quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PRESENTE DE NATAL PARA OS NORDESTINOS.

"Dilma: presente natalino aos nordestinos.
Artigo de Roberto Malvezzi (Gogó).
O presente da presidente Dilma ao povo do semiárido nesse Natal já está decidido: uma cisterna de plástico.
A presidente é uma excelente gerente, pessoa íntegra e acima de qualquer suspeita. Quando criou o “Água para Todos” nos encheu de alegria. Afinal, agora iríamos acelerar a construção das cisternas para beber e produzir. Mas, a presidente preferiu doar centenas de milhares de cisternas de plástico para os nordestinos. Descartou o trabalho histórico da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) e vai trabalhar exclusivamente com os estados e municípios.
Claro que essa decisão está acima de qualquer interesse eleitoreiro, ou dos coronéis do sertão, ou dos 10% das empresas fabricantes do reservatório. Dilma é uma mulher honrada.
Claro que os empresários enviarão junto com as cisternas pedagogos, exímios conhecedores do semiárido, que farão a educação contextualizada realizada a duras penas por milhares de educadores da ASA. Esses pedagogos evidentemente conhecem o semiárido, o regime das chuvas, a pluviosidade de cada região, como se deve cuidar dos telhados, das calhas. Irão pelo sertão, pelas serras, pelos brejos, gastarão dias de suas vidas em meio às populações para realizar com um cuidado sacerdotal as tarefas que a questão exige.
Claro que os políticos farão, antes de entregar as cisternas, uma crítica ao coronelismo nordestino, ao uso da água como moeda eleitoral, afinal, já superamos os períodos mais aberrantes da política nordestina.
Quando a cisterna quebrar os pedreiros capacitados saberão reparar os estragos, sem depender da empresa e as cisternas de plástico não virarão um amontoado de lixo no sertão.
As empresas também enviarão agrônomos para dialogar com as comunidades como se faz uma horta com a água de cisterna para produção, uma mandala, uma barragem subterrânea, uma irrigação simples por gotejamento. Claro, o interesse das empresas e dos políticos é continuar o trabalho pedagógico da ASA tão premiado no Brasil e outros lugares do mundo.
Não temos, portanto, nada a protestar. A presidente e a ministra Campello são exímias conhecedoras do Nordeste, mesmo tendo nascido no sul e sudeste. Conhecem cada palmo da região, dessa cultura, cada um de seus costumes. Claro que não nos enviarão mais sapatos furados, roupas rasgadas em tempos de seca, como acontecia antigamente.
Até porque o trabalho da ASA eliminou as grandes migrações, a sede, a fome, as frentes de emergência e os saques. Mesmo não sendo nordestinas, nem jamais tendo vivido aqui, conhecem a região melhor que o povo que aqui nasceu ou aqui habita. Portanto, gratos por tanta generosidade.
Vamos conversar com os milhões de beneficiados envolvidos na convivência com o semiárido. Eles vão entender as razões da presidente e da ministra e vão retribuir com a generosidade que lhes é peculiar.
O povo do semiárido jamais esquecerá que, no Natal de 2011, ganhou como presente da presidente Dilma Roussef uma cisterna de plástico."

ENOTURISMO NO SÃO FRANCISCO.

"Apresentador e locutor trocou
o esporte pela paixão por vinhos
O narrador esportivo, Galvão Bueno, da TV Globo, dedicou em seu programa, “Bem Amigos”, no Canal Sportv, na noite desta segunda-feira (12), mais de dez minutos de divulgação ao Vale do São Francisco, onde está a divisa dos estados da Bahia e Pernambuco. Conhecido por seus bordões no futebol e no automobilismo, Galvão demonstrou uma grande admiração pela região que produz vinhos e uvas para exportação.
Ao lado de jornalistas como Paulo César Vasconcelos e de comentaristas como o ex-árbitro de futebol, Arnaldo César Coelho, o narrador anunciou como cardápio do dia um prato típico do Vale do São Francisco: o bode assado, com macaxeira (aipim), acompanhado de espumante moscatel (produzido na região) e para sobremesa, mousse de manga plantada às margens do Velho Chico.
A baiana Daniela Mercury foi a convidada do quadro musical do programa, mas Galvão não deixou de citar os juazeirenses João Gilberto e Ivete Sangalo.
No último final de semana, ele esteve em Juazeiro, Petrolina e Casa Nova para conhecer o enoturismo. A bordo do Vapor do Vinho, uma embarcação que faz passeios turísticos pelo Rio São Francisco e Lago de Sobradinho, o narrador teve a oportunidade de navegar e fazer subida à eclusa da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (Chesf), chamada popularmente de “elevador de águas”.
Durante a visita, Galvão ficou encantado com as riquezas do Vale e não poupou elogios a esta região que vem se destacando cada vez mais no cenário nacional. “É um pedaço do Brasil que todo mundo que tiver a oportunidade, deve conhecer. Eu fiquei encantado e orgulhoso em conhecer esse pedaço tão bonito do nosso País”, elogiou o apresentador.
A parada final do passeio foi na Vinícola Ouro Verde, no município de Casa Nova, a 572 km de Salvador, que produz anualmente 2 milhões de litros entre vinhos e espumantes, mais 520 mil litros de vinho para brandy (destilado). No local, Galvão teve a oportunidade de conhecer os vinhedos; a cantina – local de elaboração dos vinhos tinto, branco e espumante -; a destilaria. A visita foi conduzida por um enólogo que explicou ao apresentador todas as fases de produção do vinho, desde a plantação das uvas ao engarrafamento.
Segundo, Eurico Benedetti, um dos diretores da Fazenda Ouro Verde, a visita ilustre reforça a divulgação do destino. “Galvão já tinha nos prometido há muito tempo essa visita, para nós é um prazer imenso receber um jornalista que é hoje, um dos mais importantes formadores de opinião do Brasil”, destaca o empresário.
Benedetti ressaltou ainda que a Fazenda Ouro Verde, tem recebido em média, 2,5 mil turistas por mês.
Para o secretário de Turismo do Estado, Domingos Leonelli, a região recebe um importante reforço na divulgação, com um apelo tão forte e tão comercial que é o testemunho do narrador global."
(Fonte: Verão Bahia.com.br)

IRRIGAÇÃO NO SEMIÁRIDO

"Irrigação no Semiárido: nove anos perdidos.
Artigo de Osvaldo Coelho.
Publicado em: 28-12-2011 Por: Inaldo Sampaio
Em: Artigos, Blog, Sertão
A importância da irrigação no mundo foi muito bem definida pelo indiano N. Gulhati: “a irrigação em muitos países é uma velha arte, tanto quanto a civilização, mas para o mundo é uma ciência moderna – a ciência da sobrevivência”. Não é por outra razão que os dois países mais populosos do mundo, a Índia e a China utilizam-na maciçamente pela sua capacidade inigualável de criar empregos.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO, a área irrigada da Índia passou de 33,8 milhões de hectares em 1975, para 59 milhões em 1999. Foram implantados 25,2 milhões de hectares em 24 anos, o que significa mais de 1 milhão de hectares por ano. Na China, o ritmo não deixa de ser, também, notável: passou de 42 milhões de hectares em 1975 para 53 milhões em 1999, ou seja, foram implantados 11 milhões em 24 anos ou 458 mil por ano.
Quando visitei a famosa barragem Hoover no Rio Colorado, no oeste dos EUA, emocionei-me ao ler a frase que registrava o agradecimento do povo ao presidente Roosevelt: “por seus esforços incansáveis e empenho público inigualável”, por realizar aquela grande obra em plena grande depressão, que ampliou e consolidou a irrigação nos estados do Arizona, Califórnia e Novo México. Emocionei-me porque tenho a exata noção do que significa a irrigação como instrumento gerador da prosperidade e o desenolvimento de uma nação, principalmente, nas regiões áridas e semiáridas do planeta.
Lá nos EUA, houve continuidade. Em 1902, foi criado o Bureau of Reclamation, que construiu os projetos públicos de irrigação nos 17 estados do oeste americano, que tornaram produtivas áreas estéreis dos deserto Mohave, Sonora e Colorado e fez da Califórnia o mais rico estado da união americana. Aqui, no nosso Semiárido, também começamos cedo. A Inspetoria de Obras Contra as Secas – IOCS foi criada em 1909 e a Comissão do Vale do São Francisco em 1948, contudo em muitos governos esses dois órgãos, e seus sucessores Departamento Nacional de Obras Contras as Secas – DNOCS e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf não dispunham de recursos para desenvolver seus planos de trabalho. O governo passado deu as costas para a irrigação. O projeto de irrigação Pontal, em Petrolina, com área irrigável de 7.800 hectares, iniciado no governo Fernando Henrique, em 1995, foi paralisado.
A história da irrigação no Semiárido tem sido marcada pela descontinuidade das ações. A preocupação com a irrigação na região tem sido propagada em vários governos, entretanto, os gastos com obras não têm demonstrado que esta prioridade tenha sido cumprida.
A primeira tentativa para desenvolver a região coube a Epitácio Pessoa em 1920, com a construção das primeiras grandes barragens, estratégicas no combate à seca. Artur Bernardes paralisou. Jucelino Kubistchek idealizou e fundou programas de irrigação no Vale do Jaguararibe e Vale do São Francisco. O governo da revolução implantou 43 mil hectares, Fernando Henrique Cardoso, 32.000.
Se nos últimos 9 anos, fossem implantados 60 mil hectares, o que era possível, teriam 180 mil empregos no Semiárido. Eis o que os nove anos perdidos ficaram devendo ao Semiárido: 180 mil empregos.
Agora, o ministro Fernando Bezerra Coelho anunciou novo compromisso com a irrigação em nome da presidente Dilma Rousseff. Se ocorrer, creio que seremos a região mais rica do país. Só o Canal do Sertão poderá gerar 600 mil empregos. Se somarmos o Canal do Sertão, o projeto Salitre, o Baixio de Irecê, os projetos das ilhas, poderemos chegar a um milhão de empregos. É o que poderemos, poderemos mais."
*Osvaldo Coelho é ex-deputado federal.
Fonte: blog do Inaldo Sampaio
Link: http://maisab.com.br/tvasabranca/inaldosampaio/2011/12/28/semiarido-nove-anos-perdidos/

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

EMA participa do Seminário de Integração do I Subcomitê do CERBCAA/PE em Afogados da Ingazeiras (PE).







Durante os dias 08 e 09 de dezembro, aconteceu na Pousada de Brotas, no município de Afogados da Ingazeira (PE), o Seminário de Integração do I Subcomitê do CERBCAA/PE (Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga em Pernambuco) em Afogados da Ingazeira. O Objetivo do Projeto “VALORIZAÇÃO DO BIOMA CAATINGA” é promover ações visando à valorização da Caatinga através de ações de educação ambiental.


O projeto atende a 17 municípios da Caatinga situados na região de desenvolvimento do Vale do Pajeú, visando. Como metas, Sensibilizar a população local sobre a importância e fragilidade do bioma Caatinga; Capacitar professores da rede de ensino pública e particular sobre as potencialidades e sensibilidade do bioma nos municípios atendidos pelo projeto; Incentivar trabalhos na área de educação ambiental, destacando o Dia Nacional da Caatinga e Dia Internacional do Meio Ambiente e criar o primeiro Subcomitê do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga – CERBCAA-PE através de um processo de educativo e participativo da população.


O CERBCAA/PE acredita que através de ações como as deste projeto, da atuação de organizações não governamentais e do poder público, poderemos mudar a situação atual da CAATINGA, bioma genuinamente brasileiro. A degradação da caatinga, principalmente pela ocupação humana e desmatamento para levar lenha aos fornos de empresas do estado de forma ilegal e sem fiscalização alguma, é o maior desafio.


O Projeto promovido pelo Comitê Estadual da Caatinga, tem o patrocínio do FEMA – Fundo Estadual de Meio Ambiente, Governo do Estado de Pernambuco (Sectma), Execução da Âncora e Apoio do IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco.


Dentro da programação, aconteceu adesivaço no centro de Afogados da Ingazeira, palestras com Hélvio Polito (Secretário Executivo da SEMAS) sobre a Criação de Unidades de "Conservação Estadual no Bioma Caatinga", e sobre a importância das Unidades de Conservação da Natureza, com Ana Virgínia Melo (Ibama), posse dos membros do subcomitê da Caatinga, entrega de certificados, e planejamento de atividades.

Fotos do Seminário:






O Coordenador do CERBCAA/PE, Elcio e sua esposa Emília e Hélvio Polito, Sec. Executivo da SEMAS





Alípio Carvalho (EMA) foi um dos apresentadores do Seminário


































































sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL.

PRESERVE O MEIO AMBIENTE. VOCÊ FAZ PARTE DELE


QUE OS DEFENSORES DO MEIO AMBIENTE TENHAM UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO.

QUE RESSURJA NO CORAÇÃO DE CADA UM UMA NOVA CHAMA DE AMOR.

DE AMOR AO PRÓXIMO QUE, AS MAIS DAS VEZES, ESTÁ TÃO PRÓXIMO E NÃO É ENXERGADO!

DE AMOR AO PAÍS, ONDE, NO GERAL, NÃO MAIS SE ENSINA, NEM SE PREGA, NEM SE PRATICA O CIVISMO NEM O PATRIOTISMO!

DE AMOR À FAMÍLIA, TÃO DESVALORIZADA, MAS QUE É O ALICERCE DE UMA GRANDE NAÇÃO!

DE AMOR À MORALIDADE, QUE É O SUSTENTÁCULO DE UM GRANDE PAÍS!

DE AMOR AO MEIO AMBIENTE, TÃO PROTEGIDO NA TEORIA MAS TÃO DESPROTEGIDO NA PRÁTICA.

QUE, AMANHÃ, POSSAMOS DIZER, COM ORGULHO E CONVICÇÃO, COMO DIZIA RUI BARBOSA: "A PÁTRIA É A FAMÍLIA AMPLIFICADA".

QUE, AMANHÃ, POSSAMOS VIVER COM MENOS AQUECIMENTO GLOBAL.

QUE NOSSOS FILHOS POSSAM VIVER NUM PAÍS MAIS SÉRIO, SEM CORRUPÇÃO, COM MORALIDADE, COM AMOR AO PRÓXIMO, COM FLORESTAS VERDES (OU BRANCAS) RESPEITADAS E PRESERVADAS.

QUE CRISTO RENASÇA NO CORAÇÃO DE CADA UM PARA QUE POSSAMOS CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR, MAIS JUSTO E MAIS VERDE, COM MENOS GUERRAS, COM MENOS FOME E COM PAZ.

SÃO OS VOTOS DA EMA.

CONSERVE A NATUREZA. VOCÊ PRECISA DELE.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"DESASTRE AMBIENTAL NA BAHIA.


A Associação dos Servidores do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - ASCRA e a Associação dos Especialistas e Fiscais do Grupo Ocupacional Fiscalização e Regulação – ASSERF, entidades que representam os servidores do Sistema Estadual do Meio Ambiente – SISEMA, vem a público informar e esclarecer os acontecimentos na Gestão Ambiental no Estado da Bahia, através da Secretaria de Meio Ambiente.
Com a nomeação do então consultor ambiental da empresa Bahia Mineração S.A. (atual primeira suplente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos da cadeira de Mineração) para o cargo de Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia, o Sr. Eugênio Spengler, deu-se início ao debate do modelo de gestão em vigor para o licenciamento ambiental, como também discussão para uma nova proposta de administração no Estado. A partir deste momento começou a desestruturação e esfacelamento da gestão ambiental do Estado, com a criação do INEMA, seguido pela extinção das Autarquias IMA (Instituto de Meio Ambiente) e INGA (Instituto de Gestão das Águas e Clima). É notório ainda existir uma ligação empresarial e pessoal do citado Secretário com o seu (ex-)sócio, o Sr. Cláudio Roberto Bertoldo Langone na empresa Paradigma Soluções Ambientais, atual consultora da Veracel Celulose S.A.

Foi sugerido, na época, que estas mudanças pudessem ocorrer paulatinamente, estabelecendo normativas e fluxos para processos mais urgentes; implantando tecnologias que verdadeiramente integrem o sistema; fortalecendo a gestão de recursos humanos através de capacitações e de ampliação do quadro funcional através de concurso público, entre outras sugestões, para que, de forma responsável se estabelecesse uma melhor integração de todo o Sistema.

Desta forma, com total irresponsabilidade com o serviço público, juntaram-se atribuições sem que os fluxos tivessem sido normatizados e devidamente conhecidos. Estabeleceram rotinas sem que se tivesse tecnologia adequada para recepcioná-las. Congregaram pessoas sem que houvesse uma visão gerencial. Criaram normas que logo em seguida foram ignoradas por não ter respaldo legal gerando confusões nos procedimentos técnicos. Contrataram pessoas sem a mínima experiência de gestão da administração pública. Redirecionaram e reformularam programas e projetos sem a devida justificativa técnica e sem que existisse capacidade gerencial para sua execução, gerando cancelamentos de importantes contratos e convênios. Geraram estruturas sem que fossem alocados técnicos e ainda utilizaram sem qualquer cerimônia os cargos técnicos previstos legalmente para as Diretorias Técnicas do INEMA em assessorias políticas. Criaram inúmeros Grupos de Trabalho, porém não deram a mínima condição para que as propostas advindas do mesmo pudessem ser devidamente encaminhadas. Sobrecarregaram algumas diretorias e esvaziaram outras, tanto em relação à atribuição, quanto ao quantitativo de servidores, de logística mínima como carros, motoristas, equipamentos de campo etc. Era óbvio que o fim desta cena já estava escrito. Infelizmente não estamos em um filme “hollywoodiano” onde tudo é possível.

Aliado a tudo isso, observa-se a total falta de gestão na formação e distribuição dos processos tanto de licenciamento como de fiscalização, funções vitais para a boa fluidez das analises técnicas. ESTES SIM SÃO OS VERDADEIROS MOTIVOS PARA A DEMORA NOS PROCESSOS DE LICENCIAMENTO E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL no Estado, e não o que o Sr Secretário argumenta. Não será o Projeto de Lei n° 19.552/2011, que tramita na Assembléia Legislativa, o resolvedor dos problemas existentes na autarquia ambiental.

Passado o período de transição desde a criação do INEMA por meio da fusão das autarquias, o que vemos é a total falta de normatização para diversos processos, e, principalmente a ausência de integração e descentralização da gestão ambiental que foram premissas que justificaram a reforma do SISEMA. Atualmente continuamos em estruturas físicas distintas precárias (uma parte no bairro do Itaigara e outra em Monte Serrat), com dificuldades operacionais básicas, pouco entrosamento entre as Diretorias, com equipe técnica reduzida para dar conta das demandas e com os escritórios regionais ainda sem condições de recepcionar os processos licenciatórios. Não é mais cabível que se brinque em alterar leis tão importantes para o Estado simplesmente para atender desejos pessoais de cada novo gestor da pasta, sem que haja minimamente respeito e zelo ao serviço público e ao meio ambiente. Apesar do Secretário Eugênio Spengler afirmar que o Governador do Estado já autorizou o concurso público para o INEMA, foi criada recentemente uma comissão destinada a realizar um Processo Seletivo Simplificado para contratação de 45 (quarenta e cinco) Técnicos de Nível Superior, em Regime Especial de Direito Administrativo – REDA, através da Portaria 1.545 do INEMA publicada em 26 de novembro de 2011, o que contradiz as informações declaradas e que poderá ser considerado um entrave para a realização do concurso público, tendo em vista o histórico de postergação do mesmo quando se contrata técnicos temporários (REDAS).

Um servidor admitido para prestar serviços mediante contrato temporário não pode exercer legitimamente qualquer parcela de poder de polícia, dada a sua precária e transitória situação perante o Poder Público. Sendo assim, a ASSERF protocolou junto ao Ministério Público Estadual a representação de nº 003.0.211683/2011, em 16 de novembro de 2011, para vedação e/ou anulação dos contratos de REDA, especialmente para aqueles que exercem atividades do Grupo Ocupacional de Fiscalização e Regulação (Lei 11.051/2008).

Neste sentido, a ASSERF e a ASCRA alertam a sociedade quanto aos riscos referentes ao Projeto de Lei nº 19.552/2011 submetido para aprovação em “regime de urgência” que propõe a reformulação da lei ambiental e de recursos hídricos do Estado da Bahia e que altera significativamente instrumentos que têm garantido a qualidade da análise técnica e desrespeita princípios constitucionais da proteção ambiental e dos servidores públicos.

O que realmente é necessário, antes de promover mudanças na lei ambiental, é que sejam criadas condições mínimas de gestão, incluindo incremento dos recursos humanos (desde o ano de 2000 que não há concurso público), capacitação do corpo técnico, fortalecimento do sistema gerencial, investimento massivo em tecnologia, implantação de estrutura física adequada para garantir a integração das ações do INEMA, bem como o funcionamento efetivo dos escritórios regionais, favorecendo de fato a gestão descentralizada e assim proporcionar a modernização da gestão ambiental no Estado da Bahia."

Uilian Almeida
Diretor-Presidente da ASSERF

Fonte para edição no Rema:
Ruben Siqueira - siqueira.ruben@gmail.com

TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO.

São Francisco: Ministro anuncia estudos para eixo sul da transposição.
A Tarde Online
07/12/2011
http://www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=5790515&t=Sao+Francisco:+Ministro+anuncia+estudos+para+eixo+sul+da+transposicao
João Pedro Pitombo
Mino Carta, Wagner e o ministro durante evento da Carta Capital.
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, anunciou nesta terça, 06, em Salvador que o governo federal já iniciou os estudos para construção do eixo sul da transposição do Rio São Francisco. A obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conta originalmente com dois eixos que vão levar água para as regiões mais secas de Pernambuco, Paraíba e Ceará.
Em palestra no evento da série Diálogos Capitais, da revista CartaCapital, Bezerra Coelho afirmou que o terceiro eixo do projeto partirá do município baiano de Rodelas, a 554 quilômetros de Salvador, em direção ao interior do Estado. “Pretendemos levar água e garantir segurança hídrica para as regiões mais secas da Bahia”, destacou o ministro, ressaltando que o objetivo é concluir os estudos sobre o eixo sul em meados de 2013: “A partir dos estudos, teremos uma noção do traçado, além de uma perspectiva de custo para implantação do projeto”.
O anúncio foi feito pelo ministro num momento em que as obras da transposição tem sofrido reveses. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) no eixo leste da obra apontou problemas como atrasos na execução do projeto, falta de fiscalização nos trechos e superfaturamento de preços, que resultaram em prejuízos da ordem de R$ 8,6 milhões. Realizada entre junho de 2010 e maio de 2011, a auditoria constatou que a obra já excedeu o orçamento original em mais de 30% do valor original. Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, que percorreu trechos da obra em andamento, o projeto exibe sinais de abandono como rachaduras, vergalhões de aço retorcidos e estruturas de concreto estouradas.
De acordo com o ministro Fernando Bezerra Coelho, a obra de tranposição neste momento possui quatro mil trabalhadores, atuando em dez das 16 frentes de trabalho. “Estamos negociando para retomada das obras nas outras seis frentes”, garantiu o ministro. A paralisação das seis frentes é resultado de impasses nas negociações com as construtoras, que querem novos aditivos ao valor do contrato por conta de gastos não previstos no projeto inicial.
Diante de tal panorama, o ministro afirmou que a previsão é que as obras do eixo leste sejam entregues em 2014 e as do eixo norte em 2015. Na proposta original, ambos os eixos seriam inaugurados em 2010. Com os atrasos, o orçamento inicial, que era de R$ 5 bilhões, foi revisto para R$ 6,8 bilhões.
Preocupação - A possibilidade de criação de mais um novo canal de vazão das águas do rio São Francisco é motivo de preocupação para os ambientalistas. Na avaliação do presidente do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), Renato Cunha, é preciso avaliar de maneira minuciosa se o rio tem capacidade de atender a mais um canal de transposição.
“O São Francisco já possui os seus problemas: a revitalização ainda não foi realizada concretamente e as obras dos dois eixos da transposição tem diversos problemas técnicos”, pondera o ambientalista. Ele ressalta que a construção de um novo eixo não necessariamente vai resolver os problemas de segurança hídrica do semiárido baiano. “Os problemas do semiárido são difusos e estão geograficamente espalhados. É preciso investir em projetos que atendam onde está a população”, destaca.
Fonte para edição no Rema:
Ruben Siqueira - siqueira.ruben@gmail.com
Comissão Pastoral da Terra / Bahia
Articulação Popular São Francisco Vivo

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga