domingo, 13 de setembro de 2020

ESTUDO SOBRE ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE

Ecologia é a parte da Biologia que estuda as relações dos seres vivos entre si e destes com o meio. O termo, que foi usado pela primeira vez em 1866 por Ernest Haeckel, vem da junção de duas palavras gregas: Oikos, que significa casa, e logos, que quer dizer estudo. Assim sendo, ecologia significa o “estudo da casa” ou o “estudo do habitat dos seres vivos”.

Ciência ampla e complexa, a Ecologia preocupa-se com o entendimento do funcionamento de toda a natureza. Assim como vários outros campos de estudo da Biologia, ela não é uma ciência isolada. Para entendê-la, é necessário, por exemplo, conhecer um pouco de EvoluçãoGenética, Biologia Molecular, Fisiologia e Anatomia.

 Subdivisões da Ecologia

De uma maneira geral, a Ecologia pode ser subdividida em dois tipos: a autoecologia e a sinecologia. Na autoecologia, o estudo volta-se para uma determinada espécie ou indivíduo, analisando-se, principalmente, seu comportamento e os mecanismos adaptativos que garantem a sua sobrevivência em determinado meio. Já a sinecologia faz uma análise mais ampla, analisando grupos de organismos que interagem entre si e com o meio. Fica claro, portanto, que a autoecologia e a sinecologia detêm-se sobre diferentes níveis de organização.

 Níveis de organização em Ecologia

O estudo de Ecologia baseia-se em quatro níveis principais de organização, que obedecem a um arranjo hierárquico que agrupa sistemas mais simples até os mais complexos. Veja os níveis estudados em Ecologia:

 Populaçãoconjunto de organismos de uma mesma espécie que vivem juntos em uma determinada área e apresentam maiores chances de reproduzir-se entre si do que com outros indivíduos de outras populações.

 Comunidadesconjunto de populações de uma determinada região.

 Ecossistema: conjunto formado pela comunidade e os fatores abióticos.

 Biosfera: nível mais amplo e autossuficiente que corresponde a todos os seres vivos do planeta, abarcando as relações deles entre si e com o meio ambiente.

Independente do nível de organização estudado, compreender o meio em que o organismo vive é essencial no estudo da ecologia. Assim sendo, ao escolher uma espécie para análise, os ecólogos preocupam-se em conhecer seu habitat e seu nicho ecológico, ou seja, o local onde a espécie vive e seu papel naquela comunidade.

Outro ponto importante da Ecologia e que envolve todos os níveis de organização é a compreensão das relações existentes entre os seres vivos. As relações ecológicas demonstram como as diferentes espécies interagem e como os indivíduos de uma população comportam-se.

Mapa Mental: Ecologia

Para baixar o mapa mental em PDF, clique aqui!

 Por que é importante estudar Ecologia?

Ao estudar a Ecologia, os ecólogos conseguem visualizar de maneira clara como as espécies interagem entre si e conseguem coexistir em determinado ambiente, além de conseguir informações para a compreensão dos motivos que levam uma espécie a viver em uma área e a ausentar-se de outros locais. Também é possível compreender como uma espécie é capaz de influenciar uma determinada comunidade e os impactos gerados por ela. Por meio dessas análises, é possível fazer previsões a respeito do futuro de determinadas espécies e as consequências das mudanças nos padrões de uma comunidade.

É importante destacar também que a Ecologia é fundamental para a compreensão do futuro do planeta. A partir do momento que entendemos as espécies e suas necessidades, conseguimos analisar claramente como nossas atividades influenciam o meio. Sendo assim, o entendimento da Ecologia e a conscientização da população podem ajudar a garantir um futuro sustentável para o planeta.

Veja alguns dos principais tópicos estudados em ecologia:

·          

·         Cadeia alimentar

·         Ciclos biogeoquímicos

·         Ecossistema

·         Bioma

·         Habitat e Nicho Ecológico

·         Mudanças climáticas

·         Níveis tróficos

·         Pirâmides ecológicas

·         Poluição

·         Problemas ambientais brasileiros

·         Relações ecológicas interespecíficas e intraespecíficas.

·         Sucessão ecológica

·         Unidade;s de conservação

sábado, 12 de setembro de 2020

 

ESTUDO SOBRE ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE

 

Ecologia é a parte da Biologia que estuda as relações dos seres vivos entre si e destes com o meio. O termo, que foi usado pela primeira vez em 1866 por Ernest Haeckel, vem da junção de duas palavras gregas: Oikos, que significa casa, e logos, que quer dizer estudo. Assim sendo, ecologia significa o “estudo da casa” ou o “estudo do habitat dos seres vivos”.

Ciência ampla e complexa, a Ecologia preocupa-se com o entendimento do funcionamento de toda a natureza. Assim como vários outros campos de estudo da Biologia, ela não é uma ciência isolada. Para entendê-la, é necessário, por exemplo, conhecer um pouco de EvoluçãoGenética, Biologia Molecular, Fisiologia e Anatomia.

 

 Subdivisões da Ecologia

De uma maneira geral, a Ecologia pode ser subdividida em dois tipos: a autoecologia e a sinecologia. Na autoecologia, o estudo volta-se para uma determinada espécie ou indivíduo, analisando-se, principalmente, seu comportamento e os mecanismos adaptativos que garantem a sua sobrevivência em determinado meio. Já a sinecologia faz uma análise mais ampla, analisando grupos de organismos que interagem entre si e com o meio. Fica claro, portanto, que a autoecologia e a sinecologia detêm-se sobre diferentes níveis de organização.

 

 Níveis de organização em Ecologia

O estudo de Ecologia baseia-se em quatro níveis principais de organização, que obedecem a um arranjo hierárquico que agrupa sistemas mais simples até os mais complexos. Veja os níveis estudados em Ecologia:

 

 Populaçãoconjunto de organismos de uma mesma espécie que vivem juntos em uma determinada área e apresentam maiores chances de reproduzir-se entre si do que com outros indivíduos de outras populações.

 

 Comunidadesconjunto de populações de uma determinada região.

 

 Ecossistema: conjunto formado pela comunidade e os fatores abióticos.

 

 Biosfera: nível mais amplo e autossuficiente que corresponde a todos os seres vivos do planeta, abarcando as relações deles entre si e com o meio ambiente.

Independente do nível de organização estudado, compreender o meio em que o organismo vive é essencial no estudo da ecologia. Assim sendo, ao escolher uma espécie para análise, os ecólogos preocupam-se em conhecer seu habitat e seu nicho ecológico, ou seja, o local onde a espécie vive e seu papel naquela comunidade.

Outro ponto importante da Ecologia e que envolve todos os níveis de organização é a compreensão das relações existentes entre os seres vivos. As relações ecológicas demonstram como as diferentes espécies interagem e como os indivíduos de uma população comportam-se.

 

Mapa Mental: Ecologia

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

 

Chesf aumenta vazão da Hidrelétrica de Xingó para controle da turbidez da água a partir deste domingo

Vazão passa de 1.100 metros cúbicos por segundo para 1.300.

https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2020/04/05/chesf-aumenta-vazao-na-hidreletrica-de-xingo-para-controle-da-turbidez-da-agua-a-partir-deste-domingo.ghtml

G1- SE

05/04/2020

Usina Hidrelétrica de Xingó — Foto: Chesf/Divulgação/Arquivo

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) informou que aumentou a vazão da Usina Hidrelétrica de Xingó, entre os estados de Sergipe e Alagoas, de 1.100 metros cúbicos por segundo para 1.300, a partir deste domingo (5). O aumento mais recente da vazão foi registrado na última quarta-feira .

Segundo a Chesf, o aumento atende a um pedido da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), que apresentou a necessidade em razão do elevado teor de turbidez das águas do Baixo São Francisco, após as fortes chuvas que caíram na região.

A previsão é que a operação seja mantida até a qualidade da água voltar aos padrões normais de consumo para o abastecimento público.

A companhia alertou ainda, que durante o aumento da vazão é importante não manter a ocupação das áreas ribeirinhas situadas na calha principal do rio.

Sobre o assunto

Chesf eleva vazão da Usina de Xingó para 1300m³/s e alerta “deixar livre a calha do rio”

https://pa4.com.br/noticias/chesf-eleva-vazao-da-usina-de-xingo-para-1300m%C2%B3-s-e-alerta-deixar-livre-calha-do-rio/

 

Volume útil da Barragem de Sobradinho pode passar dos 85% para próximo final de semana

https://www.petrolinaemdestaque.com.br/2020/04/volume-util-da-barragem-de-sobradinho-pode-passar-dos-85-para-proximo-final-de-semana/

Pescadores se animam com aumento das águas do Rio São Francisco

https://www.redegn.com.br/?sessao=noticia&cod_noticia=129632

Drone invade hidroelétrica de Paulo Afonso

https://youtu.be/CKOUO2C7q3s

terça-feira, 16 de junho de 2020

Iniciamos a partir desta data a divulgação de Aulas sobre Ecologia e Meio Ambiente.
As primeiras Aulas são ministradas pela Dra. Lana MagalhãesLicenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA.
Esperamos que os Leitores façam Bom proveito das auas.l.

Meio Ambiente
Lana Magalhães
Lana Magalhães
Professora de Biologia
O meio ambiente é o local onde se desenvolve a vida na terra, ou seja, é a natureza com todos os seres vivos e não vivos que nela habitam e interagem.
Em resumo, o meio ambiente engloba todos os elementos vivos e não-vivos que estão relacionados com a vida na Terra. É tudo aquilo que nos cerca, como a água, o solo, a vegetação, o clima, os animais, os seres humanos, dentre outros.
Preservação Ambiental
A preservação do meio ambiente faz parte dos temas transversais presentes nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's).
O seu objetivo é incitar nos estudantes a importância de preservar o meio ambiente e os problemas causados pela intervenção humana na natureza.
Qual a diferença entre Preservação e Conservação Ambiental?
Os termos preservação e conservação ambiental são constantemente confundidos. Porém, cada um deles possui um significado e objetivos diferentes.
·         Preservação Ambiental: É a proteção sem a intervenção humana. Significa a natureza intocável, sem a presença do homem e sem considerar o valor utilitário e econômico que possa ter.
·          
·         Conservação Ambiental: É a proteção com uso racional da natureza, através do manejo sustentável. Permite a presença do homem na natureza, porém, de maneira harmônica.
Um exemplo de áreas de conservação ambiental são as unidades de conservação. Elas representam espaços instituídos por lei que objetivam proteger a biodiversidade, restaurar ecossistemas, resguardar espécies ameaçadas de extinção e promover o desenvolvimento sustentável.
Meio Ambiente e Sustentabilidade

Atualmente, as questões ambientais envolvem a sustentabilidade. A sustentabilidade é um termo abrangente, que envolve também o planejamento da educação, economia e cultura para organização de uma sociedade forte, saudável e justa.
A sustentabilidade econômica, social e ambiental é um dos grandes desafios da humanidade.
O termo sustentabilidade surge da necessidade de aliar o crescimento econômico com a preservação ambiental.

A essa nova forma de desenvolvimento, damos o nome de desenvolvimento sustentável. Ele tem como conceito clássico ser aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades.

sábado, 13 de junho de 2020

Prezados Amigos,

Passei alguns meses fora do circuito em decorrência de problemas de saúde na Família.
Estou de volta.
Reiniciarei a publicação de artigos e trabalhos sobre ecologia e meio ambiente.

Um bom fim de Semana.

Alipio Carvalhoi Filho

sábado, 30 de novembro de 2019


“Negócios do vento” no Nordeste brasileiro: caso a investigar
Heitor Scalambrini Costa
   Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

A geração de energia elétrica em larga escala, produzida a partir dos ventos, conhecida como energia eólica, tem crescido vertiginosamente no Nordeste brasileiro, o que significa ocupação crescente de grandes áreas para instalação dos aerogeradores, no bioma Caatinga, e em áreas costeiras. Em torno de 80% da capacidade instalada no país concentra-se no Nordeste.

A energia eólica é uma das fontes renováveis que apresenta mais vantagens, e menos riscos ambientais na geração de energia elétrica, desde que esta geração seja descentralizada (geração próxima do local de consumo, em menor escala de potência instalada). Mesmo assim diminui, mas não evita os efeitos colaterais sociais e ambientais provocados. Dai um grande erro de chamar qualquer fonte de energia, inclusive a eólica, a solar, de limpa.

Em todo mundo, o uso dessa fonte na geração de eletricidade tem tido um forte crescimento contribuindo ao necessário e desejável processo da transição da matriz energética mundial. Diminuindo assim, cada vez mais, a participação dos combustiveis fosseis e dos minerais radioativos nas matrizes energéticas nacionais. Questiona-se essencial a opção pela geração concentrada desta fonte energética.

No Brasil foi criado mecanismos de incetivos a promoção dessa fonte energética, dando prioridade ao modelo de grandes parques eólicos, as usinas, que produzem enormes quantidades de energia elétrica conectadas a rede de transmissão, e depois as redes de distribuição até o consumidor final . Privilegiando um modelo de expansão que provoca inúmeros problemas socioambientais.

Os principais elementos  destes mecanismos de incentivo são os contratos de longo prazo estabelecidos através de leilões (PPAs), e o finaciamento privilegiado do BNDES. Hoje existem cadeias produtivas da indústria de equipamentos da energia eólica, com fornecedores locais e empresas que se instalaram no Brasil. Constata-se que os principais protagonistas deste “negócio” são o setor financeiro, fundos de pensão, grandes investidores estrangeiros, grandes corporações, se associando a empresários nacionais, em alguns casos. Um negócio de “peixe grande”.

O que tem chamado atenção, e verificado “em campo”, é a atuação das empresas deste tipo de negócio, que tem agravado e causado sérios conflitos, principalmente pelos “modus operandi” de atuação destes empreendedores (sem generalizar).

Os contratos celebrados põem em dúvida os princípios de lisura e transparência da parte dos empreendedores. Posseiros são pressionados a assinarem os contratos e arrendamento sendo proibidos de analisarem o conteúdo de maneira independente, sempre induzidos por funcionários da empresa, acompanhados geralmente de moradores locais que sucumbiram a ofertas destas empresas. Assim, muitos trabalhadores ficam inibidos a procurarem orientações do que é proposto no contrato. Em sua grande maioria, os trabalhadores desconhecem o conteúdo dos contratos, sendo que algumas cláusulas põem em risco a autonomia dos moradores em suas terras, e no direito de uso dos seus territórios tradicionalmente ocupados

São recorrentes violações graves contra direitos dos posseiros, das populações tradicionais (agricultores familiares, quilombolas, pescadores, marisqueiras), e contra o meio ambiente. O executivo, legislativo, orgãos de fiscalização e de proteção do meio ambiente dos estados nordestinos e municípios, tem sido coniventes e omissos diante do avanço devastador dos “negócios do vento”.

Mais e mais denúncias de ameaças, violência contra posseiros, de contratos “draconianos” de arrendamento de terras, de compromissos não cumprido pelas empresas, recaem sobre estes empreendedores, que atuam nos vários Estados nordestinos,  e que tem usado e abusado do poder econômico para iludir e cooptar o poder local, regional, e lideranças comunitárias.

Lamentávelmente, fatos relatados e denunciados pelas populações atingidas não tem recebido eco junto aos orgão de Estado que deveriam, ao menos, investigar os abusos que estão sendo cometidos.

Esta é mais uma advertência sobre o que acontece com estas grandes obras, que se alastraram nos últimos anos, e estão contribuindo para o desmatamento da Caatinga, de restingas, dos resquícios da Mata Atlântica, da vegetação de brejos de altitude, …. Além de provocarem o exodo forçado das populações campesinas, assim alimentando e agravando o processo de urbanização caótica.

E as centrais solares fotovoltaica estão chegando com os mesmos problemas causados pelo “negócio dos ventos”.

Heitor scalambrini costa 

Cco:alipiocfilho@yahoo.com.br
21 de mar às 19:45
Estou encaminhando minha opinião, ainda sobre os negócios do vento. Caso considerem interessante divulgar, agradeço, cordiais saudações,heitor


CASTANHÃO ATINGE 2,94% DO SEU VOLUME TOTAL

A Cogerh chegou a colocar, ontem, no Portal Hidrológico, que o açude teria atingido o volume morto.

Acesse a matéria, na íntegra, no endereço abaixo

Honório Barbosa

14/12/2017


Para o Dnocs, o Açude atingiu o volume morto em outubro passado ( Foto: Kid Júnior )



COMENTÁRIOS
João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

Seguramente, esse colapso do Castanhão é a prova mais contundente da ausência, quase que total, na gestão dos recursos hídricos do Ceará e, como de resto, de todo o Nordeste semiárido. Para que se tenha ideia disso, essa represa tem um volume equivalente a cerca de três Baías da Guanabara - são 6,7 bilhões de m³ - os quais, se bem geridos, resolveriam os problemas de abastecimento do Baixo Jaguaribe e da Grande Fortaleza, por gerações. Mas o fato concreto é que o mau uso de suas águas, aliado a um longo e preocupante período de estiagem, resultaram nesse desastre já há bastante tempo anunciado pelos técnicos especialistas nesse setor! Só resta agora rogar aos céus, para que ocorra uma quadra chuvosa diferenciada no Ceará, com chuvas acima da média, para que a represa volte a ter sua capacidade recuperada e o cearense, a indispensável segurança no acesso às suas águas interiores.


Meus Prezados,
A partir do mês de dezembro, com a quadra chuvosa da bacia do Rio São Francisco em plena atividade, nos limitaremos a informar sobre os volumes dos postos de observação do Rio São Francisco, a recuperação gradual das represas de Três Marias, Sobradinho e Boqueirão de Cabaceiras, bem como a situação volumétrica das principais represas geradoras de energia do País.
Começaram a cair fortes chuvas na bacia do rio São Francisco. As vazões do rio começaram a subir em suas regiões do Alto e Médio curso. As represas de Três Marias e Sobradinho estão recuperando suas capacidades acumulatórias. Três Marias, por exemplo, está com uma afluência de 1198 m³/s e uma defluência de 85 m³/s, fato esse que resultou em aumento no percentual volumétrico da represa, passando de 7,78%, da semana anterior, para 10,23% na atual. Em Sobradinho a afluência subiu mais um pouco, passando de 780 m³/s da semana anterior, para 800 m³/s na atual. A defluência da represa permaneceu praticamente estável de 606 m³/s. Com isso houve um pequeno acréscimo volumétrico, passando de 2,71% da semana anterior, para 2,92%, nessa semana. Em estiagens pretéritas, a represa de Sobradinho depreciava seu percentual acumulatório em cerca de 1% a cada sete dias. Atualmente, com a proibição de retirada de água pelo agronegócio, todas as quartas-feiras, nos últimos 7 dias Sobradinho aumentou seu potencial acumulatório em cerca de  0,21%.

As capacidades dos reservatórios das regiões Centro Oeste/Sudeste vêm subindo gradativamente (20,32%-11/12/2017, dados ONS). Mas esse baixo percentual ainda existente vem preocupando o poder público, ao ponto de obrigá-lo ao acionamento das termelétricas, em socorro às hidrelétricas. Esse fato resultou no aumento das tarifas de eletricidade do usuário da energia, estando, atualmente, operando em bandeira vermelhaFrancisco de Assis Pereira, do Movimento Carta de Morrinhos, vem acompanhado a elevação do nível do Rio São Francisco no período 2017/2018 (ver gráfico abaixo).  Na Paraíba, o abastecimento de água de Campina Grande voltou à normalidade. O presidente da AESA não concordou com a interrupção da transposição para as necessárias e indispensáveis manutenções dos rasgos dos açudes de Poções e Camalaú, no Eixo Leste do projeto. Segundo ele, daria para serem feitas as manutenções dos ditos rasgos, sem haver a necessidade na interrupção dos bombeamentos. Boqueirão, atualmente, está com cerca de 9,5% seu volume total, e continua recebendo um volume, oriundo da transposição, de apenas 3,5 m³/s. O hidrogeólogo,  José do Patrocínio Tomaz Albuquerque, do Movimento Carta de Morrinhos, esclarece que o volume útil da represa de Boqueirão corresponde a cerca de 1,2% de seu percentual acumulatório total atual, de cerca de 9,5%. A exploração descontrolada das águas subterrâneas em aquíferos do São Francisco (Urucuia e outros), bem como os usos indevidos das águas, têm, também, interferido nas reduções volumétricas do rio. A proibição de retirada volumétrica do São Francisco, nas quartas-feiras, continua em vigor, bem como a política de baixas defluências de Sobradinho, de cerca de 550 m³/s médios, até abril de 2018.

A seguir, são informados os volumes que estão fluindo nos postos de observações volumétricas do Velho Chico. No posto de São Romão, na semana anterior estava com 641 m³/s, na atual subiu para 1244 m³/s. No de São Francisco, que na semana anterior estava com 821 m³/s, na semana atual subiu para 1222 m³/s; no de Bom Jesus da Lapa, que na semana anterior estava com 901 m³/s, na atual caiu para 875 m³/s e no posto de Morpará, que na semana anterior estava com 751 m³/s, nessa semana subiu para 1086 m³/s. A afluência volumétrica da represa de Sobradinho, que na semana anterior estava em 780 m³/s, na atual subiu para 800 m³/s. A defluência da represa ficou estável em 606 m³/s. Com isso, o percentual volumétrico de Sobradinho subiu um pouco. Na semana anterior estava com 2,71% de seu volume útil. Na atual está com 2,92%. A barragem continua com o seu percentual volumétrico com cerca de menos da metade do volume registrado em igual período do ano anterior (atualmente 2,92% - ano anterior 7,43%).

Na semana (11/12), o quadro ainda instável da situação hídrica e da indefinição da manutenção no Eixo Leste da Transposição vem trazendo reflexos preocupantes ao abastecimento de Campina Grande. O abastecimento do município e de outros 18 de seu entorno voltou à normalidade, mesmo com os baixos volumes, nela afluídos, de 3,5 m³/s, e os problemas nas manutenções dos rasgos dos açudes de Poções e Camalaú e, consequentemente, de insegurança dos que habitam àquela região. Os acréscimos volumétricos da represa inexistem ou estão ocorrendo de forma muito lenta. Isso tem levado o paraibano a não acreditar mais no projeto da Transposição.

Circulei a informação em rede e a encaminhei para edição no Observa Fundaj



Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga