segunda-feira, 29 de abril de 2013


SISTEMA ELÉTRICO REGISTRA MAIS DE 2,2 MIL FALHAS 

No entanto, Operador Nacional do Sistema (ONS) considerou que falhas "em geral, são minimizadas".

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1241181

São Paulo/Brasília. O sistema elétrico brasileiro teve entre 2.258 e 2.670 falhas - distúrbios no funcionamento das instalações - por ano, nos últimos cinco anos, segundo estatística do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Os dados foram apresentados pelo ONS em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em 20 de fevereiro. Do total de falhas, em média 11,8% envolveram corte de carga. Cerca de 3,0% tiveram corte de carga superior a 100 MW; em cerca de 0,4% houve corte de carga superior a 500 MW; e 0,2% envolveu corte de carga superior a 1000 MW.

Causas

Nos casos envolvendo linhas de transmissão de energia, a principal causa das falhas é condição climática adversa, seguida de queimada, de acordo com informação na ata da 126ª Reunião do CMSE, no site do Ministério de Minas e Energia.

Para os transformadores e barramentos do sistema, a principal causa de problemas está em equipamentos e acessórios. Em seguida, aparecem as falhas humanas. O ONS concluiu ainda que "embora eventos de falhas em elementos do sistema de transmissão ocorram, em geral elas são minimizadas".

Térmicas

Em mais uma indicação de que o despacho termoelétrico deverá ser intenso ao longo do ano, o Operador projetou que o nível dos reservatórios das usinas das Regiões Sudeste e Centro-Oeste deve encerrar novembro em 58,5% da capacidade.

Segundo a estimativa, os reservatórios podem alcançar esse patamar de armazenamento se o despacho pleno das térmicas for mantido ao longo do ano e se o fluxo de água (energia natural afluente) para as hidrelétricas for de 94% da média histórica, o que depende das chuvas.

As informações constam na ata do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) de 6 de fevereiro, que foi divulgada na tarde de ontem pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Situação dos reservatórios.

Atualmente, o levantamento sistemático do ONS evidencia que os reservatórios do Nordeste possuem apenas 41,76% do total da capacidade, enquanto a região Norte possui 80,6% e as regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste têm, respectivamente, 40,91% e 47,27% da capacidade

Na hipótese de despacho termoelétrico pleno até abril deste ano e só a manutenção da geração térmica do grupo GT1A (composto por usinas nucleares, a gás e a carvão que podem entrar em operação imediatamente caso necessário), o nível de armazenamento dos reservatórios das duas regiões recuaria para 50% - vale lembrar que a situação do Sudeste/Centro-Oeste é fundamental para o setor elétrico por concentrar mais de 70% da capacidade de armazenamento do sistema elétrico nacional.

Um pouco mais crítica é a situação das hidrelétricas do Nordeste. Considerando o despacho termelétrico a plena capacidade até novembro deste ano e uma energia natural afluente de 87%, o nível dos reservatórios previsto no fim do período seria de 46,6% do total.

OPINIÃO DO ESPECIALISTA.

Interrupções dentro do limite

Jurandir Picanço Consultor de Energia da Fiecs.

 falhas fazem parte do processo. Todo sistema apresenta falhas. O que é acompanhado é a quantidade de apuração dessas falhas. É uma quantidade, em termos absolutos, muito grande, mas é preciso saber a influência para os consumidores. Aqui no Estado, mesmo esse número sendo grande, está dentro dos padrões estabelecidos. Acredito que alguma outra empresa pode estar fora dos padrões, mas a média nacional está dentro. Evidente que se pode reduzir, mas elas fazem parte do processo, não podendo ultrapassar esses limites. Aqui no Ceará, acompanho o Conselho de Consumidores da Coelce e observo como está o serviço prestado. Vejo que aqui no Ceará está dentro dos limites. Uma falha numa linha de transmissão pode acontecer sem que o consumidor tome conhecimento. Algumas dessas falhas atingem o consumidor e são essas as controladas. As que atingem o consumidor, existem limites máximos de frequência e de duração.

por João Suassuna— Última modificação 12/03/2013 10:03

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