sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"OS POBRES VÃO HERDAR A TERRA.

Os pobres vão herdar a Terra.
http://anovaeconomia.wordpress.com/
6 de julho de 2011 — Christopher

A Pesquisa da Semana é sobre o tema tratado no post e está apresentada em seguida a ele.


photo © 2009 Amio Cajander more info (via: Wylio)
O post da semana passada Pobreza Extrema: apenas uma questão de renda? gerou um interesse muito grande.


Em um só dia foram 152 acessos. E diversos comentários ao longo da semana. Continuo no tópico, agora com uma abordagem global.

“Hoje, 4 das 7 maiores economias são países em desenvolvimento: China, Índia, Rússia e Brasil. 30 anos de crescimento anual de 10% transformaram a China de uma economia pobre e agrária num gigante industrial e 2ª economia em tamanho do mundo”. “E nós prevemos que já na próxima geração, o Japão e a Alemanha sairão da lista e os EUA serão o único país desenvolvido a constar da lista dos 7 maiores”.

São dados apresentados no artigo “The Poor Will Inherit the Earth” de Uri Dadush e William Shaw publicado no último dia 20 no site do “The Carnegie Endowment for International Peace“. E o artigo aprofunda-se, citando que:

“Paradoxalmente, as novas potencias devem manter-se relativamente pobres. O PIB chines em torno de 2035 ultrapassará o dos EUA, mas a renda per capita será apenas a metade. A economia da Índia, a terceira então, será 3 vezes maior do que a japonesa, mas com renda per capita quatro vezes menor”.

É a visão de um mundo onde as nações pobres têm cada vez mais influência, e que reforça, sob uma outra perspectiva, o diagnóstico da necessidade de uma Nova Economia.

De um lado, a divisão internacional do poder terá que, inevitavelmente, acompanhar esta nova realidade, o que traz um enorme risco de conflitos graves, dado que, com o seu poderio militar desproporcional, dificilmente os EUA cederão espaço sem luta.

De outro, e tão preocupante quanto, os habitantes destas nações emergentes estarão ávidos pelos bens e serviços aos quais grande parte das populações dos países desenvolvidos se acostumaram. Como isto é inviável, a acomodação será ainda mais dura, pois todos terão que se mover na direção do equilíbrio econômico de forma a preservar o meio ambiente e buscar justiça social. E, junto com o equilíbrio, vem a afirmação do bem estar como valor maior a ser perseguido.

Felizmente, nesta visão, é remota a possibilidade de persistirem grandes áreas de exclusão social, devido à forte presença econômica destes que estão herdando (ou conquistando) a terra.

É uma Nova Economia que está sendo forjada, mas que não é inevitável, e que, portanto, depende da luta por ela por todos nós e desde agora.

Termino sugerindo que você participe da pesquisa relacionada ao tema, no post que se segue.
Publicado em Interdependência. Tags: Bem estar, Crescimento econômico, Economia, Justiça Social, Nova Economia, Sustentabilidade."

SEMANA ANTINUCLEAR


Neste mês de agosto ocorrerá em Recife a Semana Anti Nuclear, organizada pelo Movimento Ecossocialista de Pernambuco (www.mespe2011.ning.com) com o apoio da Fundação Lauro Campos, Fundação Heinrich Böll, Greenpeace, Centro Cultural Correios, Simples Consultoria e Articulação Anti Nuclear Brasileira.

Na quarta-feira dia 10, as 19 horas, no Centro Cultural Correios haverá o lançamento da Revista Ecoss de Pernambuco com o tema “Reflexões sobre Energia Nuclear”, reunindo textos de autores do mundo acadêmico, político e de organizações sociais. Em seguida ocorrerá o debate Pernambuco: Energia Nuclear e Desenvolvimento, tendo com debatedores o professor Claudio Ubiratan Gonçalves (UFPE), o professor Heitor Scalambrini Costa (UFPE/Mespe) e Roberto Malvezzi, conhecido como Gogó, militante social e escritor.

As 19:30 horas, da sexta-feira dia 12 de agosto, no teatro Hermílio Borba Filho (Teatro Apolo) será apresentado o espetáculo Poético Musical de Educação Ambiental Bicho Homem, com textos de literatura de cordel e músicas de Allan Sales e Trupe. Na ocasião será lançado o cordel “Não queremos usina nuclear em Pernambuco, no Nordeste e no Brasil”, de autoria de Allan Sales.

Serviço:
Lançamento da Revista Ecos de Pernambuco
Debate Pernambuco: Energia Nuclear e Desenvolvimento
Dia: 10 (quarta-feira)
Mês: agosto de 2011
Hora: 19 horas
Local: Centro Cultural Correios, Av. Marques de Olinda-262 (bairro do Recife)
Fones: 3224-5739/3424-1935
Espetáculo Poético Musical de Educação Ambiental Bicho Homem e
Lançamento do cordel “Não queremos usina nuclear em Pernambuco, no Nordeste e no Brasil”
Dia: 12 (sexta-feira)
Mês: agosto de 2011
Hora: 19:30 horas
Local: Teatro Hermílio Borba Filho (teatro Apolo), Rua do Apolo, 121 (bairro do Recife)
Fone: 3355-3320

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

LATIFUNDIÁRIOS DA AMAZÔNIA JÁ ESTÃO DIVIDINDO IMÓVEIS RURAIS PARA DRIBLAR A OBRIGAÇÃO DE PRESERVAR.




A possibilidade prevista na reforma do Código Florestal de desobrigar as propriedades de até 4 módulos fiscais (20 a 400 hectares, dependendo da região do Brasil) de manter áreas de reserva legal está causando uma corrida aos cartórios para fracionar as propriedades em glebas menores.
03 de julho de 2011 0h 00

Por Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo

Jonne Roriz/AE–26/10/2005


Terra arrasada. Área desmatada na Amazônia: a fim de não manter vegetação nativa, proprietários de terra buscam cartórios para fragmentar propriedades em glebas menores Segundo oficiais de cartórios ouvidos pelo Estado, houve aumento de até 10%, em algumas regiões, nos pedidos de fracionamento. O texto do novo Código aprovado em maio pela Câmara dos Deputados prevê que as opriedades menores não precisam manter a reserva legal - a área com vegetação nativa que varia de 20% a 80% das terras.

Em Araçatuba (SP), ao menos oito donos de áreas rurais com mais de 4 módulos fiscais requisitaram o desmembramento de suas propriedades nos últimos dois meses. Em Mato Grosso, donos de terras correm aos cartórios em busca de informações sobre como ficar desobrigados de terem a reserva legal. Tabeliães e auxiliares de cartórios confirmam que houve um crescimento "grande", em torno de 8% a 10%, nesses pedidos.

Com a divisão de suas terras, esses proprietários podem escapar da obrigatoriedade de recomposição de reserva legal e de multas, caso o texto da reforma do Código Florestal, aprovado em maio pela Câmara, asseavaler."Os pedidos de fracionamento de imóveis estão ocorrendo desde que as discussões sobre a reforma do Código Florestal começaram", diz Marcelo Melo, diretor de Meio Ambiente da Associação dos Registradores Imobiliários do Estado de São Paulo (Arisp) e oficial do cartório de registros de imóveis de Araçatuba. Dos oito pedidos de fracionamento que recentemente chegaram ao cartório, Melo negou todos, porque não apresentaram as escrituras públicas de compra e venda desses imóveis.
O fato de não apresentar escrituras levanta a suspeita de que esses fazendeiros estejam mesmo tentando driblar a legislação. Pelo menos um deles, segundo Melo, revelou, no balcão do cartório, que o motivo era esse mesmo. "Neguei os pedidos porque o Estatuto da Terra proíbe o desmembramento para a formação de minifúndios sem a apresentação da escritura", disse.

Melo lembra que, no ano passado, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator do texto aprovado na Câmara, prometeu incluir um dispositivo legal no novo Código proibindo o fracionamento de fazendas para burlar a legislação. "Ele prometeu, mas não cumpriu. Como deixou em aberto, há essa possibilidade de se burlar a legislação."

Amazônia. Nos municípios que compõem a Amazônia Legal, onde a reserva legal é de 80% da propriedade, a tendência se confirma. O escrivão Vilson Henrique Mendes dos Santos, do Cartório do 1.º Ofício de Cotriguaçu (MT), disse que os proprietários chegam sempre com a dúvida do que será previsto na nova lei. "Querem saber se vai haver desobrigação da reserva legal", diz. Segundo o escrivão, os proprietários são orientados a aguardar. "Ninguém ainda sabe", disse.


Donos de cartórios de Nova Ubiratã e Sorriso, regiões produtoras de soja, confirmam ainda que caíram os pedidos de registro de reserva legal, o que indica que produtores estão na expectativa quanto ao novo Código. "É preocupante que proprietários transfiram parte da matrícula dos imóveis para parentes de "confiança". Sem reserva legal, quem perde é o ambiente", diz Bruno Becker, oficial do cartório de Nova Ubiratã, município que esteve no epicentro do recente pico de desmate que ocorreu em Mato Grosso. Oportunismo. Segundo Rodrigo Lima, pesquisador do Instituto deEstudosdo Comércio e Negociações Internacionais (Icone), o texto aprovado na Câmara não esclarece se os proprietários que estão desmembrando seus imóveis ficarão livres de recompor a reserva legal. "É um ponto que terá de ser discutido no Senado", diz Lima. "Isso (fracionamento dos imóveis) é oportunismo, como quem está desmatando por antecipação pensando que será anistiado pelo novo Código", diz Lima.


Na avaliação de Cláudio Maretti, líder da iniciativa Amazônia Viva da ONG WWF Brasil, a corrida aos cartórios demonstra má-fé. "O grande problema não é a reforma do Código Florestal em si e sim a criação da imagem de que o Brasil precisa desmatar para continuar sendo uma potência agrícola."


COLABORARAM FÁTIMA LESSA e CHICO SIQUEIRA,
ESPECIALPARAOESTADO.EdmilsonPinheiroSãoLuís/MA/Brasil.www.forumcarajas.org.brhttp://territorioslivresdobaixoparnaiba.blogspot.com/http://reentrancias-ma.blogspot.com/por João Suassuna — Última modificação 07/07/2011 08:30

PROJETO DE TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO É CRITICADA POR AMBIENTALISTAS.





Domingo 05 junho 2011 19:16
http://cmfcps.arteblog.com.br/519453/Projeto-de-Transposicao-das-aguas-do-Rio-Sao-Francisco-e-criticada-por-ambientalistas/

"O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da Chapada do Araripe - com grande gasto de energia!-, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política", escreve Aziz Ab´Sáber, geógrafo, professor e escritor, em artigo publicado pela Agência Envolverde. Segundo ele, "no fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria".

É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas ideias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas. Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.


Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar. Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semiárida do Brasil.


Trata-se de um argumento completamente infeliz lançado por alguém que sabe de antemão que os brasileiros extra-nordestinos desconhecem a realidade dos espaços físicos, sociais, ecológicos e políticos do grande Nordeste do País, onde se encontra a região semiárida mais povoada do mundo.


O Nordeste Seco, delimitado pelo espaço até onde se estendem as caatingas e os rios intermitentes, sazonários e exoreicos (que chegam ao mar), abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 quilômetros quadrados, enquanto a área que pretensamente receberá grandes benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte. Portanto, dizer que o projeto de transposição de águas do São Francisco para além Araripe vai resolver problemas do espaço total do semiárido brasileiro não passa de uma distorção falaciosa.


Um problema essencial na discussão das questões envolvidas no projeto de transposição de águas do São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte, diz respeito ao equilíbrio que deveria ser mantido entre as águas que seriam obrigatórias para as importantíssimas hidrelétricas já implantadas no médio/baixo vale do rio - Paulo Afonso, Itaparica e Xingó.


Devendo ser registrado que as barragens ali implantadas são fatos pontuais, mas a energia ali produzida, e transmitida para todo o Nordeste, constitui um tipo de planejamento da mais alta relevância para o espaço total da região.


Segue-se na ordem dos tratamentos exigidos pela ideia de transpor águas do São Francisco para além Araripe a questão essencial a ser feita para políticos, técnicos acoplados e demagogos: a quem vai servir a transposição das águas?


Os "vazanteiros" que fazem horticultura no leito dos rios que "cortam" - que perdem fluxo durante o ano - serão os primeiros a ser totalmente prejudicados. Mas os técnicos insensíveis dirão com enfado: "A cultura de vazante já era". Sem ao menos dar qualquer prioridade para a realocação dos heróis que abastecem as feiras dos sertões. A eles se deve conceder a prioridade maior em relação aos espaços irrigáveis que viessem a ser identificados e implantados. De imediato, porém, serão os fazendeiros pecuaristas da beira alta e colinas sertanejas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm.


Um projeto inteligente e viável sobre transposição de águas, captação e utilização de águas da estação chuvosa e multiplicação de poços ou cisternas tem que envolver obrigatoriamente conhecimento sobre a dinâmica climática regional do Nordeste. No caso de projetos de transposição de águas, há de ter consciência que o período de maior necessidade será aquele que os rios sertanejos intermitentes perdem correnteza por cinco a sete meses.


Trata-se, porém, do mesmo período que o rio São Francisco torna-se menos volumoso e mais esquálido. Entretanto, é nesta época do ano que haverá maior necessidade de reservas do mesmo para hidrelétricas regionais. A afoiteza com que se está pressionando o governo para se conceder grandes verbas para início das obras de transposição das águas do São Francisco terá consequências imediatas para os especuladores de todos os naipes.


O risco final é que, atravessando acidentes geográficos consideráveis, como a elevação da escarpa sul da Chapada do Araripe - com grande gasto de energia!-, a transposição acabe por significar apenas um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, de grande custo, e que acabaria, sobretudo, por movimentar o mercado especulativo, da terra e da política.


No fim, tudo apareceria como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria.
Fonte: Comissão Pastoral daTerra - CPT.
por João Suassuna — Última modificação 06/07/2011 17:13

ATIVISTAS PROTESTAM EM BERLIM CONTRA FINANCIAMENTO ALEMÃO A ANGRA 3.


Maurício Moraes
Da BBC Brasil em São Paulo
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110705_angra_alemanha_financiamento_mm.shtml
Atualizado em 6 de julho, 2011 - 06:11 (Brasília) 09:11 GMT


Governo alemão anunciou fechamento de todas as usinas nucleares até 2022, após acidente no Japão Ativistas antinucleares convocaram um protesto nesta quarta-feira em Berlim contra os planos do governo alemão de subsidiar indiretamente a construção da usina nuclear de Angra 3, no litoral do RiodeJaneiro.

Os manifestantes, que realizarão o protesto em frente à sede do governo, dizem ter reunido um abaixo-assinado com 125 mil assinaturas pedindo o fim do financiamento.

Programa nuclear

• Angra 3 vai custar quase R$ 10 bilhões e ficará pronta em 2015
• Apesar dos apelos por revisão, Brasil mantém estratégia nuclear
• Governo planeja erguer entre 4 e 6 usinas nucleares até 2030
Tópicos relacionados
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A pouco menos de quatro meses do acidente na central nuclear de Fukushima, no Japão, que levou a Alemanha a anunciar o fechamento de todas as suas usinas até 2022, os ativistas querem que o governo Merkel desista de subsidiar a empresa francesa Areva, que irá fornecer equipamentos para Angra 3.

Em entrevista à BBC Brasil, Barbara Happe, porta-voz da ONG Urgewald, disse que “não faz sentido o governo anunciar que fechará todas as usinas alemãs e continuar investindo na construção de plantas em outros países”.

O financiamento indireto se dá por meio da agência alemã de fomento a exportações Hermes.

Segundo a ONG, o governo alemão planeja investir 1,3 bilhão de euros (cerca de R$ 2,9 bilhões) na companhia francesa Areva, que irá produzir os equipamentos de Angra 3 em uma linha de produção alemã. Este tipo de subsídio funciona como uma espécie de seguro para proteger as empresas alemãs caso um empreendimento em outro país fracasse.

A Areva foi contatada pela BBC Brasil para comentar se está considerando alguma mudança nos seus planos em relação a Angra 3, mas não respondeu à reportagem.

Usina

“Não faz sentido o governo anunciar que fechará todas as usinas alemãs e continuar investindo na construção de plantas em outros países”
Barbara Happe, da ONG Urgewald

Segundo Happe, o projeto de subsídios à exportação, que esteve suspenso em 2001 e 2009, foi aprovado no último ano pelo Parlamento. Vários países são beneficiários, mas ao Brasil foi destinado o maior montante – 1,3 bilhão de euros, contra um total de 35 milhões de euros (cerca de R$ 55 milhões) para os outros 11 projetos, de acordo com a ONG.

O projeto brasileiro também é o único que contempla a construção de uma nova usina.

Em 2010, a Alemanha reafirmou seu compromisso com Angra 3, mas nenhum contrato de financiamento nem de fornecimento de materiais por parte do governo chegou a ser assinado.

O projeto nuclear brasileiro é fruto de um acordo de cooperação assinado em 1975 com a antiga Alemanha Ocidental.

Deficiências

Eletronuclear nega que complexo de Angra esteja obsoleto, mas diz que segurança pode aumentar.

Em abril deste ano, diversas organizações, entre elas a Urgewald, enviaram uma carta à chanceler Merkel, pedindo que o governo não levasse à frente os planos de financiamento da Areva.

Os ativistas argumentam que a situação da usina Angra 2, que funciona há dez anos sem uma licença ambiental permanente e que também foi resultado de uma parceria com a Alemanha, comprova que o Brasil é um país com "baixos padrões de segurança e sem uma fiscalização nuclear independente".

A ONG diz ainda que o projeto brasileiro emprega tecnologia obsoleta, menciona a falta de um plano de evacuação eficiente em caso de eventual emergência e diz que falta um sistema independente de fiscalização.

Em nota à BBC Brasil, a Eletronuclear disse as usinas de Angra “foram projetadas e construídas dentro dos mais rigorosos critérios de segurança adotados internacionalmente”.

A empresa estatal disse ainda que os equipamentos já comprados “não estão obsoletos” e se “encontram em ótimas condições para uma operação confiável e segura da planta”.

Segundo a Eletronuclear, as usinas são vistoriadas periodicamente por organismos como a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). A empresa cita que nunca houve um acidente no complexo, mas ressalta que “num ambiente de tolerância zero, sempre é possível melhorar a segurança”.

por João Suassuna — Última modificação 06/07/2011 16:35

NOTÍCIAS DO CENTRO DE ESTUDOS DO NORDESTE - CENOR.


"O Centro de Estudos do Nordeste (CENOR) divulga o resultado da IV Reunião Ordinária da Academia Pernambucana de Ciências, que enfocou a Transposição do rio São Francisco.

Pesquisador João Suassuna apresenta dados científicos que mostram a inviabilidade do Projeto de Transposição do Rio São Francisco

Em adiantado estágio de implantação, o Projeto de Transposição do Rio São Francisco vem dividindo opiniões e levantando vozes que se unem em defesa da vida de um dos mais importantes cursos de água naturais da América do Sul. O Velho Chico - como é carinhosamente chamado o rio que nasce em Minas Gerais e em seus mais de dois mil quilômetros banha também os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe - está correndo sérios riscos, segundo a conferência apresentada pelo engenheiro agrônomo, especialista em Planejamento Florestal, mestre em Botânica e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, João Suassuana.

Cantado em verso e prosa, em obras literárias de beleza sem igual, como nas palavras de Guimarães Rosa, o São Francisco aparece agora com os ecos de um novo grito. O Projeto de Transposição foi o tema principal da IV Reunião Ordinária da Academia Pernambucana de Ciências e a convite do presidente da instituição, Waldecy Pinto, João Suassuna apresentou e deixou à disposição de todos um farto material que mostra muitas razões cientificamente comprovadas para sua luta.

Abaixo você poderá visualizar alguns dos estudos disponíveis. Basta escolher o tema e clicar. Se quiser ver os quadros da conferência completa clique aqui e depois acesse a opção anexos no final da página.
Análise dos Impactos do projeto de Transposição do São Francisco na Agricultura Irrigada do Nordeste Setentrional

Transposição do Rio São Francisco na Perspectiva do Brasil Real

Informativo da Caravana São Francisco, Transposição: Águas da Ilusão

Projeto Manuelzão, manifesto ao País: Transposição das Águas do Rio São Francisco – Riscos Previsíveis e Consequências Incalculáveis".

por João Suassuna — Última modificação 06/07/2011 16:02

PELO MENOS 2 MILHÕES DE PESSOAS MORREM POR ANO NO MUNDO POR CAUSA DE ÁGUA CONTAMINADA.


Pelo menos 2 milhões de pessoas, principalmente crianças com menos de 5 anos de idade, morrem por ano no mundo devido a doenças causadas pela água contaminada. Porém, os problemas podem ser evitados por meio de políticas públicas eficientes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para os especialistas, o ideal é adotar um plano de gestão de água potável de qualidade.

Publicado em julho 6, 2011 por HC
http://www.ecodebate.com.br/2011/07/06/pelo-menos-2-milhoes-de-pessoas-morrem-por-ano-no-mundo-por-causa-de-agua-contaminada/
Tags: água, contaminação, saneamento, saúde

O coordenador de Água, Saneamento, Higiene e Saúde da OMS, Robert Bos, destaca que os males causados pela água contaminada atingem países desenvolvidos e em desenvolvimento. “Isso deixa claro que a maioria desses [problemas] poderia ter sido evitada por meio da implementação dos planos de segurança em água.”

A OMS dispõe de um plano denominado Planejamento de Água Saudável, que define uma mudança na gestão da água potável em vários países. A ideia é incluir procedimentos de segurança para assegurar a qualidade da água usada na alimentação e orientações à população. Também há recomendações sobre os riscos envolvidos.

De acordo com o estudo, é necessário que as autoridades estejam atentas às mudanças climáticas, que provocam alterações de temperatura da água, e às ameaças de escassez do produto. Há, ainda, a preocupação com o controle no uso de substâncias químicas para o armazenamento de água potável.

“Os países têm a oportunidade de fazer progressos substanciais para a saúde pública por meio da definição e aplicação de normas eficazes e adequadas para assegurar água potável”, disse a diretora da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente, Maria Neira.

Para o diretor executivo da Agência Nacional de Águas de Cingapura, Khoo Teng Chye, o fornecimento de água potável é um dos principais pilares da saúde pública. Segundo ele, as novas orientações devem seguir os princípios da prevenção e qualidade da água potável.

Reportagem de Renata Giraldi, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 06/07/2011

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