domingo, 31 de outubro de 2010

CRIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO EM PERNAMBUCO.



No dia 14 de outubro próximo passado, a CÂMARA TÉCNICA DO COMITÊ ESTADUAL DA RESERVA DA BIOSFERA DA CAATINGA – CERBCAA/PE reuniu-se, no Auditório da CPRH – Recife-PE, para apreciar a seguinte Pauta:

1. Situação atual e encaminhamentos de curto prazo para as propostas de criação das Unidades de Conservação de Serra Talhada e Pedra do Cachorro.

2. Sistematização e análise das áreas prioritárias para conservação no Estado de Pernambuco.

3. Sugestões de preparação e realização da Oficina sugerida na reunião SECTMA/MMA/CERBCAA do dia 28.09.2010.

Participaram da referida Reunião: Vileide de Barros Lins, Joice Brito, Liane Melo B. Azevedo e Nahum Tabtchnik (CPRH), Alipio Carvalho Filho (EMA), Ednilza Maranhão (UFRPE/UAST), Paulo Roberto C. Sousa Jr. (ICMBIO), José Luiz Vieira da Cruz e Frans Pareyn (APNE).

Com referência à Situação atual e encaminhamento de curto prazo para as propostas de criação das Unidades de Conservação de Serra Talhada e Pedra do Cachorro, considerando os avanços na avaliação já obtidos, objetivando a elaboração de uma proposta concreta para encaminhamento ao CONSEMA-PE, deliberou-se:

Quanto ao projeto da UC Serra Talhada:

1. Obter um posicionamento formal do IPA e da UFRPE/UAST com relação ao interesse em ceder a propriedade para criação da UC. Este posicionamento deverá ser solicitado via ofício pela coordenação do CERBCAA.
2. Obter o mapa da Fazenda Saco do IPA para orientar melhor o formato e a delimitação física da unidade proposta.
3. Definir se a área atualmente pertencente à UAST entrará na proposta ou não.
4. Verificar junto às prefeituras envolvidas a possibilidade de deslocamento da estrada intermunicipal e as possibilidades de colaboração neste sentido.
5. Verificar junto ao IPA o uso atual e pretensões futuras de uso do açude.
(Responsáveis pelos procedimentos Frans Pareyn e Ednilza Maranhão).

Quanto ao projeto da UC Pedra do Cachorro:

1. Obter as informações sobre as propriedades (proprietários, mapas, quantas, situação fundiária)
2. Os proprietários têm conhecimento da proposta e têm interesse?
3. É importante incluir as propriedades com inscrições rupestres (identificar na lista de propriedades a serem contempladas).
4. Esboçar um desenho preliminar básico da área pretendida.
(Responsáveis: Guaraci e Alba).

Quanto ao projeto da UC Floresta:

1. Obter Mapas das propriedades selecionadas.
2. Registrar alguns pontos com GPS para georreferenciar os mapas posteriormente.
(Responsável: Alípio).

No que tange à Sistematização e análise das áreas prioritárias para conservação no Estado de Pernambuco o Grupo adotou os seguintes critérios para iniciar a definição de áreas prioritárias e a montagem de uma lista preliminar:

1. Não especificar, neste momento, a esfera de criação (federal, estadual, municipal);
2. A representatividade das áreas propostas;
3. A conectividade entre as áreas propostas e/ou unidades já existentes;
4. De preferência constar na lista de áreas prioritárias do MMA;
5. De preferência constar na lista de áreas prioritárias do Atlas de Biodiversidade de Pernambuco.

Com essa ótica, elaborou-se a lista de áreas prioritárias para criação de UCs nos próximos 5 a 10 anos constantes do Anexo I.

Finalmente, com referência à realização da Oficina sugerida na reunião SECTMA/MMA/CERBCAA do dia 28.09.2010, ficou deliberado os seguinte:

1. Realização da Oficina Técnica, conforme discussões anteriores entre a Coordenação do CERBCAA, MMA e a SECTMA, e, de acordo com as discussões da 1ª reunião do GT, para discutir e propor uma lista de áreas prioritárias para criação de Unidades de Conservação no Estado a ser apresentada na próxima Reunião do CONSEMA-PE.

2. Apresentação da lista preparada pelo GT do CERBCAA como ponto de partida para discussão durante a oficina.

3. Data da Oficina: 08.11.2010

4. Horário: 09:00 – 17:00

5. Local: Auditório do IPA (1ª opção) ou Auditório da Perpart (2ª opção)

6. Programação: Introdução (Coordenador do CERBCAA, Rodrigo, MMA), Apresentação da proposta do GT, Apresentação de novas propostas pelos participantes, - Desenvolvimento da proposta final.

7. Participantes: GT-CERBCAA, Sectma, MMA. Rodrigo, FUNAI, ITEP, FUNDAJ, IBAMA, ICMBIO, UFPE, UFRPE, UNICAP, UPE, ASA-PE, AMUPE, UNIVASF/CRAD, CHESF, CODEVASF, IPA.

Esperamos ansiosamente a realização da Oficina proposta oportunidade em que se poderá decidir sobre a criação de uma ou mais Unidades de Conservação no Estado de Pernambuco.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

EXTINÇÃO DA ESPÉCIE BALEIA.

Foto: Greenpeace


Caros amigos,

Muitas baleias estão entre o 1/3 de toda a vida no planeta que está à beira da extinção. Governos estão se reunindo esta semana para considerar um plano ousado de proteger 20% dos oceanos e terra firme até 2020.

Nós só temos alguns dias e um chamado internacional poderá fazer a diferença. Clique para assinar a petição pelo plano 20/20 e encaminhe este alerta:

Hoje existem apenas 300 baleias francas do atlântico norte e 99% das baleias azuis já foram eliminadas. Estes majestosos gigantes estão ameaçadas de extinção e seu caso está sendo usado como exemplo repetidamente. Mas na realidade, um terço de todas as formas de vida no planeta estão à beira da extinção.

O mundo natural está sendo esmagado pela atividade humana, poluição e exploração. Mas existe um plano para salvá-lo - um acordo mundial para criar, financiar e implementar áreas protegidas cobrindo 20% das nossas terras e mares até 2020. Agora mesmo, 193 governos estão reunidos no Japão para enfrentar esta crise.

Nós só temos 3 dias até o fim desta reunião crucial. Especialistas dizem que os políticos estão hesitantes em adotar um objetivo tão ambicioso, mas que um clamor público mundial poderá fazer a diferença, mostrando aos governantes que os olhos do mundo estão sobre eles. Clique para assinar a petição urgente e encaminhe este email amplamente - a mensagem será entregue diretamente para a reunião no Japão:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/?vl

Ironicamente 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. Os nossos governos já deveriam estar caminhando para "uma redução significativa da taxa atual da perda da biodiversidade". Eles falharam repetidamente, cedendo para a indústria e trocando assim a proteção das espécies por lucros limitados. Nossos animais, plantas, oceanos, florestas, solos e rios estão sufocando sob fardos imensos de super-exploração e outras pressões.

Os seres humanos são a principal causa desta destruição. Mas podemos reverter a situação - já salvamos espécies da extinção antes. As causas do declínio da biodiversidade são vastas e salvá-la vai exigir uma guinada das promessas vagas, sem clareza de quem financia a proteção, para um plano ousado, com fiscalização rigorosa e financiamento sério. O plano de 20/20 é justamente isto: os governos serão forçados a executar programas rigorosos para garantir que 20% das nossas terras sejam protegidas até 2020, e para isso aumentar drasticamente o financiamento.

Tem que ser agora. Em todo o mundo o quadro está cada vez mais sombrio - há apenas 3.200 tigres na natureza, os peixes dos oceanos estão se esgotando e nós estamos perdendo fontes de alimentos ricos para a monocultura. A natureza é resistente, mas temos que prover espaços seguros para ela se recuperar. É por isso que esta reunião é fundamental - é um momento decisivo para acelerar ações baseadas em compromissos claros para proteger nossos recursos naturais.

Se os nossos governos sentirem a pressão esmagadora do público para serem corajosos nós podemos convencê-los a aderirem ao plano de 20/20 nesta reunião. Mas para isto vamos precisar que cada um de nós que está recebendo esta mensagem, faça-a ecoar até chegar na convenção no Japão. Assine esta petição urgente abaixo e depois encaminhe-a amplamente:

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/?vl

Este ano os membros da Avaaz tiveram um papel fundamental na proteção dos elefantes, defendendo a proibição da caça às baleias, e garantindo a maior Reserva Marinha do mundo nas Ilhas Chagos. Nossa comunidade tem mostrado que podemos definir objectivos ambiciosos - e vencer. Esta campanha é a próxima etapa na batalha essencial para criar o mundo que a maioria de nós em todos os lugares querem - onde os recursos naturais e das espécies são valorizados e o nosso planeta está protegido para as futuras gerações.

http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/?vl.

RISCO DE EXTINÇÃO DE DIVERSOS ANIMAIS.





(Fonte: JORNAL NACIONAL
Edição do dia 26/10/2010)
Estudo revela risco de extinção enfrentado por diversas espécies animais
As principais causas apontadas foram as agressões ao meio ambiente ao redor do planeta. Aproximadamente 20% de todas as espécies estão ameaçadas.
Um estudo divulgado nesta terça-feira à noite pela revista Science, uma das mais respeitadas do mundo, revelou o risco de extinção enfrentado por diversas espécies animais. As agressões ao meio ambiente, ao redor do planeta, foram apontadas como a principal causa.
Do urso ao sapo. Do tubarão à arara. Vinte e cinco mil espécies de mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes, que estão na lista de animais ameaçados de extinção, foram analisadas por 174 cientistas do mundo todo.
Pela primeira vez os animais foram vistos numa escala global. E a descoberta foi desagradável.
De acordo com a pesquisa 20% de todas as espécies de vertebrados estão ameaçadas: 41% de todos os anfíbios; 33% dos peixes cartilaginosos, como os tubarões; 25% de todos os mamíferos; 22% dos répteis; 15% dos peixes ósseos, como o bacalhau e o atum e 13% das aves estão em risco de desaparecerem.
O estudo mostra que esses números são crescentes. Em média, 52 tipos de aves, mamíferos e anfíbios ficam mais perto da extinção a cada ano.
E, para os pesquisadores, tudo isso poderia ser 20% pior. Só não foi por causa do esforço mundial de preservação, afirmam os cientistas. Mas um esforço, segundo eles, insuficiente para reverter os danos causados pelo manuseio da terra, pelas mudanças do clima e pelo aquecimento dos oceanos.
E os pesquisadores destacam que as espécies estão desaparecendo num ritmo mais alarmante em regiões tropicais: a pior situação, de acordo com o estudo, é no sudeste asiático, onde a expansão agrícola, a extração de madeira e a caça são intensas. No continente africano, grupos inteiros de mamíferos podem deixar de existir com a destruição de florestas.
A Amazônia, claro, também aparece na pesquisa. Os cientistas alertam que a combinação de desmatamento florestal e alterações climáticas leva à seca na região e isso pode acabar com a vegetação e com os alimentos dos animais.

DIAS PARA IMPEDIR A EXTINÇÃO EM MASSA.




AVAAZ.Org
Dias para impedir a extinção em massa
Um terço de todos os animais e plantas sofrem risco de extinção - baleias azuis ameaçadas, recifes de corais e muitas outras espécies. A onda de extinção causada por humanos atingiu uma velocidade não vista desde a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos atrás.

Mas existe um plano para salvá-los - um acordo global para criar, financiar e implementar áreas protegidas abrangindo 20% dos nossos mares e terras até 2020 . Agora, 193 governos estão reunidos no Japão para enfrentar esta crise. Mas sem a pressão pública, é provável que eles ficam aquém da ações ousadas necessárias para evitar o colapso dos ecossistemas de todo o mundo.

Este encontro termina sexta-feira dia 29 de outubro - não temos tempo a perder. Vamos construir rapidamente um clamor público global pedindo para os governos salvarem a vida na Terra. Assine a petição abaixo e ela será entregue diretamente para a reunião:

Para todas as partes da Convenção sobre Biodiversidade:
Um terço das espécies da Terra estão à beira da extinção. Apelamos para que você concorde urgentemente em criar, executar e financiar a proteção de 20% dos nossos oceanos e terras até 2020. Somente uma ação ousada e imediata vai proteger a rica diversidade da vida no nosso planeta.

SOB RISCO DE COLAPSO.



ESTADÃO.COM.BR/TÓPICOS
Sob risco de colapso
No mundo, 70% das espécies comerciais estão com estoques baixos; no Brasil, índice chega a 80% no Sudeste
27 de outubro de 2010 0h 00
Karina Ninni ESPECIAL PARA O ESTADO - O Estado de S.Paulo
A redução drástica da população de algumas espécies de peixes e crustáceos e o desaparecimento de outras foram tema de debate na Conferência da Biodiversidade, em Nagoya, Japão, que acaba na sexta-feira. Especialistas repisaram o alerta: por milênios o ser humano encarou o mar como fonte inesgotável de alimento, mas isso não vale mais, não no planeta de 6,6 bilhões de habitantes. O grande vilão do fenômeno é a pesca desordenada, que no Brasil já ameaça mais de 80% dos estoques do Sul e Sudeste e 50% no Norte e Nordeste.
O relatório Global Ocean Protection, recém-lançado em Nagoya, é claro. "Alguns estoques estão próximos do colapso e não deveriam mais ser pescados. E todos deveriam ser alvo de planos de uso sustentável de longo prazo", afirma Caitlyn Toropova, uma das autoras do estudo.
Relatório divulgado este mês pela ONG World Wildlife Foundation indica que 70% das espécies comerciais do mundo, como o bacalhau do Atlântico Norte e o atum do Mediterrâneo, estão com estoques baixos.
No Brasil, o Censo da Vida Marinha divulgado este mês pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) indica que, das 1.209 espécies de peixes catalogadas na costa e nos estuários, 32 são sobre-exploradas. O caso dos crustáceos é ainda pior: a sobrepesca afeta 10 de 27 espécies.
A situação é agravada pela falta de políticas de ordenamento da atividade pesqueira. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)calcula em 350 mil o número de pescadores profissionais do País, que respondem por 70% da captura de espécies marinhas na costa. De acordo com o MPA, existem 60 mil embarcações artesanais e cerca de 10 mil industriais nos 3,5 milhões de quilômetros de quadrados de mar sob jurisdição brasileira.
Pelos números oficiais, foram tiradas dos mares brasileiros 585.671,5 toneladas de pescado em 2009. Mas o sistema de licenciamento, a permissão para a pesca de uma determinada espécie, foi criado nos anos 70 e 80, quando os estoques eram outros.
"É comum, na ausência de um recurso para o qual tem permissão de pesca, que o pescador se volte para outro. A verdade é que não se sabe quem está pescando o quê e com qual licença", diz o professor Jose Angel Alvarez Perez, integrante do Grupo de Estudos Pesqueiros da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina.
Segundo Perez, existem espécies em que há sobrepesca há décadas, para as quais não se deveria mais conceder licenças de captura, como a corvina. "E há outras, como os linguados, para as quais não há nenhuma instrução normativa para a captura."
"Na Europa, diferentes países dividem os recursos e isso favoreceu a normatização e a geração de informações. Os primeiros relatos de sobrepesca na Europa datam do século 19", afirma Antonio Olinto Ávila da Silva, pesquisador do Instituto de Pesca (IP) de São Paulo.
No entender de Perez, da Univali, o problema não é tanto de falta de informação, mas de adoção de políticas efetivas. "Em 2004 o MMA lançou uma lista das espécies ameaçadas de extinção e pela sobrepesca. A ideia era que, a partir da lista, o sistema de licenciamento para embarcações pesqueiras fosse revisto."
A presidente da Associação Litorânea Extrativista do Estado de São Paulo Isaura Martins dos Santos, de 54 anos, confirma a informação sobre o déficit de monitoramento. "A gente pesca tudo quanto é tipo de peixe, carapeva, parati, peixe-espada, corvina. Não fazemos uma pescaria específica, isso só de camarão, mas o que acontece é que a escassez é para tudo. O que diminuiu foi a quantidade, não o tamanho", argumenta Isaura, que, além de pescar há 24 anos, é casada com um pescador.
Um dos problemas apontados por especialistas é a falta de entrosamento entre as instituições responsáveis pelo licenciamento e pela fiscalização da pesca. "Imaginávamos que a criação do Ministério da Pesca fosse melhorar o problema da governança, mas isso não aconteceu, porque o MPA e o MMA não trabalham integrados. O MPA existe para fomentar a produtividade e tem mais força política do que o MMA", diz Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace.
Passivo. "A nova Lei de Pesca foi sancionada no ano passado, mas há três anos estamos criando um novo sistema de permissões. Só que o passivo é muito grande", diz Cleberson Carneiro Zavaski, secretário-executivo do MPA. "No passado foi incentivado um crescimento desordenado que potencializou a sobrepesca de algumas espécies."
Para Ávila, do IP, é preciso diferenciar sobrepesca de colapso. Segundo ele, se bem administrada a sobrepesca é uma ferramenta importante para o manejo dos estoques. "Quando você pesca mais do que deveria, significa que o estoque que ficou na água vai ter mais condições de se reproduzir: mais espaço, mais alimento etc. Só quando há sobrepesca por anos seguidos é que os estoques começam a cair."
"A pesca tem uma importância muito mais social do que econômica e as políticas públicas deveriam levar isso em conta. No Estado que mais pesca no País, Santa Catarina, a participação da pesca no PIB é risível", diz Ávila. "O processo de gestão pesqueira tem de ser participativo. Não adianta criar uma boa lei se não houver um trabalho intenso com uma população pouco alfabetizada, para a qual a pesca artesanal é a principal fonte de renda." / COLABOROU REJANE LIMA.
TUBARÃO
Barbatanas, carne, óleo de fígado, cartilagens e peles: tudo se aproveita do tubarão. Por isso ele é cobiçado. O preço do quilo da barbatana do tubarão-martelo-recortado chega a US$ 100.

BACALHAU
O maior estoque do mundo de Bacalhau do Atlântico Norte (Gadus morhua) está no Mar de Barents, ao norte da Noruega e da Rússia. Ele está na lista de espécies vulneráveis da IUCN .

ATUM AZUL
Usado nos sushis, o bluefin" está tão ameaçado que tem cotas de captura na Europa. Em junho, a temporada de pesca foi abreviada, porque a cota foi superada. Os estoques caíram 80% em 40 anos .

CORVINA
Espécie mais pescada no Sudeste depois da sardinha, está sobre-explorada há três décadas. É capturada com outras espécies por pescadores que têm licença para "peixes diversos" .

LAGOSTA
Em 1995, o Brasil pescou 10.338 toneladas de lagosta, o maior volume dos últimos 15 anos. Depois, a produção caiu. Hoje está na casa das 7 mil toneladas. O Nordeste é o maior produtor do País .

CAMARÃO-ROSA
Está na lista de espécies sobre-exploradas do MMA. O volume pescado oscila bastante historicamente. Em 2006, foi registrada a maior captura dos últimos anos: 12.382 toneladas.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CONHEÇA MAIS SOBRE O PANTANAL -PATRIMÔNIO NATURAL DA HUMANIDADE E RESERVA DA BIOSFERA.

(Fonte: Folha Online)

O Pantanal ocupa territórios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em 1977, com a separação, Mato Grosso do Sul ficou com dois terços de sua área. São 89.318 km² de planície alagada por 175 rios que formam a Bacia do Rio Paraguai, onde se abrigam 650 espécies diferentes de pássaros, 300 de peixes, 167 de répteis, 35 de anfíbios, além de 95 de mamíferos. Em um simples passeio a pé, a cavalo ou de barco, é possível avistar jacarés, capivaras tamanduás e veados convivendo em harmonia com milhares de pássaros como tuiuiús, araras azuis, tucanos e ariranhas. Esse ecossistema é ainda mais rico em microelementos e insetos.

Considerado Patrimônio Natural da Humanidade e reserva da Biosfera pela Unesco, o Pantanal chama a atenção do mundo inteiro não só por suas belas paisagens, mas pela riqueza de seus ecossistemas e de sua biodiversidade, formados por três outros biomas: Cerrado, Chaco Boliviano-Paraguaio e Floresta Amazônica, contando ainda com a presença de espécies da Caatinga.

Através dos anos, a população pantaneira foi aprendendo a conviver harmoniosamente com a sua privilegiada natureza. Inicialmente, com as lições dos povos indígenas, depois, com o desenvolvimento de uma consciência ecológica que permeou toda a cultura regional.

Para o pantaneiro e escritor corumbaense Augusto César Proença, "No Pantanal tudo depende das águas. São elas que condicionam os diversos tipos de vida, levam o homem a ter necessidade de mudanças nas grandes enchentes, modificam os solos, obrigam certas aves a migrar para outros lugares do planeta, empurrando o gado para cima das cordilheiras, quebram a monotonia da planície, ilhando muitas fazendas, obrigando ao emprego de canoas que substituem os cavalos para conduzir a criação aos lugares mais altos e, portanto, livres do desespero das águas. Quem vive no Pantanal e dele depende sabe o quanto é difícil adaptar-se a essa natureza insconstante e até certo ponto bravia. Paga a sua cota de provação e, sobretudo, tem que se sujeitar aos caprichos tão repentinos e imprevisíveis das águas, que muitas vezes exageram em transbordar".

Fauna e Flora

É no Pantanal que vive o maior felino brasileiro, a onça-pintada. Nos rios, baías e lagos é vasta a quantidade de peixes, moluscos, crustáceos e anfíbios. Tamanduás-bandeira e tamanduás-mirins, caxinguelês, quatis, cotias, pacas, lagartos, tatus, porcos-do-mato, queixadas e ariranhas. Há centenas de tipos de aves e peixes na região. Outros animais que vivem nesse habitat são as lontras, antas, jaguatiricas, gatos-do-mato, cachorro-vinagre, lobo-guará e cervo-do-pantanal. Na região também há morcegos, rato-do-cerrado e macacos, principalmente bugios, macacos-prego e sagüis. Ainda flamingos, biguás, socós, garças, patos, marrecos e jaburus. É grande a quantidade de espécies de formigas, cupins, aranhas e mosquitos.

O Pantanal Mato-Grossense apresenta-se como uma das mais importantes regiões do mundo, relacionadas à manutenção da avifauna. Sua grande diversidade de espécies e habitat, faz dele um rico e importante local para o desenvolvimento deste tipo de fauna, apresentando vasta oferta de alimentos, abrigo e locais para reprodução. A diversidade da fauna do Pantanal é muito grande, apresentando, segundo especialistas, aproximadamente 90 espécies de mamíferos, 700 de aves, 160 de répteis, 260 de peixes e 45 de anfíbios.

Neste ecossistema, são encontradas várias espécies da fauna, típicas de seus biomas vizinhos, como o Cerrado e a Amazônia, sendo considerada uma das mais importantes regiões do mundo para aves aquáticas, atraindo aves migratórias da região temperada. Os tuiuiús Jabiru mycteria, os biguás Phalacrocorax brasilianus, garças, colhereiros Platalea leucorodia, patos das mais variadas espécies, araras, como a arara-azul

Anodorhynchus hyacinthinus, e papagaios são facilmente observados na região.

O regime de cheias e vazantes e a alta disponibilidade de alimentos faz da região do Pantanal um importante local de alimentação, descanso e reprodução para muitas espécies, constituindo-se assim, um singular sítio de biodiversidade. Nos rios, baías e lagoas são encontradas cerca de 230 espécies de peixes, dentre as quais se destacam a piranha, o pintado, o pacu, o curimbatá e o dourado.

Parque Nacional Patrimônio Natural da Humanidade

O Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense (PNPM) foi criado em 1981 por meio do Decreto número 86.392, que tem como objetivos proteger e preservar amostras de ecossistemas pantaneiros, bem como sua biodiversidade, mantendo o equilíbrio dinâmico e a integridade ecológica dos ambientes contidos no Parque.
O Pantanal representa o elo de ligação entre o cerrado, no Brasil Central, o chaco, na Bolívia e Paraguai, e a região amazônica, ao norte. O reconhecimento internacional da grande importância que a região pantaneira representa na preservação da biodiversidade é demonstrado pelos títulos que lhe foram conferidos, como por exemplo:

Reserva da Biosfera Mundial: Título concedido pela Conferência da Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (Unesco), ao Pantanal Mato-grossense, em 9 de novembro de 2000;

Patrimônio Natural da Humanidade: reconhecimento dado ao PNPM, também pela Unesco, em 29 de novembro de 2000;

Sítio Ramsar: O PNPM recebeu esse reconhecido em 24 de maio de 1993, pelo fato de conter uma das maiores concentrações de fauna do neotrópico, abrigando várias espécies de mamíferos, aves, répteis e peixes, ameaçadas de extinção.

O estado de Mato Grosso, onde está localizado o PNPM, possui áreas significativas, preservadas por meio de unidades de conservação federais como o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, Estação Ecológica da Serra das Araras, Estação Ecológica de Iquê, Estação Ecológica de Taiamã.

Pantanal é um espetáculo de vida

O turismo já é a terceira principal atividade econômica de Mato Grosso do Sul. Ecologia, pesca, eventos, patrimônio histórico, flora e fauna tornam o Estado potencial centro turístico. E o principal apelo da chamada indústria sem chaminé é o Pantanal, onde a vida faz o espetáculo.

Na Nhecolândia, a seis horas de carro de Campo Grande, está concentrada a porção mais rica em fauna do Pantanal. Por estar numa zona de baixo relevo e altitude, dezenas de rios confluem para essa área, formando lagos e vazantes que servem de bebedouros para os animais o ano todo, inclusive no período da seca, de junho a novembro.

Ao amanhecer, quando o céu explode em tons avermelhados e os pássaros saem dos ninhos e voam de um lado para outro em movimento sincronizado, é possível ter a dimensão da beleza desse importante ecossistema.

O Pantanal abriga 650 espécies diferentes de pássaros, 300 de peixes, 167 de répteis, 35 de anfíbios, além de 95 de mamíferos. Em um simples passeio a pé, a cavalo ou de barco, é possível avistar jacarés, capivaras tamanduás e veados convivendo em harmonia com milhares de pássaros como tuiuiús, araras azuis, tucanos e ariranhas. Esse ecossistema é ainda mais rico em microelementos e insetos, já tendo sido catalogadas, por exemplo, mais de mil espécies de borboletas.

Considerado Patrimônio Natural da Humanidade e reserva da Biosfera pela Unesco, o Pantanal chama a atenção do mundo inteiro não só por suas belas paisagens, mas pela riqueza de seus ecossistemas e de sua biodiversidade, formados por três biomas: Cerrado, Chaco Boliviano-Paraguaio e Floresta Amazônica, contando ainda com a presença de espécies da Caatinga.

O Pantanal é um dos mais delicados e valiosos patrimônios naturais do Brasil. A dinâmica que regula o ciclo das águas, a fauna e a flora pantaneira, comprova uma interdependência de vida. Basta que um elemento diferente interfira para que a cadeia se fragmente ou se modifique.

Através dos anos, a população local foi aprendendo a conviver harmoniosamente com a sua privilegiada natureza. Inicialmente, com as lições dos povos indígenas, depois, com o desenvolvimento de uma consciência ecológica que permeou toda a cultura regional. O Estado tem um extraordinário patrimônio hídrico, formado pelas bacias do rio Paraguai e do rio Paraná e pelo Aqüífero Guarani.

Corumbá é conhecida como a Capital do Pantanal e destaca-se no turismo de pesca às margens do rio Paraguai, que possui uma grande diversidade de espécies de peixes. Há ainda mergulhos, turismo contemplativo (Estrada Parque) e visitas às minas do Urucum, além de safári fotográfico, treking, passeios de barcos e a cavalo.

A abundância de animais faz da região do Pantanal um dos lugares mais propícios do Brasil para observação da flora, fauna e para a prática da pesca – permitida somente entre março e outubro. A área total é de 230 mil quilômetros quadrados, abrangendo 12 municípios dos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao Norte, estão as serras dos Paracis, Azul e do Roncador. A Leste, a Serra de Maracaju. Ao Sul, a Serra da Bodoquena.

*Corumbá fica no extremo Oeste do Brasil e, durante muito tempo, foi acessada quase que exclusivamente pelo rio Paraguai. Hoje, pode-se chegar até lá de carro, ônibus, trem, avião e, obviamente, de barco.
Principais pontos turísticos no Pantanal

Poconé

A cidade de Poconé fica a 100 quilômetros de Cuiabá e é um dos pontos de partida para quem pretende visitar o Pantanal mato-grossense. É por Poconé que os turistas chegam à rodovia Transpantaneira, que leva ao Porto Jofre. Saindo da cidade também é possível viajar pela MT-370, que vai até Porto Cercado. O acesso a Poconé é feito, por Cuiabá, seguindo por 11 quilômetros pela BR-070 e depois mais 89 quilômetros pela MT-060 em estrada asfaltada. A cidade possui um aeroporto para pequenas aeronaves.

Porto Jofre

O acesso a Porto Jofre é feito pela rodovia Transpantaneira, principal porta de entrada ao Pantanal. Ao percorrer a estrada é possível observar uma grande variedade de pássaros, de diversas espécies, além de muitos jacarés e capivaras que vivem nesse habitat. As aves que são mais vistas nessa localidade são, principalmente aquelas que se alimentam de peixes e moluscos, como o caso de tuiuiús, cabeças-secas, garças, baguaris, colhereiros, curicacas, gaviões, além de dezenas de aves migratórias que passam temporadas na região. Às margens da Transpantaneira encontram-se também muitas pousadas e hotéis-fazendas, desde os mais sofisticados aos mais rústicos.

Como chegar: de Poconé ao Porto Jofre são 149 Km por estrada de terra (Rodovia Transpantaneira).

Porto Cercado

Para chegar a Porto Cercado, o acesso é pela rodovia MT-370, saindo de Poconé. O local também é referência para a visitação ao Pantanal mato-grossense. No trajeto, é possível observar também uma série de animais característicos da fauna pantaneira, semelhante ao que é avistado na Transpantaneira. Dezenas de pontes sobre a planície alagada fazem parte do trajeto. Ao final está a Estância Ecológica Sesc Pantanal, que possui uma grande estrutura de lazer e hospedagem com trabalhos orientados para o desenvolvimento sustentável adequados à educação ambiental e pesquisa científica.

Na Estância Ecológica os turistas podem realizar passeios de barco pelos rios, baías e corixos, além de conhecer a vida do dia-a-dia do pantaneiro. Passeios de cavalo, pescaria e visita aos ninhais são alguns dos outros atrativos da região.

Como chegar: de Poconé a Porto Cercado são 43 Km por estrada de terra (MT-370).

Baías de Chacororé e Siá Mariana

As duas baías pantaneiras ficam no município de Barão de Melgaço (135 km de Cuiabá), que é a cidade mais pantaneira de Mato Grosso. A baía de Chacororé tem um diâmetro aproximado de 15 quilômetros, sendo que na época da cheia ela fica duas vezes maior que a baía de Guanabara. A baía de Siá Mariana também é um viveiro natural que atrai muitos turistas na época de pesca permitida. Para chegar às baías, o acesso pode ser pela rodovia BR-364 e em seguida pela MT-361, chegando em Barão de Melgaço. Outra alternativa, também por terra, é saindo de Cuiabá a passando por Santo Antônio de Leverger. Esse caminho é mais curto, mas deve ser feito na época da vazante, de julho a dezembro.

Aquidauana

Localizada no Pantanal Sul, Aquidauana é um autêntico paraíso povoado por exuberantes espécies da fauna e flora que se espalham por uma imensa planície inundável, formada por baías, colinas, cordilheiras, vazantes e corixos. É um dos portões de entrada para o lado Sul do Parque Nacional do Pantanal e tem localização privilegiada na região da Serra de Piraputanga. No século XVI, os espanhóis fundaram o povoado de Xaraés, que deu origem à cidade, às margens do Rio Aquidauana. Os índios da região chamam a planície local de Mar de Xaraés.

Miranda

Miranda é considerada o Portal do Pantanal Sul, visto que a grande planície alagadiça começa praticamente dentro da cidade. Desde a sua entrada, o turista já encontra uma flora tipicamente pantaneira nos dois lados da rodovia - assim como várias espécies da fauna, com destaque para as aves. E aí começam os atrativos colocados à disposição dos turistas, como áreas de camping, hotéis e pesqueiros.

Rio São Lourenço

No coração da região pantaneira, o rio tem pacus, pintados e cacharas. A pesca dos dourados com isca artificial é muito produtiva, principalmente nas galhadas. Convém contratar um guia que conheça bem os pontos menos freqüentados. A melhor época para a pesca é de julho a novembro.

Rio Paraguai

A espinha dorsal do Pantanal é o Rio Paraguai, que corta a região de norte a sul e recebe as águas dos rios Miranda, Aquidauana, Taquari e Cuiabá. De outubro a abril, as cheias fazem surgir enormes lagos, baías, braços de rio e corixos - canais de escoamento.

Instituto Luiz de Albuquerque

No museu podem-se encontrar animais empalhados, peças de várias tribos indígenas da região, sessões de artes plásticas e de artesanato em couro e barro, utensílios usados nas fazendas centenárias, objetos pessoais dos primeiros desbravadores do Pantanal e do Marechal Cândido Maria da Silva Rondon. O prédio de arquitetura francesa, construído em 1922 para abrigar um grupo escolar, foi restaurado para dar espaço, além do museu, a duas bibliotecas.

Forte Coimbra

Localizado numa área de difícil acesso - apenas avião ou barco chegam ao local - foi construído em 1775 para defender o território brasileiro contra as invasões espanholas. Foi cenário de batalhas também na época da Guerra do Paraguai. Tombado em 1975, hoje é sede da artilharia de costa da 18º Brigada de Infantaria de Fronteira do Exército.

Casario do Porto

Em 1814, o Porto foi o 3º maior da América Latina. Desembarcavam transatlânticos com mercadorias para compra e venda da Europa para o Brasil. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1992, o cartão postal da cidade ainda guarda vestígios de um período de grande prosperidade. Os prédios abrigavam grandes empórios, 25 agências bancárias internacionais, curtumes e a primeira fábrica de gelo do Brasil. O prédio Wanderley Baís&Cia, construído em 1876, é um dos mais belos do porto. No local funciona hoje a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Turismo e a Fundação de Cultura do Pantanal. Outro casarão de igual valor arquitetônico é a casa Vasquez & Filhos, construída em 1909 pelo arquiteto italiano Martino Santa Lucci.

Forte Junqueira

Construído em 1871, logo após a Guerra do Paraguai, está localizado numa área privilegiada de onde se avista o Pantanal. Os 12 canhões fabricados na Inglaterra nunca foram usados. As paredes são de calcário e têm meio metro de espessura. O Forte, situado dentro do Quartel do 17º Batalhão de Caçadores, tem esse nome em homenagem a José Oliveira Junqueira, ministro da guerra na época de sua construção.

Estrada Parque

Podem-se ver, ao longo dos seus 120 Km e 87 pontes de madeira, aves, mamíferos e jacarés. Na Estrada Parque se encontra o Porto da Manga, que se destaca pela mostra maravilhosa da flora dos ipês, das bocaiúvas e animais vivendo em perfeito entrosamento. O acesso pode ser feito pela BR-262, a partir do Buraco das Piranhas, seguindo o sentido do Passo do Lontra; ou a partir de Corumbá, seguindo para Porto da Manga.
Ao Norte do Estado, Rio Verde, Coxim e Costa Rica oferecem opções de passeios ecológicos, pesca esportiva, safáris fotográficos ou de contemplação.

O tuiuiú é um dos símbolos do Pantanal. É a maior ave voadora do Brasil medindo um metro e pesando até oito quilos.

Considerado Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, o Pantanal é um ecossistema com cerca de 230 mil km² de extensão.

O maior mamífero da América do Sul vive no Pantanal. É a anta, que apesar de poder chegar a até 300 quilos, é uma excelente nadadora.

Uma infinidade de répteis vive no Pantanal, sendo o jacaré um dos mais conhecidos e numerosos.

É no Pantanal mato-grossense que vive o maior felino brasileiro, a onça-pintada.

Mais de 80 espécies de mamíferos vivem na planície alagada do Pantanal.

Nos rios, baías e lagos é vasta a quantidade de peixes, moluscos, crustáceos e anfíbios.

No Pantanal, milhares de espécies da fauna convivem em harmonia com uma flora exuberante.

A capivara é o maior roedor do mundo e vive em regiões alagadas, como o Pantanal. Ela pode chegar a até 80 quilos.

A fauna pantaneira é muito rica. Lá vivem, por exemplo, cerca de 650 espécies de aves.

CERRADO - TRAJETÓRIA DO 'PRIMO POBRE' DOS BIOMAS BRASILEIROS.

Cerrado (Foto UNB)

Publicado:setembro 2, 2010

O bioma, que concentra um terço da nossa biodiversidade, é a maior vítima dos 204 mil focos de queimadas registrados no País até agosto.

Washington Novaes, para O Estado de S.Paulo.

De 1.º de janeiro a meados de agosto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 204,8 mil focos de queimadas no País, quase 180% mais que em igual período do ano passado, quando foram 73,1 mil (O Globo, 14/8). A região do Cerrado é a mais atingida e Mato Grosso, o Estado mais vulnerável, com 47,3 mil focos (16,5 mil em igual período do ano passado). Em Mato Grosso do Sul foram 8,1 mil. No Piauí, foram 365% mais; no Distrito Federal, 250%, em Goiás, Bahia e Minas mais de 100% acima dos números do ano passado. Uma das maiores unidades de conservação do Cerrado, o Parque Nacional das Emas, em Goiás, com 132 mil hectares, que ainda se recuperava de incêndios de 1994 e 2005, perdeu 80% da área em nova queimada. O Parque da Serra dos Pireneus, em Pirenópolis, perdeu 40%. Goiás registrou 586 focos de queimadas em apenas uma quinzena.

Nada a estranhar. Com mais de 100 dias sem chuvas nesta época de estiagem, com a média de temperaturas mínimas este ano 3,8 graus acima da média histórica de 30 anos, a média das máximas (31,2 graus) também 2,2 graus acima da média, a umidade do ar baixando a 13%, basta uma ponta de cigarro, uma fagulha das queimadas de pastos, um raio, para atear um incêndio de grandes proporções. Está sendo assim em todos os Estados do Cerrado.

Que perspectiva pode ter o Cerrado, mesmo com o Senado havendo recentemente incluído o bioma (e a Caatinga) entre os patrimônios nacionais, ao lado da Floresta Amazônica, da Mata Atlântica, da Serra do Mar e do Pantanal? Corrige-se uma omissão de 22 anos, mas não se muda a situação só com objetivos no papel. Pode ajudar a anunciada intenção do governo federal de cortar o crédito bancário oficial no Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado, prometido para este mês, em decreto. Mas ainda será pouco para impedir a perda média anual de 0,69% na vegetação observada entre 2002 e 2008 – com um total de 4,17% ou 85.074 quilômetros quadrados desmatados no bioma nesse período (na Amazônia foram 110.068 km;²; na Caatinga, 16.576 km²; no Pantanal, 4.279 km²; no Pampa, 2.183 km²).

Mais grave ainda é o monitoramento por satélites haver registrado em unidades de conservação, assentamentos rurais e terras indígenas a perda de 7,94 mil km² de matas nativas. Como também o estudo que revelou não haver resultado em qualquer avanço social o desmatamento nos 50 municípios que mais cortaram árvores, nem mesmo em crescimento puro e simples do PIB (Correio Braziliense, 24/5). E uma das causas do avanço na devastação foi o Cerrado ter sido deixado de fora do zoneamento federal para expansão das culturas de cana. Assim como a tolerância para o consumo de carvão vegetal do Cerrado em siderúrgicas, principalmente de Minas – prática que o então ministro Carlos Minc disse que precisa ser tolerada até 2013, embora já admitisse que o desmatamento está “perto do descontrole” (Estado, 17/3).

É um despautério. Afinal, o Cerrado significa um terço da rica biodiversidade brasileira e, portanto, uns 5% da biodiversidade planetária, uma das bases da vida, junto com os recursos hídricos. No Cerrado já foram catalogadas mais de 10 mil espécies vegetais, 800 aves, 160 mamíferos. Nele nascem 14% das águas que correm para as três grandes bacias nacionais – Amazônica, do São Francisco e do Paraná-Paraguai. Já há uns quatro anos, técnicos do Ministério do Meio Ambiente estimavam que a água estocada no subsolo do Cerrado – que havia sido calculada em sete anos do fluxo para essas bacias – caíra para três anos. Por causa do desmatamento, que leva à compactação do solo e dificulta a penetração e a retenção do líquido.

Quanto vale tudo isso? Há mais de dez anos, pesquisadores da Universidade da Califórnia, liderados por Robert Constanza, chegaram à conclusão de que, se fosse preciso substituir por ações humanas serviços prestados gratuitamente pela natureza (fertilidade do solo, regulação do clima, manutenção de fluxos hídricos etc), chegar-se-ia a um valor anual equivalente a três vezes o PIB global (uns US$ 180 trilhões, hoje). O renomado biólogo Thomas Lovejoy tem mostrado que só o comércio anual de medicamentos derivados de espécies vegetais chega a US$ 250 bilhões. Mas o Brasil não participa em quase nada disso – por não investir em pesquisa e aplicação da biodiversidade.

Um exemplo disso está na descoberta, há mais de 30 anos, por um cientista da USP em Ribeirão Preto, Sérgio Ferreira, de que havia no veneno da jararaca elementos capazes de bloquear mecanismos que influem no processo de elevação da pressão arterial em seres humanos. Se criasse métodos capazes de permitir a produção em massa de um medicamento com esse perfil, o valor comercial seria muito alto. Ele não conseguiu recursos no Brasil. Acabou aceitando convite de um laboratório americano e o medicamento passou a ser produzido lá. Hoje, o Brasil paga altas somas anuais pela importação.

É um entre muitos casos. Por isso, há poucos anos a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência propôs um projeto governamental de desmatamento zero na Amazônia, simultaneamente à aplicação de forte orçamento para formação de pesquisadores em biodiversidade naquele bioma e criação de centros voltados para essa atividade. Nada conseguiu. No Cerrado não é diferente. No ritmo em que as coisas vão, o Brasil terá dificuldade de cumprir a lei (e o “compromisso voluntário”) de reduzir em 40% (sobre os números previstos para 2020) as emissões de gases que intensificam o efeito estufa, já que 75% das nossas emissões decorrem de queimadas, desmatamentos e mudanças no uso do solo; dessas, mais de 50% têm sido atribuídas à Amazônia e o resto ao Cerrado.

Uma das razões centrais dos problemas no Cerrado está em que apenas 6,77% do território do bioma (que compreende 34% do território nacional) está protegido legalmente em unidades de conservação, quando a Convenção da Diversidade Biológica pede pelo menos 10%. Outra, no fato de as reservas legais obrigatórias no Cerrado (20% em cada propriedade, exceto na área de transição para a Floresta Amazônica, onde são 35%) não passarem de ficção legal. O proprietário só é obrigado a comprovar a existência da reserva no momento de venda da propriedade. Até ali, teoricamente é obrigado apenas a averbar a reserva no órgão ambiental do Estado, juntando um laudo de um topógrafo -, mas ninguém vai à propriedade comprovar se a reserva existe mesmo.

Se tudo isso não mudar, o Cerrado seguirá em sua trajetória de “primo pobre” dos biomas brasileiros, onde tudo é permitido, sob o pretexto de que é preciso “promover o desenvolvimento”.

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga