.05.2015 TEL: (71) 3351-2769 E 8892-1119 (ANTÔNIO MORENO) (71) 8216-8986 (ANDRÉ SANTANA)
EM DEFESA DO RIO SÃO FRANCISCO. Josélia Maria da Silva Para joselia.imprensa CCO alipiocfilho@yahoo.com.br Hoje em 9:52 AM Bom dia, segue programação do ato em DEFESA DO RIO SÃO FRANCISCO DIA 3 DE JUNHO PROGRAMAÇÃO: Todos os “Chicos” em defesa do rio Juazeiro e Petrolina viram carranca para defender o Velho Chico Às 15h, concentração na Praça do Bambuzinho, no centro de Petrolina, onde será instalada uma exposição fotográfica que destaca o povo do rio e suas demandas, organizada pelo Comitê da Bacia do São Francisco. Em seguida caminhada até a Orla 1, onde acontece apresentação do grupo de dança da comunidade indígena Entre Serras Pankararu, do município de Petrolândia , pronunciamentos e devolução de água limpa ao rio. Durante todo o dia, serão recolhidas assinaturas para serem entregues ao Governo Federal. “Estamos com um abaixo assinado pela criação do Conselho Gestor do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Pedimos que este projeto, que existe desde 2001, seja prorrogado por mais 20 anos”, destaca o cacique Tuxá. SOMOS TODOS CHICO Josélia Maria Coordenadora de Mobilização 87 8841 7814 -- Josélia Maria Blogueira/Radialista/Locutora Apresentadora 87 9932 4213 / 87 8841 7814 Responder, Responder a todos ou Encaminhar | Mais

sexta-feira, 22 de maio de 2015

ANA determina redução da vazão do Velho Chico Impacto dessa decisão em Sergipe foi tema de discussão. http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=172162 null A vazão do rio São Francisco será reduzida para 900m³/s (Foto: arquivo Portal Infonet) A vazão do rio São Francisco será reduzida para 900m³/s. A medida é uma determinação da Agência Nacional de Águas (ANA), que visa ao armazemento de água nos reservatórios. O impacto dessa decisão para a população sergipana foi tema de discussão técnica, realizada nesta segunda-feira, 4, na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), entre o secretário da pasta, Olivier Chagas, representantes da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) e Ibama. Tal determinação tem o objetivo de elevar o volume de água armazenada nos reservatórios de Sobradinho e Três Marias. Com a redução da vazão é possível aumentar o volume de água armazenado nas barragens que são utilizados para a geração de energia. Em condições normais, a vazão do rio tem sido mantida entre 1.100m³/s 1.300m³/s. “É importante ressaltar que, recentemente, a vazão do rio será elevada para 1.500m³/s, entre os dias 4 e 8 de maio, para a execução do processo de difluência, apontado como solução para redução da proliferação da microalga fitolplanctônica responsável pela mancha negra que se estendeu pelo São Francisco no último mês”, disse o superintendente de Recursos Hídricos Ailton Rocha. O superintendente ainda explicou que, em razão dessa necessidade, a Chesf informa que a redução da vazão deve acontecer em um prazo de quatro semanas e de forma gradativa. “Inicialmente, a vazão será reduzida para 1.100m³/s, seguindo para 1.000m³/s, 950m³/s até chegar aos 900m³/s”. O rio São Francisco é responsável por mais de 50% do abastecimento de água da população sergipana. Presente na reunião, o diretor de operações da Deso, Sílvio Mucio fará a avaliação do impacto referente à relação entre cota/vazão. “Acreditamos que não haverá interferência na captação de água, mas precisamos mensurar a partir da relação para averiguar a necessidade de criação de um plano emergencial”. “É preciso estabelecer um planejamento estratégico que possa minimizar os possíveis impactos. Estamos disponibilizando uma equipe técnica para realizar o monitoramento desse cenário”, contou o secretário Olivier Chagas. Fonte: Semarh Sobre o assunto Velho Chico terá vazão de 1.500 m³/s durante uma semana http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/velho-chico-tera-vazao-de-1-500-m3-s-durante-uma-semana COMENTÁRIOS João Suassuna - Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco Ontem editei uma notícia sobre o aumento dos volumes defluentes em Sobradinho, com vistas à solução dos problema de acumulação de algas na bacia hidrográfica do Velho Chico, no trecho compreendido entre o Submédio e Baixo São Francisco. Concluí não ser sensata aquela medida. Pois bem, hoje a ANA determinou redução drástica de tais volumes, para 900 m³/s, numa manobra de puro desespero. A atitude é compreensível diante de uma estiagem descomunal na bacia do rio, cujos percentuais de acumulação, em Sobradinho (20%), têm que ser parcimoniosamente utilizados até o final de novembro do ano em curso. Não foi por falta de aviso. por João Suassuna última modificação 05/05/2015 15:40
Situação volumétrica dos reservatórios das hidrelétricas da CHESF - 08/05/2015 Estamos iniciando uma atividade semanal de informação, aos interessados, dos estágios em que se encontram os níveis de acumulações volumétricas dos principais reservatórios da Chesf, na bacia do rio São Francisco. No caso específico da região do Sub-médio São Francisco - local onde é gerada a maior parte da energia elétrica do Nordeste -, os reservatórios, principalmente o de Sobradinho, acumulam água no período de novembro a abril, para disponibilizarem os volumes acumulados, no processo de regularização das vazões do Velho Chico, no período de maio a outubro. Estamos no dia 08/05/2015, portanto, em período no qual os reservatórios estão numa fase de disponibilização volumétrica. Acompanhem a evolução desse processo, nos endereços abaixo, clicando no canal “Bacia do Rio São Francisco”. 08/05/2015 Reservatório Data Afluência Defluência Volumes (%) (m³/s) (m³/s) Atual Ano anterior Sobradinho 06/05 1100 1117 21,30 57,00 Itaparica 06/05 990 1514 18,40 27,00 Xingó* 06/05 1422 1514 - - * - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água 30/04/2015 Reservatório Data Afluência Defluência Volumes (%) (m³/s) (m³/s) Atual Ano anterior Sobradinho 28/04 1160 1112 21,60 56,90 Itaparica 28/04 1170 1249 23,00 27,90 Xingó* 28/04 1169 1083 - - * - Não há percentuais acumulados, tendo em vista o rio correr, em seu leito, a fio d´água _____________________________________________________________ Fonte: Chesf http://www.chesf.gov.br/portal/page/portal/chesf_portal/paginas/sistema_chesf/sistema_chesf_bacias/conteiner_bacias Fonte: ANA http://www2.ana.gov.br/Paginas/servicos/saladesituacao/default.aspx Sobre o assunto: Debate sobre a Transposição do Rio São Francisco - Programa Opinião Pernambuco (22/07/2013) http://www.youtube.com/watch?v=merlNiEJ0RM Programa "Ponto de Vista", da TV Câmara, trata do histórico das políticas de combate à seca http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/programa-ponto-de-vista-da-tv-camara-trata-do-historico-das-politicas-de-combate-a-seca/view Seca na Grande São Paulo continua http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/seca-na-grande-sao-paulo-continua/view Setor de energia brasileiro passa por período complicado http://www.remabrasil.org/Members/suassuna/campanhas/setor-de-energia-brasileiro-passa-por-periodo-complicado/view ANA oficializa redução da vazão para São Francisco http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/ana-oficializa-reducao-de-vazao-para-sao-francisco/view Operador quer reduzir vazão de Sobradinho; barragem não deve subir até outubro http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/operador-quer-reduzir-vazao-de-sobradinho-barragem-nao-deve-subir-ate-outubro Ações para minimização da crise hídrica de 2015 http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/acoes-para-minimizacao-da-crise-hidrica-de-2015/view Ibama autoriza Chesf a reduzir a vazão da barragem de Sobradinho para 900 metros cúbicos por segundo http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/ibama-autoriza-chesf-a-reduzir-vazao-da-barragem-de-sobradinho-para-900-metros-cubicos/view COMENTÁRIOS João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco A partir de maio, começa o período de depreciação da represa de Sobradinho. Atualmente, ele está com cerca de 21% de seu volume preenchido, apenas. Imaginem a previsão volumétrica dessa represa, no mês de novembro do corrente ano? Os técnicos já fazem previsão de cerca de 10%. A ANA e o IBAMA já precisam esclarecer a população das estratégias de como irão proceder para viabilizar o projeto da transposição do São Francisco, estando o Velho Chico nessas tristes condições! As autoridades não podem e nem devem subestimar a inteligência do povo brasileiro! por João Suassuna última modificação 08/05/2015 10:12
Situação de reservatórios da maior parte das hidrelétricas brasileiras é preocupante Jornal Nacional - Edição de 13/05/2015 Acesse a matéria, clicando no endereço abaixo: http://g1.globo.com/jornal-nacional/videos/t/edicoes/v/situacao-de-reservatorios-da-maior-parte-das-hidreletricas-brasileiras-e-preocupante/4179460/ Sobre o assunto: Maioria dos reservatórios continua abaixo dos níveis do ano passado http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/maioria-dos-reservatorios-continua-abaixo-dos-niveis-do-ano-passado/ Possibilidade de paralisar térmicas em 2015 praticamente não existe http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/ons-possibilidade-de-paralisar-termicas-em-2015-praticamente-nao-existe/view Situação volumétrica dos reservatórios das hidrelétricas da CHESF - 08/05/2015 http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/situacao-volumetrica-dos-reservatorios-das-hidreletricas-da-chesf-08-05-2015 ANA determina redução da vazão do Velho Chico http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/ana-determina-reducao-da-vazao-do-velho-chico/view Situação dos Principais Reservatórios do Brasil – 07/05/2015 http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/situacao-dos-principais-reservatorios-do-brasil-2013-07-05-2015/view COMENTÁRIOS João Suassuna - Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco Não se pode ter tranquilidade, atualmente, com a situação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas nacionais. A conta do usuário da energia, praticamente dobrou nos últimos meses. O custo dos combustíveis utilizados nas termelétricas, está sendo repassado ao consumidor brasileiro. A térmicas, que antes eram acionadas, em casos emergenciais, agora estão funcionando em caráter permanente. E como se isso não bastasse, só voltará a chover, na região, a partir de novembro. A palavra de ordem, no momento, é economizar energia a qualquer custo. Urge a necessidade de as autoridades começarem a estabelecer regras, que venham dar suporte ao cidadão na sua luta diária de escapar dos transtornos, atualmente vivenciados, no uso de sua energia. Dias piores estão por vir! Ninguém merece! por João Suassuna última modificação 14/05/2015 10:33

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Meus Prezados, Isso é o tipo de decisão que não é oportuna, nem sensata. Ora, está configurada uma seca generalizada e de grande magnitude na bacia do Velho Chico. A represa de Sobradinho, com essa estiagem, acumulou apenas 20% de sua capacidade. Essa semana, que irá possibilitar uma vazão defluente da represa, para o Sub-médio e o Baixo São Francisco, da ordem de 1500 m3/s, resultará em uma enorme perda volumétrica e em um problemão de gerenciamento para a Chesf, que terá, necessariamente, que garantir volumes, no rio, para a geração de energia, principalmente até o mês de novembro, que é o período no qual volta a chover em suas cabeceiras. Dificuldades futuras certamente iremos ter! Velho Chico terá vazão de 1.500 m³/s durante uma semana O rio São Francisco terá oito dias consecutivos de vazão em 1.500 m³ por segundo, a partir das barragens de Sobradinho e Xingó. De amanhã (2.05) até a sexta-feira da próxima semana (8.05), essa será a vazão praticada com o objetivo de diluir a mancha identificada em meados do mês de abril no município alagoano de Delmiro Gouveia, com extensão estimada em 34 quilômetros. http://cbhsaofrancisco.org.br/velho-chico-tera-vazao-de-1-500-m%C2%B3s-durante-uma-semana/ Esse foi o principal encaminhamento tomado na reunião que formalizou a criação do grupo de trabalho (GT), no final da tarde desta quinta-feira (30.04), em Maceió. O grupo é formado por representantes do Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL), superintendência de Alagoas do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Companhia de Abastecimento de Alagoas (Casal), Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF). A criação do grupo atende a uma proposta do próprio Comitê, lançada durante reunião realizada com diversos entes envolvidos na questão, em busca de soluções para dissolver a mancha na região do Baixo São Francisco. “Após o prazo estabelecido e diante dos resultados das análises, veremos se haverá ou não necessidade de novas medidas. O objetivo é fazer essa mancha desaparecer do rio”, informou o secretário executivo do Comitê, Maciel Oliveira. Além disso, ficou definido que técnicos do Ibama e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) farão coletas e monitoramento da mancha; o IMA fará o acompanhamento da água na região, cabendo à Casal o monitoramento do pH da água, diariamente, nos pontos de captação da empresa. O resultado será repassado ao CBHSF, a quem caberá informar a população ribeirinha e aos órgãos de comunicação. Uma nova reunião do grupo de trabalho está agendada para o próximo dia 13 de maio, em local a ser definido. “O grupo ficará trocando informações permanentemente. Assim, não será necessário que todos estejamos diante da mancha para saber o andamento da situação”, considerou Maciel Oliveira. ASCOM – Assessoria de Comunicação do CBHSF COMENTÁRIOS João Suassuna - Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco Isso é o tipo de decisão que não é oportuna, nem sensata. Ora, está configurada uma seca generalizada e de grande magnitude na bacia do Velho Chico. A represa de Sobradinho, com essa estiagem, acumulou apenas 20% de sua capacidade. Essa semana, que irá possibilitar uma vazão defluente da represa, para o Sub-médio e o Baixo São Francisco, da ordem de 1500 m3/s, resultará em uma enorme perda volumétrica e em um problemão de gerenciamento para a Chesf, que terá, necessariamente, que garantir volumes, no rio, para a geração de energia, principalmente até o mês de novembro, que é o período no qual volta a chover em suas cabeceiras. Dificuldades futuras certamente iremos ter! por João Suassuna última modificação 04/05/2015 11:12

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Crise hídrica? A Sabesp vai muito bem, obrigado! Heitor Scalambrini Costa Professor da Universidade Federal de Pernambuco O que acontece com o Estado de São Paulo na questão da água é um exemplo do que pode acontecer em outros estados e cidades brasileiras, segundo dados recentes publicados pela ANA (Agência Nacional de Águas). Portanto, aprender e tirar lições deste episódio poderá ajudar gestores públicos e a sociedade a não repetir os erros que foram cometidos, e conviver melhor com uma situação que veio para ficar. A crise hídrica, como ficou conhecida, não ocorreu por uma única causa, ou por um único erro cometido, nem tampouco pela falta de chuvas – mesmo considerando que esta seca é uma das piores dos últimos 84 anos. Na verdade foi um conjunto de fatores que levou a maior cidade brasileira, sua região metropolitana e várias cidades importantes do interior do Estado a sofrerem o desabastecimento de água. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), empresa que administra a coleta, o tratamento, a distribuição de água, e também o tratamento dos esgotos, é uma das maiores empresas de saneamento do mundo, e uma das mais preparadas do Brasil – com um corpo técnico altamente qualificado, e dispondo de uma boa infraestrutura. Assim pode-se afirmar sem dúvida que a causa principal de tamanha incompetência foi a sua administração voltada ao mercado, voltada ao lucro, que trata a água, um bem essencial à vida, como uma mera mercadoria. Em 1994, a Sabesp se tornou uma empresa de capital misto, com a justificativa de que vendendo parte de suas ações conseguiria mais recursos financeiros para investir nos sistemas de abastecimento de água e de saneamento. Depois de 20 anos, o controle acionário se encontra nas mãos do Estado, que detém 50,3% das ações (metade negociada na BMF/ Bovespa, e a outra metade na Bolsa de NY), ficando os 49,7% restantes com investidores brasileiros (25,5%) e estrangeiros (24,2%). A Sabesp é a empresa outorgada para utilizar e gerir o Sistema Alto Tietê, Guarapiranga e Cantareira, destinando em tempos normais 33 m³/s para Região Metropolitana de SP. Com a persistência da falta de chuvas e clima adverso, foi obrigada a reduzir pela metade a captação (pouco mais de 16 m³/s), apesar de fazê-lo tardiamente. Assim, o que era considerado um risco remoto tornou-se uma grande incerteza. A situação chegou a um ponto tal de dramaticidade que foi perdido o controle do sistema hídrico e, agora, além da captação do volume morto dos reservatórios, em curto prazo, a população fica na dependência das chuvas. Em 2012, em documento elaborado pela própria Sabesp para a Comissão de Valores dos EUA, era admitido que pudesse ocorrer diminuição das receitas da empresa, devido a condições climáticas adversas. Assim sendo seria obrigada a captar água de outras fontes para suprir a demanda de seus usuários. Portanto, se conhecia e se antevia uma situação que acabou acontecendo. Porém nada foi feito pela Sabesp para diminuir este risco previsível. Por outro lado, a gestão da crise não visou resolver os problemas da população, mas sim apenas amenizar a responsabilidade da própria Sabesp, blindando o governo do Estado, cujo mandatário estava em plena campanha eleitoral para sua reeleição. Em nenhum momento a gestão da Sabesp ou o governo do Estado admitiram a gravidade da situação. Muito menos a necessidade do racionamento, da diminuição da vazão, sendo ainda negadas pelas autoridades paulistas as interrupções que se tornaram cada vez mais constantes no fornecimento da água. Por isso, o que mais abalou a credibilidade do governo foi a divulgação pela imprensa de uma gravação onde a presidente da Sabesp admitia que uma “orientação superior” impediu, durante a campanha eleitoral, que a empresa tornasse pública a real situação hídrica do Estado. Todavia, mesmo com a tragédia anunciada, penalizando a população, a empresa e seus acionistas vão muito bem. Basta acompanhar os lucros extraordinários nos relatórios de administração dos últimos anos, que geraram dividendos generosos para os acionistas da Sabesp, ao passo que o investimento necessário não acompanhou a mesma intensidade dos lucros obtidos pela empresa. Esta situação por que passa a população paulista e paulistana poderá se estender a outras regiões do país nos próximos anos, caso persistam a má gestão, o desperdício e a devastação de nossas florestas. É um alerta à questão da privatização dos nossos bens naturais, em particular da gestão da água, do seu controle e distribuição. Daí a premente e essencial participação da sociedade nas políticas públicas para que a gestão das águas alcance resultados positivos, e não simplesmente siga a lógica da maximização dos lucros.
Sob ponto de vista técnico, racionamento deveria ter sido aplicado, diz AES por André Magnabosco | Estadão Conteúdo http://www.bahianoticias.com.br/estadao/noticia/75765-sob-ponto-de-vista-tecnico-racionamento-deveria-ter-sido-aplicado-diz-aes.html Foto: Reprodução O presidente do grupo AES Brasil, Britaldo Soares, afirmou nesta terça-feira, 7, que o racionamento de energia já deveria ter sido implementado no Brasil, caso fosse feita uma análise meramente técnica a respeito da atual situação do sistema elétrico. A restrição da oferta seria uma solução estruturada para garantir que o nível de água dos reservatórios subisse mais e a dependência das chuvas no próximo período úmido, a partir do final do ano, fosse menor no verão de 2015/2016. "Do ponto de vista técnico, a decisão do racionamento talvez já devesse ter sido tomada há mais tempo, se a gente buscasse a recuperação do sistema, e não a propagação do risco. Isso se quiséssemos restabelecer o sistema com um todo e resolver o problema de uma maneira mais estruturada", afirmou Soares, que participou nesta terça-feira do BrazilInvestmentForum 2015, promovido pelo Bradesco BBI em São Paulo. Pouco antes de comentar sobre o risco técnico que existe sobre o sistema elétrico, o executivo salientou que é preciso fazer uma distinção entre os aspectos técnico e político. "Haveria um freio de arrumação, um impacto na economia e no Produto Interno Bruto (PIB) já conhecidos. Obviamente há cenário político a se considerar em toda essa questão", ponderou o executivo. Soares alerta que, sem uma solução mais estruturada, o risco hidrológico permanece. Neste momento, projeta-se que o nível dos reservatórios ao final de março deve ficar próximo a 35% da capacidade de armazenamento, "não muito diferente" do que se imaginava no início deste ano. "É um quadro apertado. Eu vejo a gente terminando 2015 com o sistema sob pressão e eu não diria isento de riscos. Vamos estar na dependência do que vai acontecer na estação chuvosa de 2015/2016", projetou. Confirmadas as atuais projeções traçadas pelo governo federal, o nível dos reservatórios chegaria a novembro, no início do período chuvoso, com um volume de armazenamento superior ao patamar considerado mínimo de 10%. O efetivo volume dos reservatórios, salienta Soares, estará vinculado ao nível das chuvas no período seco e o comportamento do consumo. A tendência de demanda é de queda em 2015, explica Soares, em função da redução da atividade econômica e do aumento das tarifas. por João Suassuna última modificação 08/04/2015 15:59

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga