sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CIDADANIA E MEIO AMBIENTE.



Conforme anunciado, o Educandário Pequeno Aprendiz – EPA, em parceria com a ONG Ecologia e Meio Ambiente - EMA, com patrocínio da HABIB’S, e apoio logístico do GEO Sistema de Ensino e da Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, realizou, ontem, o Primeiro Seminário de Cidadania e Meio Ambiente, na cidade de Floresta-PE.

O evento teve lugar no Auditório da Câmara de Vereadores de Floresta, localizado na Praça Cel. Fausto Ferraz, contando com a presença do Presidente da Casa, Vereador Carlos Alberto Souza, e do Sr. Josélio Amaro Lisboa, representante do Secretário Municipal da Agricultura do município de Floresta.

A coordenação do Seminário registrou a participação de mais de 200 alunos do Ensino Fundamental de diversas Escolas de Floresta, especialmente dos alunos, do Corpo Docente e da Equipe Administrativa do EPA, bem como de representantes de entidades locais voltadas para a educação, a saber:

Bel. Cláudio José Novaes, advogado com atuação local e presidente da ONG SOS Caatinga;

Maria da Conceição Campos e Filomena Yoyô, respectivamente, Diretora Adjunta e Professora do Centro de Educação Professora Fortunata Ferraz da Rosa;

Sheila Carvalho Feitosa, Diretora Adjunta da Escola Audomar Ferraz; Adelina Margarida Araújo, Diretora da Escola Prefeito Francisco Ferraz Novaes;

Carmen Suely Freire da Silva Soares, Coordenadora da Escola Deputado Afonso Ferraz;

Dr. Gustavo Jonas Bezerra, Agrônomo do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA e Professor do Instituto Federal de Educação em Floresta;

Patrícia Guedes, Professora da Escola Estadual Três Marias;
Cleide Mirian Sá Leopoldo Silva, aluna do Instituo Superior de Educação de Floresta - SEF; e

Lenilda Gomes Freire e Rita de Cássia de Souza, alunas do Instituo Federal de Educação em Floresta.

O Seminário foi aberto pela Professora Elbiane Leal Novaes de Carvalho Lima, Diretora do Educandário Pequeno Aprendiz – EPA, e coordenado pelo Bel. Alipio Carvalho Filho, Presidente da ONG Ecologia e Meio Ambiente – EMA, atuando como apresentadora ou mestre de cerimônias a Professora Maria da Paz de Souza Gomes.

Foram apresentadas as três Palestras programadas:

Biomas Brasileiros pelo Dr. Élcio Alves de Barros, Engenheiro Agrônomo do Instituo Agronômico de Pernambuco – IPA e Coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco – CERBCAAPE, que, como sempre, demonstrando profundo conhecimento sobre os biomas brasileiros, especialmente sobre a Caatinga;

Agroecologia pela Professora Maria Emília Barros e Silva, Articuladora do Programa de Agroecologia desenvolvido pelo IPA em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, que, após sua exposição, realizou uma verdadeira interação com a platéia ouvindo e respondendo às respostas formuladas por diversos seminaristas; e

Cidadania e Justiça pelo Bel. Alipio Carvalho Filho, Juiz de Direito aposentado e Presidente da EMA, que iniciou sua fala apresentando o conceito de cidadania, destacando os direitos e os deveres do cidadão, enfatizando a constituição da FAMÍLIA, como a primeira sociedade organizada, da composição do MUNICÍPIO, do ESTADO e da UNIÃO; o expositor utilizou como material a Cartilha da Justiça, uma Revista Educativa, de excelente qualidade técnica e didática, produzida pela Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB.

Nos intervalos, conforme programado, alunos do EPA fizeram apresentações artísticas e culturais, abordando temas relacionados ao meio ambiente, tais como:

O pólen, as flores e as abelhas”, pelos alunos da educação infantil;

O drama da devastação do meio ambiente”, a cargo dos alunos do 2º e 3º anos do Ensino Fundamental; e

Herdeiros do Futuro”, dramatização apresentada pelos alunos do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental. Encerrando as atividades seminarísticas, foram premiadas poesias e frases sobre o meio ambiente produzidas por alunos do EPA.

O Educandário Pequeno Aprendiz – EPA é um colégio integrado ao GEO Sistema de Ensino, destacando-se, há dezenove anos, pela prestação de excelente serviço educacional à sociedade florestana, com uma equipe de profissionais competentes, dedicados e comprometidos com o processo educativo integrado à Família.

O EPA é administrado por uma eficiente equipe, constituída pelas Professoras (irmãs) Elbiane Leal Novaes de Carvalho Lima, Diretora Geral, Elciane Leal Novaes Feitosa Ferraz, Diretora Administrativa e Pedagógica e Ernanda Leal Novaes Carvalho Duarte, Diretora Adjunta, e pelas Professoras Maria da Paz de Souza Gomes, Coordenadora do Ensino Fundamental I e da Educação Infantil, e Ranusa Ferraz Jota Leal Novaes, Coordenadora do Ensino Fundamental II.

A ONG Ecologia e Meio Ambiente – EMA é uma sociedade civil sem fins lucrativos, fundada no dia 29 de julho de 2007, administrada pelo Bel. Alipio Carvalho Filho - Presidente, Silvano Ferraz – Vice Presidente e José Gilberto Menezes – Tesoureiro, instituição dedicada à causa do meio ambiente, especialmente à preservação da Caatinga, realizando suas atividades sempre em parceria com a comunidade local e as instituições de ensino localizadas no Município.

Em breve, estaremos postando neste BLOG as poesias e frases premiadas no Concurso Cultural promovido pelo Educandário Pequeno Aprendiz – EPA.

Na oportunidade, queremos externar nossos agradecimentos: ao Educandário Pequeno Aprendiz - EPA, extraordinário parceiro sem o qual seria impossível a concretização do evento; à Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB, que disponibilizou a Cartilha da Justiça, excelente material didático, utilizado na Palestra sobre Cidadania e Justiça; e à HABIB'S Loja Rosa e Silva, que patrocinou as camisas utilizadas para a propaganda do evento.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

MINISTRO DO STJ DESTACA AVANÇOS DA LEGISLAÇÃO PARA PROTEÇÃO DA BIODIVERSIDADE.


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Herman Benjamin disse em evento no Senado, nesta segunda-feira (6), que o ordenamento jurídico brasileiro no campo ambiental avançou muito desde a Constituição de 1988. A partir desse momento, destacou o ministro, o país começou a deixar para traz princípios que davam aos proprietários de terra excessiva liberdade sobre como se servir das áreas, seja para deixá-las sem qualquer uso ou, no extremo, promover a exploração intensiva dos recursos naturais e até mesmo destruir as espécies selvagens.

“A prerrogativa de usar permanece, sim, mas sob limites; de não usar, se for para o abandono, o ordenamento jurídico não permite e, em tese, a terra poderá ser submetida à reforma agrária; não usar, sim, mas desde que seja para uso ambiental, a constituição de uma reserva ou área de conservação; e a prerrogativa de destruir espécies selvagens, às vezes de forma egoística, essa desapareceu, não faz parte da nova equação”, observou.

O evento realizado no Senado foi o 1º Colóquio Ambiental França-Brasil de Juízes, promovido pela Escola Nacional da Magistratura (ENM) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Participaram da solenidade de abertura o ministro Ari Pargendler, presidente do STJ; o embaixador da França, Yves Edouard Saint-Geours; e o diretor da ENM, desembargador Eladio Lecey; entre outros.

O ministro Ari Pargendler afirmou que, entre todas as cortes da América Latina, o STJ é tribunal que julga o maior número de litígios ambientais. Segundo ele, o grande volume de demandas é explicado pelo tamanho do país, sua biodiversidade e questões como o desmatamento. Yves Saint-Geours, o embaixador francês, disse que o objetivo do encontro é promover o diálogo entre especialistas brasileiros e franceses.

“Este colóquio traduz a vontade de compartilhar ideias e avançarmos na compreensão comum ligada à biodiversidade e à construção de políticas públicas eficazes nas temáticas”, afirmou.

Na sua exposição, o ministro Herman Benjamin observou ainda que, apesar de ser considerada moderna e abrangente, a legislação brasileira de proteção à biodiversidade está longe de ser perfeita. Quanto ao papel dos juízes, ele disse que não se pode exigir que atuem para impedir o uso da biodiversidade, necessária à sobrevivência humana. Porém, ressaltou ser "tarefa do Direito agir contra o uso predatório dos recursos naturais".

Ética da biodiversidade

O francês Patrick Blandin, professor emérito do Museu Nacional de História Natural de Paris, explorou relações entre ética e biodiversidade. Segundo ele, o homem está no limiar de uma decisão fundamental: se, e como, deseja se representar como espécie no planeta, e qual a relação que deve estabelecer com os demais seres vivos. Ele criticou o hábito dos países em criar leis de proteção para "espécies admiráveis", decidindo arbitrariamente sobre as que merecem ou não ser preservadas. Por causa de questões como essa, observou, já há debates para a criação de um código planetário da biodiversidade.

“A palavra código talvez seja um pouco napoleônica como abordagem e, por isso, estamos falando de algo mais moderno, uma iniciativa para uma ética da biosfera”, destacou o professor.

O representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bráulio Dias, apresentou um balanço sobre os avanços e desafios que o país ainda precisa vencer na área ambiental. Segundo ele, o país realizou progressos ao reduzir de forma significativa perdas de biodiversidade. Admitiu, porém, que o Brasil não cumpriu integralmente nenhuma das 21 metas definidas na Conferência das Partes, em 2002, em Haia (Holanda).

Com informações da Agência Senado.

EMBRAPA AGROENERGIA

Inaugurada em Brasilia a Embrapa Agroenergia

Foi inaugurada no último dia 2, em Brasília (DF), a Embrapa Agroenergia. A unidade conta com quatro laboratórios temáticos de biologia energética, processamento e conversão de biomassa, tecnologias de coprodutos, e gestão do conhecimento, além de uma central de análises químicas e instrumentais, juntamente com um complexo de plantas-piloto.

“A Embrapa Agroenergia apresenta um papel fundamental nesta agenda que foca o talento para a competitividade e a sustentabilidade dos negócios de base tecnológica, na agricultura, agroindústria e biorrefinarias”, disse o chefe-geral da unidade, Frederico Durães.

A empresa atuará em pesquisa, desenvolvimento e inovação com estratégias e funcionalidade científica para a caracterização de matérias-primas de qualidade, processos de conversão de biomassa e tecnologias de co-produtos, além de resíduos agrícolas e industriais para fins energéticos.

Laboratórios
No laboratório de aproveitamento de coprodutos e resíduos são desenvolvidos processos industriais de aproveitamento, obtenção de novos produtos e estudo de aplicações alimentares e não-alimentares. Já no ambiente de biologia energética, plantas e microrganismos de interesse agroenergético são caracterizados e, em alguns casos, modificados para aumentar a eficiência na transformação e aproveitamento da biomassa em energia.

O laboratório de processamento de matérias-primas energéticas integra pesquisas que buscam o aperfeiçoamento de processos industriais de transformação da matéria-prima agropecuária em produtos energéticos, em escala laboratorial e em planta-piloto. E as facilidades de suporte técnico para o laboratório de gestão do conhecimento em agroenergia estão organizadas para gerenciar dados e informações, transformando-os em tecnologias, produtos, serviços e inovações baseados no conhecimento.

Fonte: Gestão CT
Postado por InovaBrasil às 12/04/2010 03:12:00 PM

ACESSO LIVRE À BIODIVERSIDADE BRASILEIRA.

Lançado o Portal BHL ScieLO sobre a biodiversidade brasileira

Acesso livre à biodiversidade
O conhecimento produzido no Brasil sobre a sua biodiversidade ganhará mais visibilidade. O motivo é o Portal BHL ScieLO, que disponibiliza com acesso livre milhares de obras, artigos, mapas e documentos históricos sobre a biodiversidade brasileira.

Lançado oficialmente na quarta-feira (1º/12), o serviço é parte do projeto “Digitalização e publicação on-line de uma coleção de obras essenciais em biodiversidade das bibliotecas brasileiras”, conduzido pelo programa SciELO, biblioteca eletrônica virtual de revistas científicas mantida pela FAPESP em convênio com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

O projeto conta com a participação do programa Biota-FAPESP, da Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação da FAPESP, do Ministério do Meio Ambiente, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo.

De acordo com Abel Packer, coordenador operacional do programa SciELO, a BHL SciELO possibilitará o fortalecimento da pesquisa científica em biodiversidade.

“O Brasil tem uma produção científica de destaque nessa área, mas que hoje assume também uma dimensão política e econômica internacional com todas as discussões sobre mudança climática e preservação de espécies”, disse.

Segundo Packer, o novo portal já reúne volume suficiente de arquivos para atender às demandas de pesquisadores e demais interessados. “Contamos até o momento com cerca de 110 mil registros digitalizados: artigos, mapas e obras de referências históricas da biodiversidade brasileira”, explicou.

O portal integrará a rede global The Biodiversity Heritage Library (BHL), consórcio que reúne os maiores museus de história natural e bibliotecas de botânica no mundo, como a Academy of Natural Sciences e o American Museum of Natural History, nos Estados Unidos, e o Natural History Museum, na Inglaterra.

“A Austrália acabou de entrar e, agora, tanto a BHL Brasil como a BHL China farão parte dessa rede mundial que já conta com cerca de 130 mil obras e mais 32 milhões de páginas digitalizadas”, dise Packer.

No Brasil, a rede será composta por instituições como Biblioteca Nacional, Museu Nacional, Jardim Botânico do Rio Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Butantan, Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria), Bireme, Fundação Zoobotânica, Instituto de Botânica do Estado de São Paulo, Museu Paraense Emílio Goeldi e a USP.

“O objetivo é seguir o mesmo modelo da SciELO com a modalidade de acesso aberto com múltiplos sistemas de busca e indicadores bibliométricos, que tem propiciado maior visibilidade à produção científica dos países em desenvolvimento, principalmente os localizados na América Latina e Caribe. A ideia da BHL SciELO é que se estenda também para a América Latina”, contou Packer. O portal também traz notícias da Agência FAPESP e da revista Pesquisa FAPESP.

Produção brasileira
Ao levantar dados sobre a produção científica brasileira na área de zoologia, Rogério Meneghini, coordenador científico do Programa SciELO, disse ter ficado surpreso com a posição do Brasil na produção de artigos na área.

Com base no cruzamento de informações da Web of Science, base de dados da empresa Thomson Reuters, foram produzidos no mundo, entre 2007 e 2008, 23.903 artigos em zoologia. “O que mais chama a atenção é que o Brasil fica na quarta posição com 1.762 artigos, perdendo apenas para os Estados Unidos (7.649), Japão (2.233) e Inglaterra (1.762)”, disse.

Meneghini está concluindo a pesquisa “Projeto para avaliação do impacto de programas brasileiros de ciência e tecnologia”, que tem o apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Outro destaque do estudo é que, entre as instituições globais de pesquisa na área de zoologia, a USP é a primeira da lista, seguida das academias de ciência da Rússia e da China e da Universidade de Kyoto, no Japão. “Existem áreas em que a produção brasileira está competindo em pé de igualdade. Um exemplo é a zoologia”, disse, destacando a Revista Brasileira de Zoologia.

Tiago Duque Estrada, gestor executivo do Biota-FAPESP na Universidade Estadual de Campinas, falou da experiência do Programa e novos desafios na nova fase do programa. Segundo ele, uma das frentes é disponibilizar dados sobre as pesquisas.

“A linha de base do Biota foi a publicação de sete volumes temáticos e da revista Biota Neotropica, do Atlas e também do Sistema de Informação Ambiental (SinBiota), que tiveram a função de mapear e divulgar o que já está disponível para a sociedade, governos e demais pesquisadores”, disse.

Em pouco mais de dez anos, o Biota contabilizou cerca de 113 mil registros, sendo 12 mil de espécies. “Um dos desafios agora é entender como a biodiversidade produz elementos e componentes químicos que podem ser patenteados e associados à cadeia produtiva existente na sociedade, mas ainda precisamos reunir mais dados”, disse ao falar do Biota Prospecta.

Participaram também do lançamento do portal Sueli Mara Ferreira, diretora do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP, que falou dos desafios do acesso aberto na universidade, Dora Ann Lange Canhos, do Cria, que contou sobre a experiência da Lista de Espécies da Flora do Brasil, e Tiago Duque Estrada, gestor executivo do Biota-FAPESP na Universidade Estadual de Campinas, que falou das publicações do programa, da revista Biota Neotropica e do Sistema de Informação Ambiental (SinBiota).

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP
Postado por InovaBrasil às 12/03/2010 07:11:00 AM

REDUÇÃO DE CO2 EM SÃO PAULO.

Redução de CO2 de São Paulo pede novas rotas tecnológicas.

Foram antecipados na última semana, em Brasília (DF), os dados preliminares do inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de São Paulo. As informações, divulgadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) são referentes ao ano de 2005 e trazem também o plano de redução para 2020 e as principais rotas tecnológicas que podem contribuir para o alcance das metas estabelecidas.

O objetivo do Estado é reduzir em 20% as emissões de CO2 nos próximos dez anos. Isso significa sair de um patamar de 145 milhões de toneladas emitidas em 2005 para 116 milhões. Se for considerado um crescimento econômico de 3,8% entre 2010 e 2020 e as tecnologias disponíveis hoje, a redução é ainda maior: alcança a marca de 50%.

“Se nada for feito a emissão poderá chegar a 238 milhões de toneladas em 2020. Devemos definir o que fazer nessa década para impedir isso”, destacou o diretor de Inovação do IPT, Fernando Landgraf, durante a 6ª edição do Congresso ABIPTI, evento que reuniu a comunidade científica nos dias 24 e 25, em Brasília (DF). O inventário oficial poderá sair ainda este mês.

Segundo o pesquisador, o instituto se debruçou nos últimos seis meses para construir cenários e apontar alternativas capazes de ajudar o Estado a atingir os resultados esperados. Todo o plano tem por base a Lei Estadual nº 13.978/2009, que instituiu a Política Estadual de Mudanças Climáticas.

Atualmente, segundo os dados apresentados pelo IPT, o maior responsável pelas emissões GEE é o setor energético, com 83 milhões de toneladas emitidas por ano, o que representa 57% do total. Somente esse segmento poderá lançar, nos próximos dez anos, 148 milhões de toneladas de GEE na atmosfera.

Os desafios tecnológicos para reverter esse quadro são, na avaliação do instituto, gigantescos, e passam principalmente pela ampliação do uso de biocombustíveis, alteração nos modais de transporte, uso de tecnologias limpas na indústria, mudanças no setor agrícola, utilização de tecnologias de captura e estocagem de carbono e gaseificação de biomassa.

Dentro dessa nova demanda, que pede cada vez mais o uso de tecnologias limpas, já está em curso no IPT um projeto para o desenvolvimento de uma nova rota metalúrgica para produzir silício de grau solar. Segundo o instituto, a técnica, além de ser mais econômica também possibilita a obtenção do material de alta pureza, empregado na produção de células solares fotovoltaicas utilizadas para conversão da energia solar em energia elétrica.

Trata-se de uma necessidade de substituir as energias baseadas em combustíveis fósseis por energias mais limpas e renováveis. O projeto recebeu recursos da ordem de R$ 10 milhões e conta com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outra estratégia, segundo o instituto, é reduzir gradativamente a frota de carros a gasolina e substituí-la por veículos a etanol, que poderia economizar 27 milhões de toneladas mesmo dentro de um cenário tímido. “Estamos supondo um uso modesto de biodiesel. Sabemos que não é possível usar 100% nos caminhões”, considerou.

Para Landgraf, o Estado também pode apostar em tecnologias de sequestro de carbono, já que São Paulo possui um solo com estocagem subterrânea de gás natural em aquífero. “É um grande potencial. Vamos precisar de altos investimentos financeiros para investigar qual é o tamanho desse reservatório e qual a capacidade deles de capturar CO2”, explicou.

Projeto ambicioso
O diretor de Inovação do IPT também apresentou o grande projeto do instituto para os próximos cinco anos. Trata-se da gaseificação da biomassa. Para defender essa iniciativa, a instituição utilizou os números da colheita de 2009 da cana-de-açúcar. Os dados mostram que foram colhidas 650 milhões de toneladas naquele ano e 14% desse volume pode ser utilizado na gaseificação.

De acordo com ele, esse montante é o suficiente para gerar 18 GJ/t, ao custo de R$ 130 por MWh. “Esse é o resultado com um rendimento de 40%, que é altamente possível numa gaseificação de biomassa, com ciclo integrado e geração de energia a partir de usinas a gás”. Todo esse processo renderia R$ 24 bilhões.

Entretanto, Landgraf lembrou que as iniciativas não podem ser isoladas. Para que o Estado alcance a meta de reduzir em 20% as emissões de gases de efeito estufa será preciso desenvolver dezenas de rotas tecnológicas diferentes. “Vamos ter que investigar. É um desafio para muitas instituições de pesquisa tecnológica”, completou.

Fonte:Cynthia Ribeiro Gestão CT
Postado por InovaBrasil às 11/30/2010 07:07:00 AM

TECNOLOGIA OLED.

CERTI: Brasil desenvolverá tecnologia OLED.

A Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI), localizada no campus da Universidade Federal de Santa catarina (UFSC), acaba de assinar parceria com a Philips, empresa atuante no mercado nacional de iluminação. As duas entidades firmaram um convênio de cooperação com duração de três anos para a execução do projeto EMO (Emerging Marketing OLED), que viabilizará o desenvolvimento de soluções de iluminação para os mercados emergentes utilizando a tecnologia OLED (Organic Light-Emitting Diode, na sigla em inglês). O novo recurso é reconhecido por revolucionar o conceito de fonte de iluminação, pois permite o uso de lâminas emissoras de luz no lugar de lâmpadas e pela eficiência energética que proporciona.

Com inúmeras patentes nessa área, a Philips é detentora da tecnologia mais avançada de OLED para iluminação no mundo. Por meio da parceria firmada no Brasil, a empresa possibilitará que o aprimoramento dessa tecnologia seja realizado em território nacional. Durante os três anos do projeto, os profissionais envolvidos trabalharão em melhorias para as inovadoras lâminas emissoras de luz. Com elas, a Philips produzirá luminárias OLED, que devem ser comercializadas no Brasil a partir de 2013. Atualmente, o OLED é pesquisado e desenvolvido pela Philips somente na Alemanha, em um de seus diversos laboratórios, a Lumiblade.

“Estamos orgulhosos e satisfeitos em participar desta parceria e destacar o pioneirismo do Brasil no desenvolvimento desta tecnologia inovadora. Quando falamos de OLED, falamos do futuro da iluminação que já vem se transformando com a realidade dos LEDs e que associado ao OLED impactará positivamente todos nós, porque, entre outras vantagens, é uma tecnologia energeticamente eficiente. Em breve, recorreremos a estes recursos em todos os ambientes e vivenciaremos uma experiência única com a iluminação. O projeto EMO é o primeiro passo para a realização desta nova perspectiva”, afirma o diretor de Tecnologia da Philips do Brasil, Walter Duran.

O OLED, um diodo orgânico emissor de luz, será a próxima tendência em iluminação no mercado global nos próximos anos, complementando as já inovadoras soluções atuais de LED. O produto é baseado em uma tecnologia inovadora que revolucionará os conceitos de iluminação conhecidos atualmente. Com o OLED, as lâmpadas e luminárias formadas por pontos de luz darão lugar a uma única lâmina capaz de produzir uma luz difusa, potente, muito semelhante à natural, mais confortável, de longa vida útil, baixa voltagem, com mais eficiência energética, que permite um design ousado e de fácil reciclagem por não conter elementos tóxicos ao meio ambiente em sua composição.

Com o advento dos OLED flexíveis muitas das superfícies poderão ter luz própria, como por exemplo, o interior de uma geladeira (nunca mais ficará escura, difícil de localizar algo). O teto curvo de um automóvel pode ser coberto de OLED flexível; imagine o que pode ser feito com esta “flexibilidade”.

Tecnologia sustentável
O produto recebe o nome de orgânico devido à utilização de moléculas de Carbono em sua composição. Funciona por meio de uma corrente elétrica que passa por semicondutores prensados entre duas lâminas de vidro extremamente finas. Atualmente possui 1,8 mm de espessura, com a possibilidade de ainda chegar a 1,5 mm. Muito leves, podem ser utilizados sem a necessidade de grandes estruturas de sustentação.

As luminárias OLED serão a nova tendência em iluminação e destacam-se também por sua alta eficiência energética, que possibilita uma economia de até 80%, com vida útil de cerca de dez mil horas. Já quando o assunto é a potência dessa luz, o OLED pode chegar a 150 (Lumens/Watt), 15 vezes mais do que as lâmpadas incandescentes.

Fonte:CIMM
Postado por InovaBrasil às 12/02/2010 07:12:00 AM

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE: Argentina, Brasil e Paraguai.

DO INOVA BRASIL

Quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Paraguay, Brasil y Argentina firmaron acuerdo para manejo sostenible de los ríos Paraná y Paraguay.

FAO apoyará a los tres países mediante un proyecto para el manejo sostenible de las pesquerías fluviales en los tramos limítrofes de los ríos Paraná y Paraguay.

FAO apoyará a los gobiernos de Brasil, Paraguay y Argentina mediante un proyecto que busca promover el manejo sostenible, la seguridad alimentaria y la erradicación de la pobreza en las regiones ribereñas de los Ríos Paraguay y Paraná.

El Proyecto Regional “Piraguasu” busca mejorar el manejo de las pesquerías en los tramos fronterizos de estos ríos y de este modo asegurar su sostenibilidad en los tres países involucrados.

“El sistema Paraná-Paraguay cubre una superficie total de 3 200 000 km2 y sus aguas contribuyen directamente a la seguridad alimentaria de las poblaciones ribereñas,” señaló José Graziano da Silva, el Representante Regional de la FAO para América Latina y el Caribe.

El proyecto “Piraguasu” analizará la situación actual de las pesquerías artesanales, deportivas y de subsistencia, establecerá un programa de cooperación para su manejo sostenible, entregará informes anuales acerca de su estado de conservación, y capacitará al personal tanto del sector público, como privado y de las organizaciones sociales.

En dos años de duración, y con una inversión total de 497 000 dólares US, el proyecto también trabajará con pescadores de subsistencia de las pequeñas poblaciones y asentamientos, además de grupos étnicos indígenas, como los avaguarani en Paraguay.

Una cooperación entre tres países
El proyecto abarca los tramos de los ríos Paraná y Paraguay, limítrofes entre Argentina, Brasil y Paraguay. Involucra a las provincias de Formosa, Chaco, Corrientes y Misiones del lado argentino, en el segmento brasileño, comprende al estado de Paraná, y al estado de Mato Grosso del Sur y en Paraguay implica a las gobernaciones de Alto Paraná, Itapua, Misiones, Ñeembucú y Central.

“Nuestra subcuenca es una de las más importantes del mundo en términos ambientales, sociales y de recursos naturales”, señaló Héctor Lacognata, el Canciller de Paraguay, país en que más de 12 mil pescadores serán beneficiados por la implementación del proyecto.

Las pesquerías artesanales en los tramos compartidos de los ríos Paraná y Paraguay tienen una importancia crucial como fuente de trabajo para amplios sectores de la población ribereña y aseguran el abastecimiento de pescado a las comunidades litorales.

Por su parte, la pesca de subsistencia contribuye significativamente a la supervivencia de los pobladores ribereños de menores ingresos, mientras que la pesca deportiva y de recreación, asociada con el turismo, muestra un desarrollo creciente y moviliza importantes recursos económicos.

Fonte: Rodrigo Flores / FAO
Postado por InovaBrasil às 11/24/2010 06:19:00 AM

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga