domingo, 13 de outubro de 2019



ESGOTO ESTÁ SENDO LANÇADO NAS ÁGUAS DA TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO EM MONTEIRO, PB


MPF constatou que problemas de saneamento tem causado despejo de esgoto no canal.

Assista ao vídeo da matéria, no endereço abaixo

Por G1 PB

16/05/2018

Canal em Monteiro tem sido usado para despejo de esgoto. Poluição chega às águas da transposição (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Um problema no saneamento básico na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, tem propiciado o vazamento de água de esgoto para o canal da transposição do Rio São Francisco. Conforme relatos de moradores de Monteiro, um canal usado para escoar água da chuva tem sido usado como canal de esgoto.

O problema do encontro do canal usado como esgoto com as águas da transposição do São Francisco é de conhecimento do Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba há mais de um ano. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi acertado em reunião realizada na quinta-feira (10) e vai ser firmado entre os órgão competentes e o MPF na quinta (17) para solucionar os problemas de esgotamento em Monteiro.

         Além do vazamento de esgoto para o canal da transposição, foram constatados problemas de dejetos transbordando no canal e poluição atmosférica. A cidade conta com uma estação elevatória, mas uma inadequação da rede elétrica impede que a estação funcione.
A Prefeitura de Monteiro e a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) chegaram a um acordo para a estação final de tratamento de esgoto comece a funcionar. Com a assinatura do TAC, a prefeitura se responsabiliza por eventuais falhas constatadas na execução das obras da etapa do sistema de esgotamento sanitário.

Sobre o assunto:

RIO SÃO FRANCISCO CONTINUA RECEBENDO DEJETOS DOS ESGOTOS EM JUAZEIRO
COMENTÁRIOS

João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco
A questão da péssima qualidade das águas do Rio São Francisco, foi um dos fatores levados em consideração para me posicionar contrário ao projeto da Transposição. Em dezembro 2006 publiquei um artigo no Repórter Brasil, intitulado, “O meio ambiente do Brasil pede socorro”, no qual já comentava sobre as possibilidades de populações inteiras, do Setentrional nordestino, começarem a apresentar problemas de saúde, com a ingestão desses volumes oriundos do Velho Chico, nas chamas doenças veiculadas pela água. O caso de Monteiro é exemplar! Vejam o problemão criado no abastecimento de Campina Grande e dos municípios de seu entorno! É imprescindível que o Poder Público local, comece a se manifestar para a solução desse grave problema. E as ações propostas, não devem ficar restritas, apenas, à cidade de Monteiro! Elas devem ser mais abrangentes, principalmente considerando a bacia do Rio Paraíba como um todo! O ano de 2018 é eleitoral, sendo a ocasião muito propícia para se começar a avaliar, dos candidatos, as propostas que venham na direção da solução desses problemas!




JOÃO SUASSUNA 
Para:FUNDAJ TODOS FJN
Cc:alexandrina sobreira,aedias,melo lucia13,Luciana
Tavora,Carolina Beltrão de Medeirose 6 mais...
17 de mai às 10:33


          Meus Prezados,
A questão da péssima qualidade das águas do Rio São Francisco, foi um dos fatores levados em consideração para me posicionar contrário ao projeto da Transposição. Em dezembro 2006 publiquei um artigo no Repórter Brasil, intitulado, “O meio ambiente do Brasil pede socorro”, no qual já comentava sobre as possibilidades de populações inteiras, do Setentrional nordestino, começarem a apresentar problemas de saúde, com a ingestão desses volumes oriundos do Velho Chico, nas chamas doenças veiculadas pela água.
O caso de Monteiro é exemplar! Vejam o problemão criado no abastecimento de Campina Grande e dos municípios de seu entorno! É imprescindível que o Poder Público local, comece a se manifestar para a solução desse grave problema. E as ações propostas, não devem ficar restritas, apenas, à cidade de Monteiro! Elas devem ser mais abrangentes, principalmente considerando a bacia do Rio Paraíba como um todo! O ano de 2018 é eleitoral, sendo a ocasião muito propícia para se começar a avaliar, dos candidatos, as propostas que venham na direção da solução desses problemas! Circulei a informação em rede e a encaminhei para edição no Observa Fundaj 


Abraço

sábado, 12 de outubro de 2019

UFPE: Omissão sem punição.

 Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

O caso do Hospital das Clínicas (HC), unidade de saúde vinculada a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é um caso típico que macula a imagem do serviço público, e daqueles que ali trabalham com abnegação e responsabilidade. Como admitir que a Administração Central da UFPE, aceite que gestores do HC se omitam e sejam negligentes em suas responsabilidades no trato da saúde pública?

No organograma da UFPE, o HC é um órgão suplementar ligado diretamente ao Reitor, para efeito de supervisão e controle administrativo, cujo objetivo é oferecer atendimento médico e hospitalar à população nas mais diversas áreas. Também tem como função básica apoiar o ensino de graduação e pós-graduação do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

A missão do HC é “prestar um serviço de excelência à sociedade nos âmbitos da assistência, do ensino, da pesquisa e da extensão, com o intuito de avançar nos conhecimentos científicos relacionados à saúde, promoção e preservação da vida”. Como então se calar frente à situação calamitosa, de completo descaso e omissão de seus dirigentes, denunciada amplamente pelos seus servidores e pela comunidade universitária através de seus órgãos representativos?

Como fica então a situação caótica em que vidas humanas estão em jogo? O dia a dia do Hospital é uma composição da falta de elevadores, pacientes que sofrem com as consultas canceladas, falta de material de consumo básico, banheiros sem possibilidade digna de uso, ausência de cadeiras de rodas para aqueles que chegam para atendimento, alas do Hospital infestadas de baratas, escorpiões, abelhas, ratos. O que contribui para as péssimas condições de trabalho que são submetidas aos profissionais do Hospital. Verdadeiros heróis anônimos desta desorganização implantada deliberadamente neste centro hospitalar.

A evidência da intencionalidade dos gestores foi revelada ao público, em entrevista concedida pelo diretor superintendente, que revelou que nada poderia ser feito, antes que a Universidade assinasse um contrato de gestão com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), criada pela Lei Federal nº 12.550 15/12/2011, e que teve seu Estatuto Social aprovado pelo Decreto nº 7.661, em 28 de dezembro do mesmo ano, em pleno período de festas natalinas, sem nenhuma discussão com os interessados, e muito criticada. O diretor nesta entrevista, atesta sua completa incompetência gerencial para a resolução dos problemas do HC.

Para coibir estas praticas existe o  Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto nº 1.171, de 22/6/1994), em que se deve basear para poder denunciar o servidor(a) para a Comissão de Ética do órgão, encarregada de “orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura”.

Na I seção, o Código de Ética fala Das Regras Deontológicas, e no item V está escrito “O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio”.

Já na seção II que trata dos Principais Deveres dos Servidores Públicos é afirmado entre os deveres fundamentais do servidor “exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário”.

E na seção que trata Das Vedações ao Servidor Público, é vedado ao servidor “prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam”.

O inimaginável nesta situação surrealista é que a Administração da UFPE não enquadre os gestores do HC e os demita sumariamente. Assim não o fazendo prevarica, é tolerante, indulgente ao irregular funcionamento do Hospital.
Com a palavra (ação) a cidadania.




GESTÃO PÚBLICA!!!
O modo socialista de governar: caso de Pernambuco (III)

 Heitor Scalambrini Costa

Professor da Universidade Federal de Pernambuco

O Brasil é um país fantástico. Governantes são transformados em excelentes gestores, gênios e salvadores da pátria, da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres.

Temos ao longo da nossa história diversos exemplos. O mais recente é o governador de Pernambuco, um quase futuro presidenciável em 2014. Caso jamais venha a ser presidente da República, ele terá como ganhar a vida como empresário de mídia& marketing, tal sua capacidade de criar notícias positivas que enchem os noticiários.

O uso da máquina de propaganda é tão desproporcional, que cedo ou tarde vai chamuscar sua credibilidade. Por exemplo, até em velórios e enterros a produtora de vídeo acompanha o governador, e produz as peças de divulgação do “socialista”. 

Foi o caso de sua presença (da produtora) no velório e no enterro do ex-ministro da Justiça Fernando Lyra. Para destacar o “chefe”, não se mede esforços, nem se tem limites.

Para divulgar o modo socialista de governar, a propaganda é a alma do negócio, e é usada intensamente. No próprio Diário Oficial do Estado, que deveria ser um instrumento de difusão de atos oficiais, a pessoa do governador é focada, com textos de promoção pessoal, sem caráter informativo. Não se acatando assim a impessoalidade na publicidade institucional. Leis? São para os outros.

A propaganda personalista dos feitos da gestão Campos é tamanha, que chega a ser surrealista, visto a realidade que se encontra o Estado. Para muitos ainda as referências de desenvolvimento apontam para o Sul, Sudeste. Somos induzidos a pensar que o desenvolvimento está ligado a eventos como à chegada de novas empresas que vêm aqui se instalar, a vinda de capitais de fora que para cá se dirigem atraídos por diversos fatores (recursos naturais, posição geográfica, oferta de mão de obra barata, incentivos fiscais, frouxidão na aplicação da legislação ambiental) ou ainda pela realização de grandes investimentos públicos em obras ou instalações. Mas o progresso almejado vai muito além das obras.

Com uma educação, que nada se distingue de estados vizinhos, a propaganda apresenta ações pirotécnicas, que nada mudou a estrutura falida, que compromete as gerações futuras. Vergonhosamente Pernambuco ocupa a 16ª posição nacional no ranking dos estados no que se refere às notas dos alunos das escolas públicas avaliados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino.

Uma saúde, cujo modelo gerencial é incompetente. Verdadeiro “caso de policia”, e que deixa a população vitima da terceirização, sofrendo nas extensas filas, sem remédios para quem precisa, e com a falta de médicos. Todavia com ampla divulgação de novas construções de unidades hospitalares, mas que efetivamente, após a “inauguração”, se mostram inoperantes, não atendendo as necessidades da população, e nem garantindo o acesso à saúde pública de qualidade. A construção de edificações está muito longe de traduzir em excelência nos serviços.

Por sua vez, os serviços de água e luz no Estado são verdadeiros descalabros e de desrespeito à população. A crise no abastecimento de água mostra a incompetência das autoridades do setor, em particular da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), sociedade anônima de economia mista, com fins de utilidade pública, vinculada ao Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos. 

A imagem desta empresa junto à população é a pior possível. Nesta época de escassez de chuvas, mostra o quanto sua gestão é incapaz, pois em nada planejou para enfrentar problemas recorrentes e previsíveis na região. E que só tendem a se agravar com as mudanças climáticas em curso. Estudos têm apontando a vulnerabilidade da região, frente a este que é o maior flagelo já defrontado pela humanidade, o aquecimento global. Ao invés do planejamento estratégico para se preparar para o pior, a empresa, como é de práxis no governo socialista, apela para a propaganda, e pela desresponsabilização, admitindo a incapacidade em atender sua missão. Repassou para a iniciativa privada o controle do saneamento, através de parceria público e privada pouco transparente, e sem a necessária discussão com os interessados, a sociedade.  Além disso, mente descaradamente, com um racionamento draconiano na região metropolitana, resultando num rodizio anunciado de 20 horas (com água) x 28 horas (sem água), mas que chega a 72 e até 120 horas sem uma gota sequer nas torneiras. Isto é gestão eficiente? Sem contar com a tragédia que assola a região do semi-árido, agreste e zona da mata, sem obras estruturadoras que garanta a convivência com a seca na região.

Já com relação à distribuição de energia elétrica, a privatização deste serviço em 2000, só trouxe mazelas à população. Enganada pelo discurso oficial que falava na melhoria dos serviços e na diminuição da tarifa para justificar a venda da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Hoje a realidade é bem diferente. Se paga uma tarifa altíssima, o que tem proporcionado à empresa, lucros estratosféricos (basta ver os balancetes contábeis), e um serviço conhecido como de “vaga-lume”.  As interrupções no fornecimento elétrico viraram rotina, não somente na capital, mas como em todo o interior. Enquanto os indicadores de qualidade da empresa, comparada a outras 31 classificadas no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mergulharam do 4º lugar em 2011 para 16º lugar em 2012. Qualidade dos serviços cai, e lucros sobem. Receita ingrata para os consumidores pernambucanos.

Contudo, foi uma instituição oficial quem revelou recentemente as razões para tamanho descaso com o fornecimento de energia. O relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), analisando as contas da gestão do governador, relativas ao ano base de 2011, detectou a ineficiência e o sucateamento da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), autarquia especial vinculada ao Gabinete do Governador, órgão com atribuição estratégica. Principal constatação: a falta de pessoal para monitorar e fiscalizar os serviços prestados pela Celpe. Desde 2001, o TCE recomenda ao executivo estadual a contratação de servidores por meio de concursos públicos, já que a grande maioria do quadro funcional da Arpe é de comissionados. Sem estrutura e suporte de pessoal para realizar as fiscalizações permanentes, a população fica a mercê dos serviços precários que são oferecidos.

Os problemas encontrados no Estado não se resumem a área de educação, saúde, abastecimento de água e energia.
Todavia, os marqueteiros, pagos a peso de ouro, mostram o irreal.

Um Pernambuco que não existe, um verdadeiro “oásis” no território nacional. Uma “ilha da fantasia”, cercada por feitos de um governo aplaudido pela população. A intenção é colar na figura do governador o gestor   moderno, o “novo”, a “renovação” na política brasileira, e assim atender sua ambição e obstinação pelo poder.

Um dos focos propagandeado é a implantação do Complexo Industrial Portuário de Suape. Claramente se percebe ai, políticas públicas dirigidas para um crescimento econômico a qualquer custo.

Facilmente constatado nas constantes violações de direitos sociais e ambientais praticadas nesta obra faraônica, de grande concentração de investimentos, e de renúncia fiscal.

As denúncias dos moradores nativos do entorno de Suape (agricultores, pescadores, outros), que já atingiu 15 mil famílias, mostram a situação de barbárie em que se encontra a região, onde o poder público não somente se exime de suas responsabilidades, mas é quem pratica o desrespeito às leis. O próprio artigo 225 da Constituição de 1988 tem sido desprezado, segundo o qual todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade de vida, cabendo a todos e a poder publico o dever de preservá-lo e defendê-lo para as presentes e futuras gerações. 

“Como não há uma só obra que o governador não tenha controle no seu computador”, conforme difundido pelos seus auxiliares diretos, a   ele   deve   ser   imputada toda a responsabilidade, não somente dos crimes ambientais cometidos na região, mas  também    o  não  cumprimento da lei com relação aos processos de “desapropriação”.

Não   se   respeita nem a Constituição Estadual  e  nem o  Marco  de  Reassentamento   Involuntário-MRI do Projeto Pernambuco Rural Sustentável-PRS (disponível em  http://www.prorural.pe.gov.br/arquivos/marco_reassentamento.pdf), cujo objetivo é o tratamento das questões que envolvem a mudança ou perda involuntária do local de moradia, a perda de renda ou meios de subsistência, em decorrência da implementação de projetos.
Do ponto de vista do ideário deste jovem moço, mas velho e carcomido pela prática da velha política expressa no neocoronelismo e no nepotismo, valores como os da ecologia e sustentabilidade, democracia e transparência, direitos humanos e justiça, não são praticados em seu governo. São desrespeitados e ignorados na implantação do modelo predador e excludente, chamado e propagandeado como de “desenvolvimento sustentável”. 

Mesmo com uma alta popularidade medida pelos institutos de pesquisa de opinião, se pode afirmar que a imagem do governador foi construída pela propaganda exacerbada, na tentativa de criar uma unanimidade em torno do seu governo. A cooptação dos poderes constituídos, aliado a vocação adesista da grande mídia, tecendo loas diárias ao governo, e se tornando na prática uma extensão do diário oficial, são outros elementos da estratégia montada, e até então bem sucedida, pelos marqueteiros do governador. Também não esqueçamos aqueles que aderem pelo medo. Todavia, não se pode esperar que um governo mantenha sua popularidade em alta, somente as custas de noticias produzidas, e pela propaganda.

A expectativa da população para a agenda política e administrativa de um bom governo é que a administração combine eficiência dos serviços públicos, planejamento estratégico e equilíbrio nas relações políticas que envolvem os interesses do Estado. E que tenha sensibilidade social para diminuir o tremendo fosso da desigualdade social reinante em Pernambuco. Verifica-se que estes ingredientes não fazem parte do exercício do governo estadual, pelos inúmeros problemas apontados, e por estar mais afinado com o empresariado do que com os trabalhadores(as), com aqueles mais carentes.

No campo do equilíbrio político, seria fundamental que o relacionamento do Executivo com o Legislativo tivesse contornos precisos. A articulação política deveria ter como norte o respeito à autonomia da Assembleia Legislativa (Alepe), e o estabelecimento de uma pauta, focada nas prioridades da população. A propósito, esse deveria ser o melhor remédio para combater o pragmatismo político e os interesses patrimonialistas tão evidentes na Casa de Joaquim Nabuco. Infelizmente isto não acontece na relação executivo-legislativo. A subserviência, desta casa de leis, é tamanha que o executivo patrocinou a mudança na Constituição do Estado para que deputados, apaniguados do governador, pudessem por três vezes seguidas ficar a frente da mesa diretora da Alepe. Caberia ao Executivo à implementação de um programa de governo, ao Legislativo caberia o debate plural, visto que este é composto de representações partidárias que expressam variados programas e ideologias.

Esperar-se-ia que um bom chefe do Executivo demonstrasse sua capacidade de atender aos anseios da coletividade. Já um bom Parlamento seria aquele capaz de elaborar boas leis, propor projetos, aperfeiçoar aqueles originários do Executivo e fazer um eficiente controle externo, a fiscalização.

Todo mundo concorda que não faz bem à democracia e à saúde política do Estado a existência de relações promíscuas entre o Executivo e da Assembleia Legislativa. A sociedade cobra dos seus representantes posturas éticas e altivas. As críticas do Parlamento em sintonia com o interesse público merecem respeito. O que não cabe numa relação republicana é a transformação da crítica em instrumento de defesa de interesses particulares ou de grupos. Lamentavelmente é o que ocorre em Pernambuco.

A construção de uma base de sustentação política do governo no Legislativo não poderia estar dissociada do interesse público. O Estado só tem a ganhar quando Executivo e Legislativo se respeitam, e ambos respeitam a população. Mas, infelizmente a base política de sustentação do atual governador foi conseguida através da “velha” e odiosa prática do dando que se recebe, com o oferecimento de cargos pagos com recursos públicos, da troca de favores nem sempre republicanos.

Nunca se viu na história de Pernambuco um parlamento tão subserviente e inoperante, que se restringe a renovar “ad infinitum” o mandato dos seus dirigentes, apoiar tudo que vem do executivo (não legisla), e conceder cidadania pernambucana a todos(as).

Não que muitos(as) não mereçam, mas este “trabalho” é insuficiente para justificar o salário dos nobres deputados(as).

O fato é que hoje Pernambuco se ressente da presença de uma oposição com credibilidade (com raras exceções), atenta, sistemática e incisiva, para acusar erros, criticar e apontar desvios. Vive-se no dilema bairrista. E se o governador for candidato? Serei contra a alguém da minha terra?

Faça-se justiça aos movimentos sociais. Questionadores, críticos, propositivos, tem sua participação democrática nos destinos do Estado, dificultada pelo nível de “captura” dos poderes constituídos.

Oposição é um ingrediente crucial para o pleno exercício da democracia, e sem algum tipo de contraditório, a própria razão fica ameaçada. Discordar e apontar erros não é torcer contra. Somente governos autoritários fazem este tipo de interpretação.

Estabelecido o estrito controle da política estadual - incluindo a prefeitura recifense - o resto do mandato do governador será dedicado a promessas, as ações de marketing, e sua constante ausência do Estado para a campanha eleitoral. Pouco importa o que ficará de herança econômica, administrativa, política e social para os pernambucanos.

O que conta é o uso de toda a administração pública em favor de um projeto político dúbio, ambíguo, flexível, que ora se diz aliado da Presidente da República, ora procura alianças em todo espectro ideológico para construção de um palanque próprio.

O que se configura é que até 2014 vamos assistir a essa ”dança de rato”, à custa da angústia, do sofrimento, das aflições e das imensas carências do povo pernambucano.

O que impressiona é a ganância do governador Campos em ser presidente, sem ao menos fazer a tarefa de casa que seria cuidar bem do seu Estado. Problemas de toda natureza estão presentes: um transporte público de péssima qualidade, reprovação na educação, falta de condições aos professores, hospitais públicos na UTI, saneamento básico precário, problemas de abastecimento de água e energia, carência de habitação popular, violência principalmente com a falta de cuidados com os jovens e adolescentes, mobilidade urbana chegando a nível caótico, estradas mal cuidadas, etc., etc.

Ao escrever, e refletir sobre o ”modo socialista de governar: o caso de Pernambuco” foi analisada a situação presente de Pernambuco com relação às diversas políticas públicas. Nestes três artigos procurei apontar as mazelas, pois as poucas ações pontuais exitosas, o governo trombeteia aos quatro cantos. Também a intenção foi denunciar o que está sendo orquestrado nos “laboratórios dos marqueteiros”.

Minha convicção que a “criatura criada”, não é boa, nem para Pernambuco e muito menos para o Brasil. E aqui fica um alerta para não nos iludirmos com os salvadores da pátria.

sábado, 28 de setembro de 2019

Prezados Amigos.

Há algum tempo estive afastado de ninhas atividades eco-ambientais deixando de publicar os trabalhos pertinentes à matértia.
Peço a todos minhas desculpas.
Doravante farei as publicações pertinentes e do interesse de todos.
Minhas escusas.
Muito obrigado.
Alipio Carvalho Filho

sábado, 16 de setembro de 2017


Campina Grande registra desperdício e ainda tem comunidades sem água, após fim do racionamento

Para quem ainda não aprendeu a usar a água racionalmente, existe uma lei municipal que pune com multa a partir de um salário mínimo quem for flagrado desperdiçando


 05/09/2017

 Racionamento em Campina Grande acabou no dia 25 de agosto

 Pouco mais de uma semana depois do fim do racionamento de Campina Grande, muitas comunidades ainda sofrem com a falta de água. Os reservatórios da casa de Dona Sueli, por exemplo, ainda continuam com água, e ela continua economizando. Do outro lado, há flagrantes de desperdício na cidade. Veja vídeo abaixo.

Para quem ainda não aprendeu a usar a água racionalmente, existe uma lei municipal, de autoria do vereador Olimpio Oliveira, em vigor desde 2008, que pune com multa a partir de um salário mínimo quem for flagrado desperdiçando água.

“Campina Grande sempre viverá em insegurança hídrica. Nós estamos no semiárido nordestino. É importante que o cidadão se conscientize que a chegada da água do Rio São Francisco não vai transbordar Boqueirão”, disse o vereador Olímpio Oliveira (PMDB).

Até agora ninguém foi multado, mas as denúncias podem ser feitas através da Coordenação do Meio Ambiente. 

O Tribunal de Justiça da Paraíba derrubou a liminar da juíza na Carmen Pereira Jordão e deu apoio ao governo do Estado para que o racionamento de água em Campina Grande termine. Com isso, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) orientou a população a continuar racionando e denunciar ‘ladrões de águas’.

Por meio de assessoria, a Cagepa informou que existem muitas ligações clandestinas em açudes e trechos da transposição que fazem pessoas ter acesso às águas sem pagar por elas. Porém, o órgão divulgou que já está tomando medidas para inibir esse tipo de ação.


Sobre o assunto

Racionamento em Campina Grande termina dia 26, anuncia secretário João Azevedo

 

TRANSPOSIÇÃO: Desvio do “Velho Chico" na Paraíba tem mais de 60 pontos de desvio de água


 
Denúncia revela desvio de mais de vinte milhões de m³ de água do São Francisco


Ministério da Integração denuncia desvio de água da transposição na PB e registra ocorrência na Polícia Civil


 Furto de água da transposição do São Francisco ameaça abastecimento


 Racionamento não vai terminar após Boqueirão sair do volume morto, diz Cagepa


 

Vazão menor e desvio de água da transposição mantêm 700 mil em racionamento


 

Governo aposta em obra inconclusa para acabar racionamento em Campina Grande e região


 

As represas de Três Marias e Sobradinho poderão atingir volumes mortos no mês de novembro, por João Suassuna


 

Transposição deve ficar 6 meses sem bombear água


 

Transposição poderá passar seis meses sem bombear água, diz vereador


 

Dnocs e Aesa divergem sobre fechar comportas da transposição para concluir obra


 

Defensoria Pública entra com ação para derrubar fim do racionamento em Campina Grande 

 

Transposição será interrompida na PB, mas Integração diz que não haverá prejuízos


 
Fim do racionamento em Boqueirão é antecipado para sexta-feira, anuncia Ricardo Coutinho

 

MP vai acionar Justiça sobre suspensão ou não de autorização para irrigação em Boqueirão


 
Técnicos e especialistas calam vereadores em Campina Grande que defendiam continuidade do racionamento 


 
Funcionamento do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco demonstra erros e fragilidade do projeto


 

Integração vai retirar bombas do Eixo Leste e levá-las para o Eixo Norte da Transposição


 

Ministério confirma paralisação do bombeamento da transposição


 
Seca no São Francisco


 
Estado investe R$ 1,5 bilhão em obras complementares à transposição do São Francisco



Posição do Ministério da Integração abre um canal para o Governo


 
Com fim de racionamento, Campina Grande e mais 18 cidades voltam a ser abastecidas por Boqueirão


 
Fim do racionamento de água do açude de Boqueirão, PB, é liberado pela Justiça


 

Barragens de Sobradinho e Xingó vão operar com defluência mínima de 580m³/s a partir desta quinta


 
Governador da Paraíba suspende racionamento de água em cidade que recebe Lula


 
Reservatórios do São Francisco têm menor vazão já liberada


 
Açude de Boqueirão não acumula água nas últimas 24 horas



Vazão do rio São Francisco é reduzida novamente


 MPF ajuíza ação para retomar racionamento em Campina Grande e mais 18 cidades da Paraíba


 
Ação do MPF-PB na Justiça pede volta do racionamento na região de Campina
 


 
Postado há 1 week ago por João Suassuna

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga