segunda-feira, 29 de novembro de 2010

SOBRE A PROTEÇÃO DA CAATINGA.



Mais uma colaboração do articulista Ge Carvalho, publicada na coluna Opinião do Blog Tacaratu.com, em 25.11.2010.


"Que Deus proteja a nossa caatinga


Caatinga, termo que, em tupi-guarani, significa "Mata Branca", é um tipo de formação vegetal com características bem definidas: árvores baixas e arbustos que, em geral, perdem suas folhas na estação das secas. A caatinga apresenta três categorias em sua flora, conforme a altura de cada espécie: arbórea, com 8 a 12 metros; arbustiva, com 2 a 6 metros; e herbácea, abaixo de 2 metros.

Algumas espécies mais comuns da região são: a aroeira, a baraúna, a catingueira, a umburana, o juazeiro, a maniçoba, o umbuzeiro, etc. E as cactáceas, que são as que mais se destacam, pelas suas características: o mandacaru, o facheiro, o xique-xique, a macambira, a coroa-de-frade, etc.

A flora da caatinga que, aparentemente, é um bioma pobre em espécies e na estrutura orgânica do seu solo, na realidade é uma biodiversidade rica, com formação adequada ao clima semi-árido do sertão. A sua cor cinzenta em épocas de seca, muda, completamente, para um verde vivo e alegre, em poucos dias, após cair uma chuva.

Existe uma variedade de árvores que operam verdadeiros milagres, em períodos de seca e o sertanejo sabe, perfeitamente, o valor de cada uma delas, como recurso alternativo que utiliza para não ver o seu rebanho sucumbir, com a escassez da pastagem natural. No começo da estiagem um dos primeiros recursos que o sertanejo utiliza, para alimentar sua criação, é a palma forrageira, espécie da família cactácea cultivada na nossa região, pura e simplesmente, para ração animal. Isso porque já existe a sua utilização para a produção de alimento humano, em algumas regiões da Bahia. O seu cultivo, no sertão nordestino, normalmente é em terrenos pouco apropriados para a cultura de cereais.

As espécies nativas da nossa caatinga, de que o gado caprino, bovino e também outras criações mais se alimentam, são as seguintes:

- O imbuzeiro, ou umbuzeiro, que foi chamado por Euclides da Cunha, de "Árvore Sagrada do Sertão" possui uma raiz em forma de tubérculo, rica em um delicioso líquido que, em épocas de intensa seca, foi muito utilizada para matar a sede humana e de animais. O seu fruto é delicioso e, atualmente, muito utilizado na produção de doces, industrializados ou de fabricação caseira, bastante apreciados nos mercados.

O gado tanto se alimenta dos frutos do imbuzeiro como também de suas folhas, principalmente os caprinos, que se equilibram nas patas traseiras, para alcançar os galhos mais altos.

- O juazeiro, uma espécie natural da caatinga e do cerrado, tem um porte que pode atingir até 12 metros de altura, produz um fruto de cor amarela e com tamanho aproximado de uma cereja, muito apreciado pelo gado em geral e também pelo sertanejo. É uma árvore reputada por diversas propriedades medicinais, pela utilização da casca de sua madeira, e de suas folhas.

- Existem muitas outras espécies nativas apreciadas pelo gado cujo número não vamos especificar, por serem de pouca relevância.

- Finalmente, vamos citar algumas espécies da família dos cactos, que são as últimas alternativas para a alimentação do rebanho. Normalmente são utilizados quando se acabam as reservas de palmas forrageiras: o mandacaru, o facheiro e o xique-xique. O preparo dessa ração é muito trabalhoso, com a retirada dos espinhos, com fogo ou com facão, para não ferirem a boca dos animais ou não serem deglutidos e assim causarem danos maiores aos mesmos. Fora essas três, tem, ainda, a coroa-de-frade e a macambira cujo uso é bem mais restrito, talvez só em última instância.

Eis, aqui, um pouco de informações sobre a flora sertaneja, com algumas particularidades inerentes à sua biodiversidade. Deus é perfeito em tudo que criou e sua Bondade é infinita, uma vez que nada fica sem a sua proteção. Infelizmente quem desgasta o nosso meio-ambiente é quem dele devia cuidar:

O Homem, o Usufrutuário, o Herdeiro, o Proprietário, o que quer que seja, é que vem devastando, no caso, a nossa Caatinga, desmatando-a sem dó e sem piedade, comprometendo toda a reserva, com a retirada, indiscriminada, de madeiras para lenha doméstica, queima em olarias, carvoarias, padarias, etc, sem se preocupar com seu reflorestamento. Tudo é uma questão de cultura e, infelizmente, o nosso povo ainda não está preparado para isso. Que Deus proteja a nossa Caatinga! "

Por Gê Carvalho .

PREVISÃO DE CHUVAS PARA 2011 NO CEARÁ

Previsão sobre as chuvas para 2011 no Ceará
PREVISÃO
Funceme aposta em bom inverno para 2011 no Ceará
27/11/2010
O inverno deste ano deixou os agricultores desanimados. Houve seca verde, forte estiagem e perda de safra. (...)

A Ematerce começa a distribuição de sementes do Programa Hora de Plantar no próximo dia 3, na região do Cariri.

Iguatu. Depois de um período de estiagem, o sertanejo vive a expectativa de boas chuvas em 2011. As atenções se voltam para as experiências populares e para as previsões meteorológicas. O quadro atual é animador. As águas do Oceano Pacífico Equatorial estão mais frias do que o normal para essa época do ano, caracterizando o efeito La Niña, que é favorável ao sistema de ocorrência de chuvas no semiárido nordestino.
Diante dessa realidade, a Funceme aposta em um bom inverno. A Ematerce começa a distribuição de sementes selecionadas do Programa Hora de Plantar no próximo dia 3, na região do Cariri.

A Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) só vai divulgar prognóstico oficial da quadra invernosa de 2011 em 21 de janeiro, após reunião técnica e análise dos dados. Mas o efeito La Niña reacende a esperança de técnicos e produtores rurais. "O quadro atual é bastante animador", disse o meteorologista da Funceme, Paulo Barbiere. "Com as condições de hoje, a gente espera um inverno bem melhor do que o deste ano".

O secretário de Desenvolvimento Agrário, Antonio Amorim, mantém uma expectativa positiva. "A ocorrência do efeito La Niña é animador e isso traz esperança para todos nós. Sabemos que há outros fatores, mas queremos acreditar em um bom inverno no ano de 2011".

Neste ano, predominou o efeito El Niño, contribuindo para ocorrência de estiagem no sertão nordestino. A temperatura média para esta época do ano é de 26 graus Celsius e uma diferença de cerca de quatro graus para mais ou para menos caracteriza os fenômenos El Niño e La Niña. Segundo o meteorologista Paulo Barbieri, esses fenômenos têm duração média de três a quatro meses. "Não são eventos que se modificam de uma hora para outra", observou. "Por isso, o quadro atual é animador e deve se estender até abril".

As chamadas chuvas de pré-estação que ocorrem a partir da segunda quinzena de dezembro e em janeiro são decorrentes de frentes frias verificadas na região Sudeste e que às vezes chegam até a Bahia e influenciam a ocorrência de precipitações no semiárido nordestino. São as chuvas decorrentes do Vórtice Ciclone de altos níveis. "As previsões dessas precipitações somente podem ser feitas com três ou quatro dias de antecedência", esclarece Barbieri.

Amorim informou que a partir do próximo dia 3 de dezembro começa a distribuição de sementes selecionadas na região do Cariri, do Programa Hora de Plantar. O inverno começa pela região Sul do Ceará, mas os técnicos da Ematerce orientam que os produtores rurais só devem fazer o plantio quando o solo estiver bastante úmido. "Queremos deixar com antecedência nas mãos dos agricultores as sementes para que no tempo certo façam o cultivo".

O lançamento do programa de distribuição de sementes para a safra 2011 será em Barbalha, no próximo dia 3. A SDA deve divulgar na próxima segunda-feira a quantidade a ser distribuída de sementes de milho, feijão, mamona, girassol, algodão e maniva de mandioca. Apesar de próximo do lançamento, a Assessoria de Imprensa da SDA disse que o quantitativo a ser distribuído com os pequenos produtores ainda está sendo calculado.

Ao mesmo tempo da expectativa de um bom inverno, o Governo prepara-se, em parceria com os municípios, para ocorrência de irregularidades nas chuvas e proteção aos produtores da agricultura familiar por meio do Garantia Safra.

Ampliação de vagas.

"O Ceará foi o primeiro Estado a receber a liberação de recursos neste ano em face da seca", disse Amorim. Neste ano, foram atendidos 290 mil pequenos produtores rurais, com a liberação de R$ 176 milhões em quatro parcelas. Para 2011, o esforço do Governo é ampliar para 300 mil vagas.

Há, entretanto, um empecilho técnico decorrente da quantidade de registro de propriedades rurais pelo IBGE. "Existem mais áreas porque muitas não têm registro ou são de posseiros e estamos preparando uma nota técnica para esclarecer o Ministério do Desenvolvimento Agrário", disse ele. Até agora, já foram feitas 280 mil inscrições no Garantia Safra.

As experiências populares que ainda resistem em algumas áreas do sertão do Ceará sobre a ocorrência ou não de boas chuvas começam em 13 de dezembro próximo, com a colocação de pedras de sal na madrugada do dia em que os católicos celebram Santa Luzia.

Fique por dentro
La Niña e El Niño

O fenômeno La Niña, corresponde ao resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental formando uma "piscina de águas frias" nesse oceano. Contribui para as chuvas. O El Niño é alteração significativa de curta duração (12 a 18 meses) na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico. Contribui para a seca.

MAIS INFORMAÇÕES

Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) - Av. Bezerra de Menezes, Fortaleza, Estado do Ceará
(85) 3101. 8137

HONÓRIO BARBOSA
REPÓRTER

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=891610

MANEJO DA CAATINGA.

Manejo da Caatinga é alternativa para produzir lenha e carvão

A lenha e carvão são os principais produtos oriundos da Caatinga, mas a obtenção dessas fontes energéticas está longe de ser sustentável. O desmatamento origina em torno de 80% desses produtos florestais no Nordeste.

Ter lenha e carvão sem impactar a vegetação é possível com o manejo florestal, tema do livro “Uso sustentável e conservação dos recursos florestais da Caatinga”, que o Serviço Florestal Brasileiro lançou nesta terça-feira (23), em Recife (PE).

A publicação de 367 páginas traz artigos de 28 pesquisadores que mostram a potencialidade de aplicação do manejo para a produção energética, os resultados do uso dessas técnicas sobre a biodiversidade e a possibilidade de conciliar o uso econômico do bioma com a sua conservação.

Existem técnicas sustentáveis de exploração desse recurso florestal que são viáveis tecnicamente, fáceis de serem aplicadas no campo e que já estão normatizadas pelos órgãos ambientais competentes , afirma a engenheira florestal da Unidade Regional Nordeste do Serviço Florestal, Maria Auxiliadora Gariglio, uma das organizadoras do livro.

Baixa participação – As vantagens do manejo, só 6% da matéria-prima para a produção de lenha e carvão vem dessa fonte, um valor ainda baixo para uma região que tem uma alta participação da biomassa – em torno de 30% – na matriz energética.

Segundo o diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel, a grande presença dos produtos florestais como fonte de energia na região torna fundamental a existência de políticas públicas concretas para o uso dos recursos do bioma.

“O livro dá indicativos reais das possibilidades do manejo, mas é preciso medidas fortes de comando e controle para impedir a competição da lenha manejada com aquela que não é e que é muito forte na região”, afirma Hummel.

De acordo com Maria Auxiliadora Gariglio, o manejo das florestas da Caatinga, se adotado em escala regional poderia contribuir inclusive “para as questões do desmatamento evitado (REDD), para a conservação da biodiversidade de um bioma raro e exclusivamente brasileiro e para a manutenção do homem no campo”.

A adoção de técnicas de uso racional da vegetação é mais urgente principalmente nas cercanias de grandes centros industriais, como a Chapada do Araripe que tem o maior pólo gesseiro da América Latina e os diversos pólos cerâmicos como Açu e Seridó (RN), Russas (CE), Cariri Paraibano (PB). “A divulgação e a prática do manejo deveria ser intensificada nesses lugares, já que essas regiões estão mais pressionadas pelo consumo”, diz Maria Auxiliadora.

Biodiversidade – A pesquisadora tem a expectativa de que a difusão de informações sobre o manejo com base científica dê mais subsídios para que a técnica seja ampliada e dirima as dúvidas sobre a viabilidade e a influência ambiental da sua aplicação.

“Os resultados desses estudos mostram que o manejo como um sistema fechado tem um impacto praticamente nulo na biodiversidade e na conservação dos solos e que o impacto observado imediatamente após o corte é minimizado ao longo dos anos”, completa.

O estudo dos grupos de fauna mostra inclusive que a biodiversidade encontrada na área do plano de manejo é bastante parecida com aquela de algumas Unidades de Conservação situadas em regiões próximas.

Os organizadores da publicação, que inclui outros três pesquisadores, esperam que os caminhos apontados no livro para pesquisa, extensão e políticas públicas sejam trilhados pelos diferentes atores ligados ao manejo.


“Só assim os recursos florestais poderão continuar contribuindo, em todo o seu potencial, com o desenvolvimento econômico e social da região Nordeste”, diz a obra. (Fonte: MMA)

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

SEMINÁRIO DE CIDADANIA E MEIO AMBIENTE.


No dia 09 de dezembro próximo, será realizado, na cidade de Floresta-PE, o PRIMEIRO SEMINÁRIO DE CIDADANIA E MEIO AMBIENTE, tendo como público alvo, em especial, alunos das 1ª à 8ª Séries do Ensino Fundamental.
O Evento é uma realização da ONG Ecologia e Meio Ambiente - EMA, dirigida pelo Dr. Alipio Carvalho Filho, e pelo Educandário Pequeno Aprendiz – EPA, dirigido pela Professora Elbiane Leal Novaes de Carvalho Lima.
O Seminário será realizado no Auditório da Câmara de Vereadores de Floresta e obedecerá à seguinte

PROGRAMAÇÃO

Dia 9/12/2010
7h30 – Recepção
8h00 – Credenciamento
8h30 – Composição da mesa
8h40 – Abertura Oficial pela Diretora Geral do EPA, Professora Elbiane Leal Novaes de Carvalho Lima.
8h50 – Momento cultural: Performance dramatizada: O pólen, as flores e as abelhas. Alunos da educação infantil.
Ciclo de Palestras – Coordenador Dr. Alípio Carvalho Filho, Presidente da EMA.
9h00h – 1ª Palestra: Biomas Brasileiros. Dr. Élcio Alves de Barros, Engenheiro Agrônomo do Instituto Agronômico de Pernambuco, Coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga de Pernambuco – CERBCAAPE.
9h50 – Intervalo para o cafezinho.
10h20 – Momento cultural: Apresentação Teatral sobre o meio ambiente. Alunos do 2º e 3º ano do Ensino Fundamental.
10h30 - 2ª Palestra: Agroecologia. Dra. Maria Emília Barros e Silva, Supervisora do Setor de Agroecologia do Instituto Agronômico de Pernambuco.
11h20 – 3ª Palestra: Cidadania e Justiça. Dr. Alípio Carvalho Filho, Juiz de Direito aposentado, Presidente da ONG Ecologia e Meio Ambiente – EMA.
12h10–Momento cultural: Herdeiros do Futuro. Dramatização cantada. Alunos do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental.
12h20 – Premiação do Concurso de Poesias e Frases sobre o Meio Ambiente. Coordenação: Professora Ana Elizabete Novaes.
13h00 – Encerramento.
13h15 - Almoço Festivo.
O Evento está sendo patrocinado pela Loja HABIB’S – Rosa e Silva, administrada pelo Bel. Leonardo Carvalho que, além de bom advogado, tem-se revelado um ótimo administrador.
A referida Loja HABIB’S doou a EMA 200 (duzentas) camisas com mensagem referente ao SEMINÁRIO, confirmando seu engajamento numa verdadeira política de desenvolvimento sustentável.
Vale ressaltar, ainda, que a Patrocinadora estará implantando, dentro em breve, nas suas instalações comerciais, o sistema de coleta seletiva de lixo, colaborando, sobremaneira para uma política de defesa e conservação do meio ambiente.
O Evento cultural recebeu, também, o Apoio da Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, que forneceu um magnífico instrumento de conscientização cívica – a Cartilha de Cidadania e Justiça, uma revista tipo quadrinhos, de agradável leitura para os estudantes alvo do Evento. Agradecemos penhoradamente o Apoio da AMB.
Registramos nosso agradecimento ao Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara de Vereadores de Floresta, Vereador ALBERTO CARLOS DE SOUZA, que tem demonstrado sensibilidade para a realização de eventos relacionados à cultura e à educação no Município de Floresta.
Esperamos o comparecimento dos alunos do Educandário Pequeno Aprendiz – EPA bem como de outros convidados.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Milagres da Natureza.



Mais uma colaboração do poeta e prosador tacaratuense, GE CARVALHO, destacando as belezas e os fenômenos que nos são oferecidos pela Mãe Natureza:

"Quero dedicar essa matéria a todos os meus conterrâneos, verdadeiros super-homens que sobrevivem da constante lida com a terra, quer seja na roça, com as plantações próprias e adequadas ao nosso clima; quer seja no campo, com a criação de bodes, carneiros, ou mesmo de vacas de leite, etc., numa constante luta para sobreviver às intempéries do seu dia-a-dia.
Expresso a minha homenagem, em forma de versos, na tentativa de retratar a experiência, vivida quando criança e adolescente, na Laminha onde nasci e cresci.


O que venho comentar
Do tão sofrido sertão
É difícil acreditar
Mas tenho convicção
Que da terra ressequida
Sem qualquer sinal de vida
Renasce a vegetação.

A vegetação da terra
É própria da região
Na baixada ou na serra
Tem a mesma formação
Aqui, ali, um umbuzeiro
Mais na frente, um juazeiro
Alimentam a criação.

É no auge da estiagem
Que a vida endurece
Quando não há mais pastagem
Toda a criação padece
Mas, naquela vastidão
Sob o calor do verão
Sempre um milagre acontece.

E o milagre tão sonhado
Um certo dia aparece
Quando o céu fica nublado
E o sol se desvanece
Logo a chuva está caindo
E o sertanejo sorrindo
Ao Pai do Céu agradece.

Poucos dias decorridos
A mudança não demora
Do chão não mais ressequido
Flores brotam a toda hora
Lírios brancos, açucenas
Vários tipos de verbenas
Enriquecem toda a flora.

E aquela serra distante
Até onde a vista ia
Sob um calor causticante
Como miragem tremia
Transformou sua roupagem
Em uma linda paisagem
De cor verde que inebria.

É o milagre da vida
Que oferece a Natureza
Numa terra tão sofrida
Desprovida de beleza
É grande a transformação
E o homem do sertão
Desfruta dessa riqueza.

Quando chega o fim do dia
Ao retornar do roçado
Não cabe em si, de alegria
Nem sente o corpo cansado
Após trivial refeição
De joelhos, em oração
Agradece a Deus, seu legado.

Gê Carvalho".

BIODIVERSIDADE NA FLORESTA AMAZÔNICA



Sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"Biodiversidade na Floresta Amazônica é mais antiga do que se estimava

Amazonia Through Time: Andean Uplift, Climate Change, Landscape Evolution, and Biodiversity

Effects of Rapid Global Warming at the Paleocene-Eocene Boundary on Neotropical Vegetation

Origem épica da Amazônia
A biodiversidade extraordinária encontrada na Floresta Amazônica é mais antiga do que se estimava. Dois artigos publicados na edição desta sexta-feira (12/11) da revista Science ampliam o conhecimento a respeito da dramática evolução do ecossistema mais rico em biodiversidade no planeta

O artigo de revisão de Carina Hoorn, da Universidade de Amsterdã, e colegas destaca recentes descobertas que reconhecem a lenta elevação da cordilheira dos Andes como a principal força propulsora da extraordinária biodiversidade da região. O artigo tem a participação de pesquisadores brasileiros das universidades federais do Acre (UFAC) e de Uberlândia (UFU) e da Petrobras.

Extraindo informações de uma ampla gama de disciplinas, entre as quais filogenia molecular, ecologia, geologia estrutural e paleontologia, os autores oferecem uma visão geral dos antigos habitantes e dos clássicos processos geológicos da Floresta Amazônica ocorridos durante a era Cenozoica, que abrangeu os últimos 65,5 milhões de anos.

Eles explicam como a elevação dos Andes desencadeou um complexo processo geológico que gradualmente deu origem ao hotspot de biodiversidade que hoje constitui a maior floresta tropical do planeta.

No segundo artigo, Carlos Jaramillo, do Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical no Panamá, e colegas expõem os efeitos de um dos eventos de aquecimento global mais repentinos dos últimos 65 milhões de anos – o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (MTPE) – nas florestas tropicais da Colômbia e da Venezuela.

Os resultados demonstram que as florestas tropicais prosperaram nas condições de altas temperaturas e elevadas concentrações de dióxido de carbono que dominavam a região há 55 milhões de anos.

Os pesquisadores apresentam dados de pólen, esporos e outras matérias orgânicas fossilizadas de três locais tropicais que revelam um claro aumento na diversidade das plantas (na sua maioria, entre espécies de plantas frutíferas) durante o MTPE. Suas conclusões contrastam com o antigo pressuposto de que o estresse térmico afeta negativamente os ecossistemas tropicais.

Os artigos Amazonia Through Time: Andean Uplift, Climate Change, Landscape Evolution, and Biodiversity (doi: 10.1126/science.1194585), de Carina Hoorn e outros, e Effects of Rapid Global Warming at the Paleocene-Eocene Boundary on Neotropical Vegetation (10.1126/science.1193833), de Carlos Jaramillo e outros, podem ser lidos por assinantes da SciencE."

Fonte: Agência FAPESP

domingo, 21 de novembro de 2010

AVALIAÇÃO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE.

Foto:territorioanimal.wordpress.com
Aos interessados,
Dentro em breve, "O ICMBio, através da Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (COABIO) e os Centros de Pesquisa e Conservação, está responsável pelo planejamento e implantação do processo de elaboração e revisão das listas de fauna nacionais, sendo prevista até 2014 a avaliação do estado de conservação de todas as espécies dos grupos com ocorrência no Brasil.
O CEMAVE está responsável pela avaliação do Grupo Aves e já iniciou o processo, aproveitando os encaminhamentos realizados no congresso de Palmas – TO, em 2008. Para atender tal desafio, avaliando o maior número de espécies em menor tempo e mantendo a qualidade da informação científica, optou-se por realizar as avaliações por biomas. O primeiro bioma a ser avaliado será a Caatinga, escolhido pela sua menor diversidade relativa, alto número de espécies típicas ou endêmicas do Bioma. Consideramos que essa será uma valiosa oportunidade para uma construção conjunta de aprendizado, entre ICMBio, CEMAVE e pesquisadores, na implementação de um processo de avaliação que pretende ser amplo, contínuo, participativo e criterioso.
Estamos inovando o processo, e para isso, utilizaremos fóruns de discussão, tanto para a coleta de informações quanto para a discussão de critérios e categorias. Cada espécie possui uma ficha que contém uma síntese de informações já compiladas e o mapa com pontos de registros de ocorrência. Desta maneira, você pode comentar, acrescentar ou propor retificações através de mensagens postadas, enviar publicações e referências, visualizar mensagens de outras pessoas, criando assim, um ambiente de discussão em torno das informações existentes na ficha da espécie.
Desse modo gostaríamos de convidá-los a participar do processo, contribuindo com informações e complementando as fichas disponíveis em http://www.cemave.net/listavermelha/
Essa etapa é somente de compilação de informações. As espécies apenas serão avaliadas com relação aos critérios e categorias da IUCN na próxima etapa, que consistirá em uma Oficina com a participação de especialistas.Para mais informações sobre as espécies a serem avaliadas consulte: http://www.cemave.net/listavermelha/Atenciosamente.
Equipe Avaliação do Estado de Conservação das Aves, CEMAVE/ICMBIo."

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga