quarta-feira, 26 de agosto de 2015

COMUNIDADES AO LONGO DO CANAL DA TRANSPOSIÇÃO GANHAM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) vai construir dez novos sistemas de abastecimento para beneficiar comunidades rurais do Sertão do estado, que receberão água dos eixos Leste e Norte do Canal da Transposição do Rio São Francisco. http://www.compesa.com.br/noticias/comunidades-ao-longo-do-canal-da-transposicao-ganham-sistemas-de-abastecimento Ao todo, serão investidos R$ 44,8 milhões na implantação, operação e manutenção dessas infraestruturas nas localidades. O Termo de Compromisso entre o Governo Federal, que fará o repasse dos recursos, e o Governo de Pernambuco, por meio da Compesa, foi firmado nesta sexta-feira (21), durante visita da presidenta Dilma Rousseff a Cabrobó, no Sertão. Os sistemas vão atender 67 comunidades rurais das cidades de Floresta, Petrolândia, Custódia, Betânia, Salgueiro, Cabrobó, Sertânia e Verdejante. Os povoados ficam localizados às margens dos dois eixos da Transposição e terão sistemas específicos para receber a água do canal. “É uma questão de justiça e compromisso atender essas pessoas que vão estar muito perto dessa água. Foi um compromisso assumido pelo ex Governador Eduardo Campos nas negociações iniciais da transposição e reforçado pelo Governador Paulo Câmara”, ressaltou o presidente da Compesa, Roberto Tavares. O prazo para a conclusão de todos os sistemas é agosto de 2017. A Compesa fará toda a estrutura de captação, com tomadas de água, unidades de bombeamento e estações de tratamento. Os povoados menores ficarão a cargo da SARA e os que tenham mais de 250 casas ou agrupados nesse patamar ficarão com a Compesa. "Essas obras ficarão sob a responsabilidade do Diretor de Articulação e Meio Ambiente, Aldo Santos, que tem uma larga experiência no meio rural", destacou o Presidente. Em Cabrobó, Dilma Rousseff entregou a primeira estação de bombeamento do Eixo Norte da Transposição. Quando estiver em pleno funcionamento, o Eixo Norte será aproveitado pela Compesa, que fará, a princípio, duas interligações para captação de água. A primeira vai servir para o sistema de abastecimento de Salgueiro e a outra será o Ramal de Entremontes, que será ligado à Adutora de Chapéu. Esta fará o reforço da Adutora do Oeste, levando mais água para a região do Sertão do Araripe. Já o Eixo Leste do projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional vai possibilitar, quando concluído, o pleno funcionamento da Adutora do Agreste, sistema hídrico integrado que vem sendo executado pela Compesa e que vai beneficiar mais de dois milhões de pessoas de 68 cidades. A obra está com andamento muito lento, dada a dificuldade de recursos do Governo Federal. 24/08/2015 COMENTÁRIOS João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco O Estado de Pernambuco irá usufruir da Transposição do Rio São Francisco nos Eixos Norte e Leste do projeto. Segundo consta no organograma das obras, do Eixo Norte serão retirados, do rio, cerca de 99 m³/s e, do Eixo Leste, cerca de 28 m³/s, perfazendo um total de cerca de 127 m³/s. No Eixo Norte, as águas do Velho Chico, antes mesmo de seguirem em direção à Paraíba, Rio Grande do Norte e o Ceará, atenderão os município pernambucanos de Floresta, Petrolândia, Custódia, Betânia, Salgueiro, Cabrobó, Sertânia e Verdejante, atendendo, segundo as autoridades, cerca de 67 comunidades rurais. No Eixo Leste, antes de as águas do rio serem bombeadas para a Paraíba, visando à sinergia hídrica da represa de Boqueirão, para o atendimento do abastecimento de Campina Grande e 18 municípios de seu entorno, elas serão utilizadas, em Pernambuco, no atendimento das demandas existentes ao longo da bacia do rio Ipojuca (adutora do Agreste), região que vem sofrendo importantes déficits hídricos e preocupando as autoridades pernambucanas, principalmente no atendimento das cidades abastecidas pela represa de Jucazinho, atualmente com menos de 3% de sua capacidade, sendo o município de Caruarú, com cerca de 450 mil habitantes, o seu melhor exemplo. Em igual situação de penúria hídrica estão os municípios de Santa Cruz do Capibaribe, Gravatá, Bezerros, entre outros. No preocupante cenário mostrado acima, apenas alertamos as autoridades sobre a necessidade de um melhor esclarecimento junto à população, de como as águas do rio São Francisco serão conduzidas no processo de abastecimento (isso não está claro no projeto), e quais os volumes a serem retirados em ambos os Eixos, para o atendimento das necessidades do povo pernambucano. Com a lamentável situação de deficiência volumétrica existente no Velho Chico, uma gota de água que seja retirada do rio, terá que ser feita com inteligência e utilizada com muita parcimônia. Infelizmente, a situação das obras no Eixo Leste do Projeto (Adutora do Agreste), que seria aquele com maiores possibilidades de se resolver, de vez, os problemas dos déficits hídricos existentes na bacia pernambucana do rio Ipojuca, não é satisfatória, sobre a qual, o Governo Federal vem alertando sobre a inexpressiva celeridade com a qual os trabalhos estão sendo conduzidos, consequência direta das dificuldades nos repasses de recursos. por João Suassuna última modificação 26/08/2015 10:05

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