quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016


Saneamento é necessário na PB para receber águas do São Francisco

 


Transposição vai beneficiar 170 municípios paraibanos. Açudes que devem receber as águas também recebem esgoto.
Assista ao vídeo, clicando no endereço abaixo:
Do G1 PB
O esgotamento sanitário é essencial para os 170 municípios paraibanos que vão receber as águas do Rio São Francisco quando a obra da transposição for concluída. Vão ser beneficiados com a obra cidades da região de Monteiro, no chamado Eixo Leste, e de Cajazeiras, no Eixo Norte. Porém, muitos desses municípios ainda não colocaram o esgoto longe das ruas, rios e açudes.
Durante esta semana, o JPB 2ª Edição exibe uma série de reportagens especiais sobre saneamento básico nos municípios da Paraíba. Nesta terça-feira (16), o destaque é para o problema do esgotamento sanitário nas cidades que vão ser beneficiadas pela transposição das águas do Rio São Francisco.
  • O Açude de São Gonçalo, por exemplo, recebe o esgoto das cidades de Marizópolis e de Nazarezinho. Além disso, é ele que, com pouco mais de 2% de sua capacidade, abastece as duas cidades. “Vem diretamente do vaso sanitário, de tudo, banho, pia, vai tudo pra dentro do açude”, comentou o pescador Francisco Soares da Costa.

    Para acabar com a agressão à população e ao meio ambiente, o esgoto tem que ser tratado. Marizópolis investiu nisso por meio da construção de lagoas que recebem a sujeita de parte da cidade. Porém, elas só recebem. A obra, concluída há anos, está praticamente abandonada, aos pedaços.
Em Sumé, no Cariri, a situação é bem parecida. Atualmente, o esgoto da cidade é jogado em lagoas que foram construídas na região. Porém, segundo os moradores, ele não é tratado e volta para o leito do rio. Com isso, o local virou uma espécie de criadouro de mosquitos.
Para o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Anivaldo Miranda, o esgotamento sanitário é muito importante nessas áreas. “É preciso que, no estado da Paraíba, as obras complementares referentes ao tratamento dos esgotos e dos afluentes que serão gerados por essa água sejam ser feitas”, explicou.
Açudes que devem receber as águas do Rio São
Francisco na Paraíba também recebem esgoto
(Foto: Wellington Campos/TV Cabo Branco)
 Com o esgoto indo para o lugar errado, paraibanas como a dona de casa Rita Silva vão continuar presas ao racionamento severo. Ela só tem acesso a água uma vez por semana e tem que se programar para guardar essa água. “Na quarta-feira. O dia todinho de água. Aí eu tenho três caixas [para encher]. Foi uns R$ 350 cada uma”, comentou.

A Prefeitura de Marizópolis informou que tem um projeto para sanear toda a cidade, mas sem data certa para conclusão das obras. O órgão ainda disse que, por causa da crise, não tem como fazer a conservação necessária da lagoa de tratamento dos esgotos.
A Prefeitura de Sumé também disse que trabalha para sanear todos os bairros e que a manutenção da lagoa seria de responsabilidade da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). A Cagepa limitou-se a dizer que os esgotos coletados estão todos indo para a lagoa de tratamento,
A Prefeitura de Nazarezinho, por sua vez, informou que já existe um convênio para construir o sistema de esgotamento sanitário do município, mas que os recursos ainda não chegaram.
 por João Suassuna última modificação 19/02/2016 15:12
Fev 24 em 11:21 AM
Meus Prezados,
Só o fato de as autoridades estarem gerando expectativas para os paraibanos, de possibilitar a chegada das águas do Rio São Francisco, na região de Piancó, é de uma inconsequência técnica e política sem precedentes. O Velho Chico não teria volumes suficientes para o atendimento de novas demandas. Na Paraíba, a transposição segue em duas direções. A primeira, pelo Eixo Leste do projeto, chegando ao município de Monteiro e, posteriormente, em Campina Grande, com as águas fluindo pela bacia do rio Paraíba. O segundo curso, pelo Eixo Norte, com as águas do Velho Chico chegando a Cajazeiras e seguindo em direção à barragem de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte.  Pelo que se tem percebido atualmente, o São Francisco, devido à existência de um sério risco hidrológico, para o atendimento aos múltiplos e conflituosos usos a que é submetido, já não dispõe de volumes para o atendimento de novas demandas. Portanto, é preciso mais juízo nesse povo, para que não venhamos exaurir, de vez, com o que restou do rio da Integração Nacional.

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