quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


IBGE aponta São Desidério, na BA, como maior PIB agrícola do país


Município tem uma parte alta e outra baixa e fica no cerrado brasileiro. Região concentra o mais recente processo de expansão do agronegócio.

Assista ao vídeo no endereço abaixo:

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/12/ibge-aponta-sao-desiderio-na-ba-como-maior-pib-agricola-do-pais.html



São Desidério é o tipo do lugar que se pode escolher para passar uns dias de férias, admirar as veredas e o canto das corredeiras.

São 26 rios perenes na região. O Grande é um dos principais afluentes do São Francisco e é no Vale do Grande que fica a cidade, fundada ainda no século XIX.

Dos 30 mil habitantes, 60% vivem na zona rural, a maioria lida com pecuária de corte e agricultura para consumo da própria família.

São Desidério é composto por uma parte baixa e outra alta. Deixando o Vale, onde fica a cidade, é possível alcançar a Chapada, de vasta extensão também. De lá até a divisa com Goiás e Tocantins são quase 200 quilômetros.

Nesta parte de cerrado, a ocupação é das plantações que mais uma vez colocam o município no primeiro lugar em valor de produção agrícola, segundo levantamento do IBGE.

São Desidério disputa o pódio do faturamento agrícola com Sorriso, no Mato Grosso. Pela pesquisa mais recente, a soma do que saiu das lavouras deixa Sorriso em segundo lugar com R$ 2,66 bilhões e põe São Desidério em primeiro, com R$ 2,285 bilhões.

Confira o vídeo com a reportagem completa e veja os desbravadores desta região do oeste baiano, que seguiram para lá atraídos pelos preços da terra e as deficiências nas escolas, nos serviços públicos, hospitais e saneamento básico, apesar da expansão agrícola.

COMENTÁRIOS

João Suassuna - Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Recife

Pertencente à região da MAPITOBA, esse município desponta, atualmente, por ser detentor do maior PIB agrícola do País. Com ambiente natural ideal para o desenvolvimento do agronegócio, com chuvas regulares e solos de cerrado (com necessidades de correções), o município, juntamente com os demais existentes na referida região, torna-se promissor para os plantios, em larga escala, de culturas de subsistência (milho e feijão) em regime de sequeiro (aquelas que se desenvolvem na dependência única e exclusivamente das chuvas). A prática do plantio dessas culturas no Nordeste seco só é possível, com o aporte hídrico existente nas propriedades, para as necessárias irrigações de salvação.

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