terça-feira, 31 de agosto de 2010

CRESCIMENTO DO IMBUZEIRO NA CAATINGA DEGRADADA AOS 6 ANOS

Ainda do Dr. Nilton de Brito Cavalcanti:


O CRESCIMENTO DO IMBUZEIRO NA CAATINGA DEGRADADA AOS 6 ANOS






A foto

Nesta foto podemos observar o sistema radicular de uma planta de imbuzeiro com 6 anos de crescimento em uma área de caatinga degradada. A fotografia foi obtida na Embrapa Semiárido, Petrolina, PE em 14 de abril de 2003.

O fato


O imbuzeiro é uma planta de crescimento muito lento. Na fotografia podemos observar o sistema radicular de uma planta de imbuzeiro aos seis anos de crescimento em uma área de caatinga degradada. Os resultados obtidos aos seis anos foram os seguintes: altura da planta 1,49 m, o diâmetro basal do caule ao nível do solo de 6,31 cm. A circunferência do caule ao nível do solo foi de 15,51 cm. A altura da copa foi de 1,28 m. O maior e o menor diâmetro da copa foram de 2,38 e 1,95 m, respectivamente. As raízes horizontais e verticais mediram 2,29 e 1,31 m, respectivamente. O maior e menor diâmetro das raízes foram de 3,12 e 0,021 cm. O peso da matéria fresca dos galhos e folhas foi de 7,53 kg. As folhas pesaram 1,89 kg e a madeira 5,64 kg. Em relação à produção de xilopódios, foram encontrados 26 com peso total de 4,48 kg. Aos seis anos as plantas produziram uma média de 3 frutos com peso médio de 22,56 g".

COMO ESTUDAR O SISTEMA RADICULAR DO IMBUZEIRO

Mais uma colaboração do Dr. Nilton de Brito Cavalcanti da EMBRAPA:


COMO ESTUDAR O SISTEMA RADICULAR DO IMBUZEIRO

A Foto


Nesta foto podemos observar como é realizado o estudo do sistema radicular de uma planta de imbuzeiro em uma área de caatinga degradada. A fotografia foi obtida na Embrapa Semiárido, Petrolina, PE em 12 de março de 2008.

O fato

O estudo do sistema radicular do imbuzeiro requer cuidados especiais para que todas as raízes e

xilopódios sejam localizadas e mensuradas. A retirada do solo exige muito cuidado, visto que, as ferramentas podem danificar as raízes e distorce as informações obtidas. Dependendo do solo onde esta localizada a planta de imbuzeiro a remoção do solo é difícil. Uma das maneiras encontradas para facilitar este trabalho é a utilização de um jato de água com um motor bomba, assim, todo o solo é retirado e as raízes e xilopódios ficam intactas para o estudo."

sábado, 21 de agosto de 2010

A migração do cágado d água na caatinga

Mais uma colaboração do Dr. Nilton de Brito Cavalcanti:

A migração do cágado d água na caatinga





A foto

Nesta foto, podemos observar um cágado-d'água na caatinga. A fotografia foi obtida numa área de caatinga nativa Estação Experimental da Caatinga na Embrapa Semi-Árido em Petrolina, PE em 19 de maio de 2010.
O fato
Os cágados-d água, geralmente são encontrados nos riachos e rios temporários da região semiárida do Nordeste. Na caatinga são encontradas duas espécies de cágado, a Phrynops geoffroanus e P. tuberculatus, estas podem ser encontradas em riachos, rios e açudes da Caatinga. Acredita-se que na época da chuva, esses animais migram dos açudes para os riachos. Este exemplar da foto foi observado deslocando-se na caatinga em busca de locais com água. Como este ano de 2010 não houve chuvas significativas na região, vários cágados têm sido observados na caatinga em busca de fontes de água. Esta migração põe em risco a espécie, visto que, fora dos corpos de água, os cágados são vulneráveis."

A perda da lavoura no sertão de Pernambuco em 2010





Colaboração do Dr. Nilton de Brito Cavalcanti da EMBRAPA:


"A perda da lavoura no sertão de Pernambuco em 2010

A foto

Nesta fotografia podemos ver um agricultor cultivando milho. A fotografia foi obtida no dia 27 de maio de 2010 na Comunidade de Barreiro no município de Petrolina, PE.

O fato

As expectativas de irregularidades nas chuvas de 2010 no sertão de Pernambuco se confirmaram. As chuvas não foram suficientes para que os agricultores conseguissem alguma produção das culturas de subsistência, como o milho e o feijão. Na comunidade de Barreiro no município de Petrolina, PE, os agricultores que plantaram com as chuvas de fevereiro não tiveram bons resultados como podemos ver na roça do senhor Alírio Macêdo. As chuvas não foram suficientes para a produção das lavouras. Embora nesta comunidade tenha ocorrido uma precipitação de 306,8 mm na comunidade, os veranicos impediram o desenvolvimento do milho e feijão. Contudo, ainda houve alguma colheita na propriedades onde os agricultores plantaram com as chuvas do final de 2009."

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A colheita de imbu no mês de junho na caatinga




Mais uma colaboração do Dr. Nilton de Brito Cavalcanti, da EMBRAPA:
"A COLHEITA DE IMBU NO MÊS DE JUNHO NA CAATINGA"


A foto

Nesta fotografia podemos ver alguns frutos do imbuzeiro. A fotografia foi obtida em 14 de junho de 2010 na caatinga do município de Petrolina, PE.

O fato

A fenologia reprodutiva do imbuzeiro na região semiárida do Estado de Pernambuco ocorre no período de julho a fevereiro, com a brotação e floração de agosto a setembro, a frutificação de outubro a novembro e os frutos maduros de dezembro a fevereiro. Contudo, algumas plantas já apresentam frutos maduros no mês de novembro. O período médio entre o início da frutificação e a maturação plena dos frutos é, em média, de 125 dias com ocorrência de frutos aos 116 dias após a fecundação em algumas plantas. Neste caso, estes frutos tiveram sua fecundação entre os dias 30 de julho a 01 de agosto de 2009. Por outro lado, existem plantas tardias que só iniciam a produção no mês de abril e vão até junho como podemos ver na fotografia. Essas variações contribuem para que a produção do imbuzeiro ocorra em um período mais prolongado. Essas informações também podem ser confirmadas na Ceasa de Recife, PE onde existe registro da chegada de imbu no mês de junho."

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

2º CONGRESSO PANAMERICANO SOBRE PLANTAS E BIOENERGIA



Do INOVA BRASIL postamos a reportagem abaixo:


"Terça-feira, 10 de agosto de 2010


2º Congresso Pan-Americano sobre Plantas e Bioenergia


Energia das plantas

O Brasil deixa no campo até 45 toneladas de galhos e cascas de eucalipto por hectare plantado. Cerca de 5% dessa biomassa se refere a diferentes tipos de açúcares, como frutose, sacarose, glicose e galactose, que poderiam ser transformados em álcool por meio de processos de fermentação.

Com cerca de 4,5 milhões de hectares de eucaliptos plantados no Brasil, o ganho promovido por tal utilização seria muito significativo. Os dados fazem parte da pequisa de Carlos Labate, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), e foram apresentados no 2º Congresso Pan-Americano sobre Plantas e Bioenergia, iniciado domingo (8/8), em São Pedro (SP).

Além da casca de eucalipto, milho, cana-de-açúcar, algas, soja e muitas outras fontes de biocombustível estão no centro das discussões do evento que reúne pesquisadores em química, genética, ecologia e fisiologia, entre outras disciplinas.

“O objetivo do encontro é reunir especialistas em diversas áreas de pesquisa sobre energia a partir de plantas, a fim de construirmos um quadro amplo das diversas questões envolvidas”, disse Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biologia da Universidade de São Paulo (IB) e coordenador do evento.

“Conseguimos reunir, no simpósio, alguns dos principais pesquisadores no mundo nessas áreas”, disse Buckeridge, que é membro da coordenação do programa BIOEN-FAPESP e diretor científico do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas (SP).
A apresentação de abertura foi feita pelo fisiologista Paul Moore, do Hawaii Agricultural Research Center (HARCK - Estados Unidos), que discorreu sobre a importância e as perspectivas da cultura da cana-de-açúcar para a produção de bioenergia de maneira sustentável ao ambiente.

Moore considera a cana-de-açúcar estratégica para os Estados Unidos conseguirem cumprir as metas assumidas em 2007 de produzir 36 bilhões de galões de combustível a partir de fontes renováveis até o ano de 2022. “Para atingir esse número, a produção [dos biocombustíveis] terá que acelerar e bem rápido”, alertou.

Como solução, o pesquisador propõe o desenvolvimento de novas variedades da planta a partir de cruzamentos entre diferentes famílias. O objetivo seria transformar por hibridização a atual cana-de-açúcar em “cana-de-energia”, um cultivar que teria menores teores de água e de açúcar em troca de fibras mais longas e em maior quantidade.

“As fibras são fundamentais para a chamada segunda geração do etanol, obtido a partir das fibras de celulose. A quantidade de açúcar não é importante nesse caso”, afirmou.

O maior desafio para a produção norte-americana é desenvolver uma espécie de cana-de-açúcar resistente ao frio. A mais cultivada no mundo, a Saccharum officinarum, é tropical e não suporta baixas temperaturas, por isso os países sul-americanos e os africanos são os mais adequados para produzi-la. Nos Estados Unidos, somente o extremo sul do país, que compreende uma pequena parte dos estados da Flórida e do Texas, é capaz de manter plantações.

Moore sugere cruzamentos entre a Saccharum officinarum com cultivares do gênero Miscanthus, uma gramínea que resiste a invernos rigorosos e é encontrada até na mais fria região da Columbia Britânica, no Canadá.

“A espécie híbrida poderia avançar para o norte ocupando primeiro o meio dos Estados Unidos, chegando em uma segunda etapa até o norte do país, que é mais frio”, disse.

O cientista ressalvou os problemas inerentes de novas espécies. “Elas terão comportamento imprevisível e não conhecemos seus efeitos sobre os insetos e sobre as doenças dos vegetais. Não podemos aumentar a produção de biocombustível se ela for ambientalmente insustentável”, disse.

Produção mais eficiente

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, falou no congresso sobre a história do etanol brasileiro desde a introdução da cana-de-açúcar no país, no século 16, passando pelo programa Proálcool, na década de 1970, em meio à crise do petróleo na época.

“O Brasil começou a utilizar o etanol por necessidade. O país, que gastava, em 1974, US$ 750 milhões em importações de petróleo, passou a pagar mais de US$ 4 bilhões no ano seguinte”, disse.

Brito Cruz destacou que o Estado de São Paulo responde por dois terços da produção nacional atual do combustível, daí a importância de iniciativas como o Programa BIOEN-FAPESP.
Entre os desafios para a pesquisa brasileira nesse setor, Brito Cruz ressaltou o aumento da eficiência dos processos para produção de biocombustível, com a utilização de menos água, menos energia gasta e sem precisar aumentar a área cultivada.

A grande diversidade genética do milho foi tratada por Steve Moose, da Universidade de Illinois (Estados Unidos). Os estudos do cientista indicaram que o milho tem grande capacidade de maximizar a aplicação de nitrogênio, apresentando alta produção em troca de menores doses do macronutriente.

Segundo Mosse, o milho é um bom produtor de açúcares que podem ser convertidos em etanol. Além disso, a planta apresenta grandes oportunidades de melhoria genética e conta com práticas agrícolas bem estabelecidas e conhecidas dos produtores no país, o que facilitaria a produção e a introdução de novas espécies.

O professor Paulo Sergio Graziano Magalhães, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apresentou no encontro o livro Bioetanol de Cana-de-açúcar.

A obra, que será lançada em breve, reúne trabalhos de 139 especialistas, que vão desde desenvolvimento genético e técnicas agrícolas, passando pelas relações de trabalho no campo até políticas públicas envolvidas no desenvolvimento do setor.

Sob a organização geral de Luiz Augusto Barbosa Cortez, professor da Unicamp e coordenador adjunto de Programas Especiais da FAPESP, o livro é dividido em 76 capítulos. Com 992 páginas, estará disponível em português e inglês.

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP
Postado por InovaBrasil às 8/10/2010 09:46:00 AM
Marcadores: bioenergia, cooperação, eventos, tecnologia "

PROGRAMA DE INCENTIVO ÀS RPPNS



(Crédito: Vídeo dirigido por Paulo Rufino, em 2003, são 26 minutos de um processo muito bonito e que foi várias vezes premiado. Produzido pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera de Mata Atrlântica e parceiros, trata do manejo e certificação de recursos florestais (palmito, erva mate e piaçava) da Mata Atlântica, envolvendo as comunidades tradicionais. Documentário / Paulo Ruffino / RBMA / 8:17 min / 2003)

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Inscrições ao Edital do Programa de Incentivo
às Reservas Particulares vão até o dia 31
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Proprietários de terras e organizações não governamentais (ONGs) podem se inscrever até o próximo dia 31 para concorrer ao 9º Edital de Projetos do Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural da Mata Atlântica (RPPNs).

Coordenado pelas ONGs Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica e The Nature Conservancy, o programa vai destinar R$ 350 mil para projetos de criação de RPPNs e para a elaboração de planos de manejo. O apoio será de até R$ 10 mil para cada reserva criada e de até R$ 30 mil por proposta de plano de manejo.

No último edital, realizado no ano passado, o programa recebeu 90 propostas, sendo que 30 foram aprovadas e receberam recursos no valor total de R$ 300 mil. Criado em 2003, o programa colaborou para a criação de 381 RPPNs e 78 projetos ligados à gestão dessas unidades ambientais, resultando na proteção de 43 mil hectares do bioma brasileiro.

“O Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica foi lançado com o objetivo de fortalecer o sistema nacional de unidades de conservação, apoiando os proprietários que têm a iniciativa de colaborar com a conservação do bioma", disse a coordenadora do programa, Mariana Machado.

Levantamento feito com base em pesquisas sobre 127 unidades desse tipo mostra que as RPPNs têm uma contribuição importante para a preservação de espécies da Mata Atlântica. As áreas detêm pelo menos 3 mil espécies de plantas e animais, além de 24% da fauna e 13% da flora brasileira ameaçadas de extinção.

“As RPPNs têm um papel importante. O estudo mostra que elas são parte integrante de diversas estratégias para a conservação da biodiversidade. Estão localizadas, por exemplo, no entorno de unidades de conservação, como parques e reservas públicos. Então, elas ajudam a formar zonas de amortecimento e a interligar essas áreas, formando corredores ecológicos”, afirmou Mariana.

Algumas RPPNs formam os corredores de biodiversidade que favorecem a elaboração de políticas públicas e ações de conservação. “Elas têm esse papel de somar esforços. Iniciativa privada somando esforços ao Poder Público para a conservação do nosso patrimônio natural”, acrescentou a coordenadora.

Além das condições biológicas apresentadas pela área candidata a se transformar em uma RPPN, o programa avalia outros critérios na seleção dos projetos vencedores, como a contribuição para a conservação da biodiversidade, a presença de recursos hídricos e de espécies raras ou ameaçadas de extinção, a relevância da área no contexto regional, a proximidade com outra unidade de conservação.

No edital deste ano, foi inserido também o critério da fisionomia vegetal. “Porque o bioma Mata Atlântica tem diversos ecossistemas associados. E esses tipos de vegetação não estão todos bem representados na nossa rede de unidades de conservação. Então, esse também vai ser um critério na seleção e avaliação das propostas para esse edital, de forma que todos os tipos de ecossistemas sejam contemplados”.

A divulgação dos ganhadores será feita no fim de outubro, dando início à execução dos projetos, que terão um ano para a realização das atividades. Maiores informações podem ser obtidas no e-mail programarppn@sosma.org.br.

De acordo com o Cadastro Nacional de RPPNs, o Brasil tem 930 reservas particulares, totalizando área de 670 mil hectares, que envolve todos os biomas (Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia, Pantanal). Desse total, 67%, ou o equivalente a mais de 600 reservas, são de Mata Atlântica e ajudam na proteção de 130 mil hectares.

Edição: Graça Adjuto//Matéria alterada para correção de data no título.

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga