sábado, 24 de agosto de 2013


Vale do São Francisco terá sua primeira reserva florestal

Por Leila Núbia
 
O Vale do São Francisco que, apesar do status de oásis do Sertão, apresenta altos índices de degradação de vegetação nativa (a Caatinga), deverá ganhar sua primeira... reserva florestal.

Trata-se da terceira Unidade de Conservação (UC) de Caatinga do Estado, a ser implantada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Será na Serra do Areal, uma área de aproximadamente seis mil hectares, localizada no município de Petrolina.

A proposta de criação da UC no Vale do São Francisco foi apresentada nesta sexta-feira (23) ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), durante a 73ª reunião da entidade, no município de Afogados da Ingazeira (PE).

“Embora não integre a lista de 13 Unidades de Caatinga previstas para serem criadas até 2014 conforme metas do Governo do Estado, resolvemos priorizar a Serra do Areal por reunir todas as condições favoráveis para a iniciativa”, afirma o secretário executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Hélvio Polito.

O secretário, acompanhado de uma equipe técnica de biólogos da Semas e Parque Dois Irmãos visitaram a Serra do Areal na quinta-feira (22) e constataram a alta importância biológica do fragmento florestal, que é cercado de vegetação preservada, com fontes hídricas - a principal é o Riacho do Pontal, afluente do São Francisco.

Além de não ter qualquer tipo de ocupação humana ou conflito fundiário, outro ponto favorável à criação da nova unidade de conservação é o fato de a área ter sido tema de dois Estudos de Impacto Ambiental (EIA) patrocinados pela Codevasf, que servirão de base para a formalização do processo.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), responsável pela área desapropriada, já se comprometeu em repassa-la ao Estado como recurso de compensação ambiental referente a projetos de irrigação.

A expectativa da Semas é de que todo o processo se concretize no início de 2014. Atualmente o Estado dispõe de duas UCs de Caatinga: uma em Serra Talhada e a outra em Floresta.

MATA DO PASSARINHO – Outro momento importante da reunião do Consema foi a apresentação do Plano de Manejo da Reserva de Floresta Urbana Mata do Passarinho, Unidade de Conservação estadual de Mata Atlântica com 13 hectares, em Olinda. É o primeiro Plano de UC elaborado segundo nova metodologia desenvolvida por técnicos da Semas, que simplificou e agilizou o processo.

Um plano de manejo é o instrumento básico para gestão e implantação efetiva de uma unidade de conservação ambiental.
No caso de Passarinho, o documento foi construído pelo Conselho Gestor da Unidade, formado por técnicos, gestores públicos, representantes das comunidades locais e de instituições de ensino e pesquisa.

“O Plano partiu de um resgate histórico da luta pela preservação da Mata de Passarinho e reúne o zoneamento, normas de uso e mapas, com a vantagem de ser facilmente compreendido por qualquer pessoa que deseje consultá-lo”, destacou a superintendente técnica da Semas, Giannina Cysneiros, aos conselheiros.

Outras duas UCs pernambucanas estão prestes a ganhar seus planos de manejo segundo a nova metodologia: o Refúgio de Vida Silvestre Mata do Engenho Uchoa, no Recife (Mata Atlântica); e o Parque Estadual Mata da Pimenteira, em Serra Talhada (Caatinga).
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Foto: Vale do São Francisco terá sua primeira reserva florestal

Por Leila Núbia

O Vale do São Francisco que, apesar do status de oásis do Sertão, apresenta altos índices de degradação de vegetação nativa (a Caatinga), deverá ganhar sua primeira reserva florestal.

Trata-se da terceira Unidade de Conservação (UC) de Caatinga do Estado, a ser implantada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Será na Serra do Areal, uma área de aproximadamente seis mil hectares, localizada no município de Petrolina.

A proposta de criação da UC no Vale do São Francisco foi apresentada nesta sexta-feira (23) ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), durante a 73ª reunião da entidade, no município de Afogados da Ingazeira (PE). 

“Embora não integre a lista de 13 Unidades de Caatinga previstas para serem criadas até 2014 conforme metas do Governo do Estado, resolvemos priorizar a Serra do Areal por reunir todas as condições favoráveis para a iniciativa”, afirma o secretário executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Hélvio Polito.

O secretário, acompanhado de uma equipe técnica de biólogos da Semas e Parque Dois Irmãos visitaram a Serra do Areal na quinta-feira (22) e constataram a alta importância biológica do fragmento florestal, que é cercado de vegetação preservada, com fontes hídricas - a principal é o Riacho do Pontal, afluente do São Francisco. 

Além de não ter qualquer tipo de ocupação humana ou conflito fundiário, outro ponto favorável à criação da nova unidade de conservação é o fato de a área ter sido tema de dois Estudos de Impacto Ambiental (EIA) patrocinados pela Codevasf, que servirão de base para a formalização do processo.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), responsável pela área desapropriada, já se comprometeu em repassa-la ao Estado como recurso de compensação ambiental referente a projetos de irrigação. 

A expectativa da Semas é de que todo o processo se concretize no início de 2014. Atualmente o Estado dispõe de duas UCs de Caatinga: uma em Serra Talhada e a outra em Floresta. 

MATA DO PASSARINHO – Outro momento importante da reunião do Consema foi a apresentação do Plano de Manejo da Reserva de Floresta Urbana Mata do Passarinho, Unidade de Conservação estadual de Mata Atlântica com 13 hectares, em Olinda. É o primeiro Plano de UC elaborado segundo nova metodologia desenvolvida por técnicos da Semas, que simplificou e agilizou o processo. 

Um plano de manejo é o instrumento básico para gestão e implantação efetiva de uma unidade de conservação ambiental.
No caso de Passarinho, o documento foi construído pelo Conselho Gestor da Unidade, formado por técnicos, gestores públicos, representantes das comunidades locais e de instituições de ensino e pesquisa. 

“O Plano partiu de um resgate histórico da luta pela preservação da Mata de Passarinho e reúne o zoneamento, normas de uso e mapas, com a vantagem de ser facilmente compreendido por qualquer pessoa que deseje consultá-lo”, destacou a superintendente técnica da Semas, Giannina Cysneiros, aos conselheiros.

Outras duas UCs pernambucanas estão prestes a ganhar seus planos de manejo segundo a nova metodologia: o Refúgio de Vida Silvestre Mata do Engenho Uchoa, no Recife (Mata Atlântica); e o Parque Estadual Mata da Pimenteira, em Serra Talhada (Caatinga).

    

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