terça-feira, 16 de junho de 2020

Iniciamos a partir desta data a divulgação de Aulas sobre Ecologia e Meio Ambiente.
As primeiras Aulas são ministradas pela Dra. Lana MagalhãesLicenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.
Esperamos que os Leitores façam Bom proveito das auas.l.

Meio Ambiente
Lana Magalhães
Lana Magalhães
Professora de Biologia
O meio ambiente é o local onde se desenvolve a vida na terra, ou seja, é a natureza com todos os seres vivos e não vivos que nela habitam e interagem.
Em resumo, o meio ambiente engloba todos os elementos vivos e não-vivos que estão relacionados com a vida na Terra. É tudo aquilo que nos cerca, como a água, o solo, a vegetação, o clima, os animais, os seres humanos, dentre outros.
Preservação Ambiental
A preservação do meio ambiente faz parte dos temas transversais presentes nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's).
O seu objetivo é incitar nos estudantes a importância de preservar o meio ambiente e os problemas causados pela intervenção humana na natureza.
Qual a diferença entre Preservação e Conservação Ambiental?
Os termos preservação e conservação ambiental são constantemente confundidos. Porém, cada um deles possui um significado e objetivos diferentes.
·         Preservação Ambiental: É a proteção sem a intervenção humana. Significa a natureza intocável, sem a presença do homem e sem considerar o valor utilitário e econômico que possa ter.
·          
·         Conservação Ambiental: É a proteção com uso racional da natureza, através do manejo sustentável. Permite a presença do homem na natureza, porém, de maneira harmônica.
Um exemplo de áreas de conservação ambiental são as unidades de conservação. Elas representam espaços instituídos por lei que objetivam proteger a biodiversidade, restaurar ecossistemas, resguardar espécies ameaçadas de extinção e promover o desenvolvimento sustentável.
Meio Ambiente e Sustentabilidade

Atualmente, as questões ambientais envolvem a sustentabilidade. A sustentabilidade é um termo abrangente, que envolve também o planejamento da educação, economia e cultura para organização de uma sociedade forte, saudável e justa.
A sustentabilidade econômica, social e ambiental é um dos grandes desafios da humanidade.
O termo sustentabilidade surge da necessidade de aliar o crescimento econômico com a preservação ambiental.

A essa nova forma de desenvolvimento, damos o nome de desenvolvimento sustentável. Ele tem como conceito clássico ser aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades.

sábado, 13 de junho de 2020

Prezados Amigos,

Passei alguns meses fora do circuito em decorrência de problemas de saúde na Família.
Estou de volta.
Reiniciarei a publicação de artigos e trabalhos sobre ecologia e meio ambiente.

Um bom fim de Semana.

Alipio Carvalhoi Filho

sábado, 30 de novembro de 2019


“Negócios do vento” no Nordeste brasileiro: caso a investigar
Heitor Scalambrini Costa
   Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

A geração de energia elétrica em larga escala, produzida a partir dos ventos, conhecida como energia eólica, tem crescido vertiginosamente no Nordeste brasileiro, o que significa ocupação crescente de grandes áreas para instalação dos aerogeradores, no bioma Caatinga, e em áreas costeiras. Em torno de 80% da capacidade instalada no país concentra-se no Nordeste.

A energia eólica é uma das fontes renováveis que apresenta mais vantagens, e menos riscos ambientais na geração de energia elétrica, desde que esta geração seja descentralizada (geração próxima do local de consumo, em menor escala de potência instalada). Mesmo assim diminui, mas não evita os efeitos colaterais sociais e ambientais provocados. Dai um grande erro de chamar qualquer fonte de energia, inclusive a eólica, a solar, de limpa.

Em todo mundo, o uso dessa fonte na geração de eletricidade tem tido um forte crescimento contribuindo ao necessário e desejável processo da transição da matriz energética mundial. Diminuindo assim, cada vez mais, a participação dos combustiveis fosseis e dos minerais radioativos nas matrizes energéticas nacionais. Questiona-se essencial a opção pela geração concentrada desta fonte energética.

No Brasil foi criado mecanismos de incetivos a promoção dessa fonte energética, dando prioridade ao modelo de grandes parques eólicos, as usinas, que produzem enormes quantidades de energia elétrica conectadas a rede de transmissão, e depois as redes de distribuição até o consumidor final . Privilegiando um modelo de expansão que provoca inúmeros problemas socioambientais.

Os principais elementos  destes mecanismos de incentivo são os contratos de longo prazo estabelecidos através de leilões (PPAs), e o finaciamento privilegiado do BNDES. Hoje existem cadeias produtivas da indústria de equipamentos da energia eólica, com fornecedores locais e empresas que se instalaram no Brasil. Constata-se que os principais protagonistas deste “negócio” são o setor financeiro, fundos de pensão, grandes investidores estrangeiros, grandes corporações, se associando a empresários nacionais, em alguns casos. Um negócio de “peixe grande”.

O que tem chamado atenção, e verificado “em campo”, é a atuação das empresas deste tipo de negócio, que tem agravado e causado sérios conflitos, principalmente pelos “modus operandi” de atuação destes empreendedores (sem generalizar).

Os contratos celebrados põem em dúvida os princípios de lisura e transparência da parte dos empreendedores. Posseiros são pressionados a assinarem os contratos e arrendamento sendo proibidos de analisarem o conteúdo de maneira independente, sempre induzidos por funcionários da empresa, acompanhados geralmente de moradores locais que sucumbiram a ofertas destas empresas. Assim, muitos trabalhadores ficam inibidos a procurarem orientações do que é proposto no contrato. Em sua grande maioria, os trabalhadores desconhecem o conteúdo dos contratos, sendo que algumas cláusulas põem em risco a autonomia dos moradores em suas terras, e no direito de uso dos seus territórios tradicionalmente ocupados

São recorrentes violações graves contra direitos dos posseiros, das populações tradicionais (agricultores familiares, quilombolas, pescadores, marisqueiras), e contra o meio ambiente. O executivo, legislativo, orgãos de fiscalização e de proteção do meio ambiente dos estados nordestinos e municípios, tem sido coniventes e omissos diante do avanço devastador dos “negócios do vento”.

Mais e mais denúncias de ameaças, violência contra posseiros, de contratos “draconianos” de arrendamento de terras, de compromissos não cumprido pelas empresas, recaem sobre estes empreendedores, que atuam nos vários Estados nordestinos,  e que tem usado e abusado do poder econômico para iludir e cooptar o poder local, regional, e lideranças comunitárias.

Lamentávelmente, fatos relatados e denunciados pelas populações atingidas não tem recebido eco junto aos orgão de Estado que deveriam, ao menos, investigar os abusos que estão sendo cometidos.

Esta é mais uma advertência sobre o que acontece com estas grandes obras, que se alastraram nos últimos anos, e estão contribuindo para o desmatamento da Caatinga, de restingas, dos resquícios da Mata Atlântica, da vegetação de brejos de altitude, …. Além de provocarem o exodo forçado das populações campesinas, assim alimentando e agravando o processo de urbanização caótica.

E as centrais solares fotovoltaica estão chegando com os mesmos problemas causados pelo “negócio dos ventos”.

Heitor scalambrini costa 

Cco:alipiocfilho@yahoo.com.br
21 de mar às 19:45
Estou encaminhando minha opinião, ainda sobre os negócios do vento. Caso considerem interessante divulgar, agradeço, cordiais saudações,heitor


CASTANHÃO ATINGE 2,94% DO SEU VOLUME TOTAL

A Cogerh chegou a colocar, ontem, no Portal Hidrológico, que o açude teria atingido o volume morto.

Acesse a matéria, na íntegra, no endereço abaixo

Honório Barbosa

14/12/2017


Para o Dnocs, o Açude atingiu o volume morto em outubro passado ( Foto: Kid Júnior )



COMENTÁRIOS
João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

Seguramente, esse colapso do Castanhão é a prova mais contundente da ausência, quase que total, na gestão dos recursos hídricos do Ceará e, como de resto, de todo o Nordeste semiárido. Para que se tenha ideia disso, essa represa tem um volume equivalente a cerca de três Baías da Guanabara - são 6,7 bilhões de m³ - os quais, se bem geridos, resolveriam os problemas de abastecimento do Baixo Jaguaribe e da Grande Fortaleza, por gerações. Mas o fato concreto é que o mau uso de suas águas, aliado a um longo e preocupante período de estiagem, resultaram nesse desastre já há bastante tempo anunciado pelos técnicos especialistas nesse setor! Só resta agora rogar aos céus, para que ocorra uma quadra chuvosa diferenciada no Ceará, com chuvas acima da média, para que a represa volte a ter sua capacidade recuperada e o cearense, a indispensável segurança no acesso às suas águas interiores.


Meus Prezados,
A partir do mês de dezembro, com a quadra chuvosa da bacia do Rio São Francisco em plena atividade, nos limitaremos a informar sobre os volumes dos postos de observação do Rio São Francisco, a recuperação gradual das represas de Três Marias, Sobradinho e Boqueirão de Cabaceiras, bem como a situação volumétrica das principais represas geradoras de energia do País.
Começaram a cair fortes chuvas na bacia do rio São Francisco. As vazões do rio começaram a subir em suas regiões do Alto e Médio curso. As represas de Três Marias e Sobradinho estão recuperando suas capacidades acumulatórias. Três Marias, por exemplo, está com uma afluência de 1198 m³/s e uma defluência de 85 m³/s, fato esse que resultou em aumento no percentual volumétrico da represa, passando de 7,78%, da semana anterior, para 10,23% na atual. Em Sobradinho a afluência subiu mais um pouco, passando de 780 m³/s da semana anterior, para 800 m³/s na atual. A defluência da represa permaneceu praticamente estável de 606 m³/s. Com isso houve um pequeno acréscimo volumétrico, passando de 2,71% da semana anterior, para 2,92%, nessa semana. Em estiagens pretéritas, a represa de Sobradinho depreciava seu percentual acumulatório em cerca de 1% a cada sete dias. Atualmente, com a proibição de retirada de água pelo agronegócio, todas as quartas-feiras, nos últimos 7 dias Sobradinho aumentou seu potencial acumulatório em cerca de  0,21%.

As capacidades dos reservatórios das regiões Centro Oeste/Sudeste vêm subindo gradativamente (20,32%-11/12/2017, dados ONS). Mas esse baixo percentual ainda existente vem preocupando o poder público, ao ponto de obrigá-lo ao acionamento das termelétricas, em socorro às hidrelétricas. Esse fato resultou no aumento das tarifas de eletricidade do usuário da energia, estando, atualmente, operando em bandeira vermelhaFrancisco de Assis Pereira, do Movimento Carta de Morrinhos, vem acompanhado a elevação do nível do Rio São Francisco no período 2017/2018 (ver gráfico abaixo).  Na Paraíba, o abastecimento de água de Campina Grande voltou à normalidade. O presidente da AESA não concordou com a interrupção da transposição para as necessárias e indispensáveis manutenções dos rasgos dos açudes de Poções e Camalaú, no Eixo Leste do projeto. Segundo ele, daria para serem feitas as manutenções dos ditos rasgos, sem haver a necessidade na interrupção dos bombeamentos. Boqueirão, atualmente, está com cerca de 9,5% seu volume total, e continua recebendo um volume, oriundo da transposição, de apenas 3,5 m³/s. O hidrogeólogo,  José do Patrocínio Tomaz Albuquerque, do Movimento Carta de Morrinhos, esclarece que o volume útil da represa de Boqueirão corresponde a cerca de 1,2% de seu percentual acumulatório total atual, de cerca de 9,5%. A exploração descontrolada das águas subterrâneas em aquíferos do São Francisco (Urucuia e outros), bem como os usos indevidos das águas, têm, também, interferido nas reduções volumétricas do rio. A proibição de retirada volumétrica do São Francisco, nas quartas-feiras, continua em vigor, bem como a política de baixas defluências de Sobradinho, de cerca de 550 m³/s médios, até abril de 2018.

A seguir, são informados os volumes que estão fluindo nos postos de observações volumétricas do Velho Chico. No posto de São Romão, na semana anterior estava com 641 m³/s, na atual subiu para 1244 m³/s. No de São Francisco, que na semana anterior estava com 821 m³/s, na semana atual subiu para 1222 m³/s; no de Bom Jesus da Lapa, que na semana anterior estava com 901 m³/s, na atual caiu para 875 m³/s e no posto de Morpará, que na semana anterior estava com 751 m³/s, nessa semana subiu para 1086 m³/s. A afluência volumétrica da represa de Sobradinho, que na semana anterior estava em 780 m³/s, na atual subiu para 800 m³/s. A defluência da represa ficou estável em 606 m³/s. Com isso, o percentual volumétrico de Sobradinho subiu um pouco. Na semana anterior estava com 2,71% de seu volume útil. Na atual está com 2,92%. A barragem continua com o seu percentual volumétrico com cerca de menos da metade do volume registrado em igual período do ano anterior (atualmente 2,92% - ano anterior 7,43%).

Na semana (11/12), o quadro ainda instável da situação hídrica e da indefinição da manutenção no Eixo Leste da Transposição vem trazendo reflexos preocupantes ao abastecimento de Campina Grande. O abastecimento do município e de outros 18 de seu entorno voltou à normalidade, mesmo com os baixos volumes, nela afluídos, de 3,5 m³/s, e os problemas nas manutenções dos rasgos dos açudes de Poções e Camalaú e, consequentemente, de insegurança dos que habitam àquela região. Os acréscimos volumétricos da represa inexistem ou estão ocorrendo de forma muito lenta. Isso tem levado o paraibano a não acreditar mais no projeto da Transposição.

Circulei a informação em rede e a encaminhei para edição no Observa Fundaj


domingo, 20 de outubro de 2019



SAUVONS LES ABEILLES ! 

La disparition d’espèces emblématiques comme l’ours brun nous touche fortement. Mais beaucoup d’espèces de la nature ordinaire, comme, par exemple, les abeilles disparaissent aussi autour de nous, et dans l’indifférence.. C’est très alarmant pour la survie de l’humanité!

Les abeilles sauvages et domestiques sont indispensables à notrealimentation.
80 % des plantes cultivées à travers le monde, dont nos arbres fruitiers et nos légumes, ont besoin des abeilles pour leur pollinisation. L’effondrement des populations de pollinisateurs sauvages entraine aussi une perte de diversité végétale.

Or la motalité des abeilles domestiques a atteint 30% en 15 ans.
L’exposition aux produits phytosanitaires, la diminution des fleurs sauvages, leurs ressources alimentaires, l’intensification agricole, etc. sont autant d’explications de cette disparition.

Il est urgent de se soucier du sort des abeilles et de stopper leur disparition !
Noé a besoin de votre don pour lancer un programme ambitieux de sauvegarde des abeilles : restauration des prairies naturelles, arrêt des pesticides, promotion de l’agro-écologie, changement de nos comportements dans les jardins et espaces verts, etc.

Nos programmes, adaptés à un large public et mis en place dans toute la France visent à restaurer la biodiversité ordinaire, clef de notre survie.

Vous nous donnez le pouvoir d’agir.
De tout cœur, merci.

Arnaud Greth, Président de Noé
 
 
Noé est engagée très fortement dans la sauvegarde des abeilles sauvages et la lutte contre l’utilisation massive des pesticides en impliquant tous les acteurs du territoires : particuliers, collectivités, entreprises, institutionnels, etc.


Reconnu comme apporteur de solutions alternatives efficaces pour la restauration et la gestion écologique dans les jardins, espaces végétalisés mais aussi dans les zones agricoles, Noé est signataire du Plan Ecophyto 2018 et prend part aux réunions et discussions pour la définition du Plan national Ecophyto 2, à la demande du Ministère de l’Ecologie, du Développement Durable et de l’Energie (MEDDE) et de l’Office National de l’Eau et des Milieux Aquatiques (ONEMA). 
Noé est membre du comité de labellisation du label BeeFriendly. 
Noé est membre du comité d’organisation de la Semaine pour les alternatives aux pesticides.
Noé s’est engagé aux côtés de la Fondation Nicolas Hulot et de nombreuses associations pour la signature d’un moratoire sur les néonicotinoïdes.  Grace aux 670 000 signatures, le sujet a été pris en compte dans la loi pour la reconquête pour la biodiversité. Mercredi 20 juillet, la loi pour la reconquête de la biodiversité a été définitivement votée par l’Assemblée nationale. Tous les pesticides de la famille des néonicotinoïdes seront interdits à partir du 1er septembre 2018 même si des dérogations seront possibles jusqu’en 2020.

En 2017, Noé s’engagera également sur la protection des sols. Elément essentiel de notre agriculture, l’activité biologique des sols dépend de la bonne santé de la biodiversité des sols. Et ceux-ci ont été fortement dégradés par l’utilisation massive de produits phytosanitaires ces dernières années. Or leur importance n’est pas reconnue.. Noé a décidé d’agir pour inverser cette tendance.

Noé a besoin de vous pour continuer ses actions de plaidoyer, aidez- nous, faites un don à Noé.

Votre générosité nous donne le pouvoir d’agir ! Merci chaleureusement !

segunda-feira, 14 de outubro de 2019








FÓRUM SUAPE-ESPAÇO SOCIOAMBIENTAL
Rua Dezenove, 100 – Charnequinha
54.500-000, Cabo de Santo Agostinho

RELEASE

Denuncias aceitas contra a Empresa Suape.
Em resposta às denúncias encaminhadas a ouvidoria da Agência Estadual de Meio Ambiente-CPRH (manifestações 34115/2013-GECOM e 56154/2013-GECOM), bem como veiculadas na mídia, sobre a morte de peixes Mero, boto-cinza e demais “danos ambientais decorrentes das obras de dragagem e explosões do leito marinho no Porto de Suape, visando aprofundar o canal de acesso ao porto e ocasionando prejuízos a fauna marinha e a toda a cadeia produtiva da pesca artesanal”, segue o relatório técnico emitido pelo CPRH UGC nº 28/2013,  assim como os auto de infração nos 00767/2013 e 00768/2013.
Foi esclarecido ao denunciante que o processo de apuração dos fatos, iniciado desde abril do corrente, seguiu os seguintes procedimentos: Consulta a licenças ambientais e outros documentos integrantes de processos referentes à dragagem e derrocamento; Consulta a referências científicas sobre o processo de dragagem, derrocagem e impactos sócio-ambientais associados; Consulta a legislações ambientais que regulamentam as citadas atividades; Consulta a estudiosos dos temas; Consultas a pescadores e outros atores sociais relevantes no caso; Consulta a diversos setores da CPRH; Visita a SUAPE.
De acordo com o relatório, as seguintes medidas foram tomadas:
  • Emissão do Auto de infração nº 767/2013, nos seguintes termos: Descrição – Degradação ambiental, caracterizada por danos ao habitat do peixe Mero (Epinephelus itajara), Boto-Cinza (Sotalia guianensis) e outras espécies da fauna recifal, bem como ao território e ambientes tradicionalmente usados na pesca artesanal, através da atividade de derrocagem do canal de acesso e bacia de manobras do porto de Suape com uso de explosivos, e mediante a omissão/insuficiência na apresentação de informações sobre os citados danos no âmbito dos documentos relativos ao diagnóstico de impactos e proposição de medidas de mitigação/compensação. Penalidade: Multa no valor de R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais).

  • Emissão do Auto de infração nº 768/2013, com a mesma descrição do anterior e com as seguintes penalidades e obrigações: Penalidade: Advertência por escrito. Obrigação por fazer: Apresentar à CPRH no prazo de 90 dias e executar após aprovação, estudo contendo medidas para o diagnóstico detalhado, mitigação e compensação para os danos ao habitat do peixe mero (Epinephelus itajara), Boto-Cinza (Sotalia guianensis) e outras espécies da fauna recifal, bem como ao território e ambientes tradicionalmente usados na pesca artesanal, e considerando, no mínimo, as medidas constantes no capítulo 4 do relatório técnico UGC nº 28/2013. As medidas devem ser organizadas em programas específicos, complementarmente àqueles em andamento.
Dentre as obrigações postas a SUAPE estão: 1) Mapeamento de detalhe dos habitats submarinos na área de influência direta e indireta de SUAPE; 2) Mapeamento do território tradicional da pesca artesanal, segundo informações dos pescadores que utilizam a área, incluindo os mestres de embarcações, em conjunto com pesquisadores com experiência em cartografia social; 3) Quantificação das áreas pertencentes ao território da pesca artesanal que foram apropriadas e/ou impactadas direta ou indiretamente pelo porto de SUAPE; 4) Adoção de medidas de proteção do Peixe Mero, Boto-Cinza e outras espécie da fauna impactadas, tanto nos locais de impacto direto quanto em áreas impactadas indiretamente; 5) Adoção de medidas de proteção do território tradicional da pesca artesanal (ex. reconhecimento oficial dos territórios pesqueiros e criação de mecanismos oficiais de consulta aos pescadores), diante dos riscos das atividades portuárias e outras ameaças; 6) Adoção de medidas de mitigação dos impactos potenciais, para futuras atividades de derrocagem.


As premissas e conclusões do relatório 28/2013 baseiam-se na investigação dos efeitos das obras atuais de dragagem e derrocagem no canal de acesso e bacia de manobras. As penalidades, obrigações e recomendações postas e os procedimentos decorrentes devem seguir trâmite independente dos procedimentos já instaurados (a exemplo das medidas contempladas no Projeto SUAPE Sustentável e no Programa Estadual Escola do Mar), ou alternativamente, ampliar esse procedimentos, viabilizando as medidas com recursos adicionais.


A continuidade das atividades de dragagem e derrocagem no Porto de SUAPE e os futuros licenciamentos devem ser condicionados à adoção dos estudos e medidas mencionadas acima.



Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga