sábado, 7 de agosto de 2010

A compota de imbu na merenda escolar



Em continuação, mais um artigo do Dr. Nilton de Brito Cavalcanti da EMBRAPA.


"A COMPOTA DE IMBU NA MERENDA ESCOLAR


A foto


Nesta fotografia podemos observar um lote de compota de imbu. Esta fotografia foi obtida na Comunidade de Marruá em Uauá, BA no dia 2 de fevereiro de 2010.

O fato


A compota de imbu é uma das formas de processamento do fruto do imbuzeiro mais adequada para o consumo do fruto fora da época de produção. A compota é obtida com a adição de uma calda de açúcar aos frutos e posteriormente o cozimento em banho maria. Este produto tem sido muito apreciado, principalmente pelos consumidores de outras regiões que não produzem o fruto do imbuzeiro. Os ingredientes necessários para a compota são: 1 kg de açúcar comum; 1 litro de água potável; 2 litros de frutos no estádio de maturação “de vez”. Para obter a calda da compota deve-se misturar a água com o açúcar e leve ao fogo brando, mexendo constantemente até a fervura da água. Os frutos devem ser descascados ou não. Colocar os frutos em vidros esterilizados e depois completar com a calda. Posteriormente colocar em banho-maria durante 30 minutos. Após a retirada dos vidros do banho maria, deixe esfriar em local seco e arejado por 12 horas antes do consumo. A produção de compota tem como destino a merenda escolar dos municípios produtores de imbu. Parte da produção que não é comercializada com a Conab é distribuída para outras regiões."

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

IICID será em Fortaleza (CE)



Do Blog do Estado do Ceará: interessante!

"ICID+18 debaterá alternativas para
regiões semiáridas do mundo inteiro

O Estado do Ceará vai receber, nos próximos dias 16 a 20 de agosto, no Centro de Convenções, em Fortaleza, a Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID+18), que pretende reunir cerca de dois mil participantes do mundo inteiro para identificar e focalizar ações nos desafios e oportunidades que enfrentam as regiões áridas e semiáridas do planeta.

De acordo com a presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), Tereza Farias, o evento será um importante espaço para as discussões ambientais no âmbito da Caatinga, especialmente para o Ceará, já que 92% do território do Estado é composto por este Bioma. Além disso, para a presidente, o encontro é uma oportunidade para o debate sobre o clima e as políticas públicas que vão difundir os processos de adaptação e mitigação das mudanças climáticas que são resultantes de processos naturais motivados, na maioria das vezes, por usos indevidos dos recursos ambientais. “Tratar das mudanças climáticas, na realidade, é avaliar o modelo de desenvolvimento econômico e ambiental fundamentado nas pesquisas científicas e nas evidências que a população sente no dia-a-dia”, frisou a presidente.

No caso específico da Caatinga, na Região semiárida cearense, Tereza Farias ressalta que o Estado vem sofrendo com o desmatamento, com as queimadas e com a perda da biodiversidade, que têm contribuído para escassez dos recursos hídricos e para o aumento da emissão de CO² na atmosfera. “É por isso que o Ceará já criou a lei florestal estadual, que estimula o manejo agroflorestal, o sistema agrosilvopastoril, o controle de queimadas e o combate aos incêndios florestais. A integração destas políticas tem propiciado aos gestores municipais trabalhar estratégias alternativas para a melhoria dos indicadores de desmatamento e de queimadas”, destacou.
O estado é pioneiro no trabalho de estudos hidroambientais, desenvolvido pela Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) e que permite a utilização sustentável dos recursos naturais, proporcionando melhoria de renda e assegurando condições ambientais favoráveis à recuperação de áreas degradadas. De acordo com Tereza Farias, o desenvolvimento agrário no Estado tem implantado programas de conservação de solo, práticas agrícolas sustentáveis e arranjos produtivos locais, a exemplo da apicultura e artesanato, apoiados pelo Projeto Mata Branca, que minimizam a exploração indevida e desordenada do solo e dos recursos florestais.

“Todo esse processo de sustentabilidade da Caatinga e novas práticas conservacionistas só são possíveis por meio de capacitações e de educação ambiental envolvendo as escolas, os sindicatos rurais, o poder público municipal, os agricultores, proprietários de terras e setor empresarial”, aponta Tereza Farias.

Estudos realizados pela Fundação Cearense de Meteorologia e de Recursos Hídricos (Funceme), que monitora desde 1992 as áreas em processo de desertificação no Estado, mostram que estas áreas vêm se expandido. Para Tereza Farias, é preciso fortalecer as políticas florestais no Estado incentivando o manejo agroecológico, a educação ambiental contextualizada para o homem do campo e o aumento nas áreas protegidas.

03.08.2010
Assessoria de Imprensa do Conpam:
Ranne Almeida - (85) 9978.7019 / 8757.2550"

MEIO AMBIENTE

Caatinga. Foto: Sectma

Postamos abaixo interessante artigo colhido no blog da Faculdade Raimundo Marinho de Alagoas.


"Conservação da Caatinga é tema de debate na ICID 2010
Divulgação

No Brasil, 95% das áreas suscetíveis à desertificação estão na Caatinga. Bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga já teve quase metade de sua cobertura vegetal desmatada. Por isso, combater o desmatamento e ampliar atividades sustentáveis são focos de ações para conter a desertificação na região.

A criação de áreas protegidas na Caatinga é uma das prioridades do Ministério do Meio Ambiente. Experiências mundiais de criação de unidades de conservação (UC) para o combate à desertificação serão debatidas durante a II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas (ICID 2010), de 16 a 20 de agosto, em Fortaleza (CE). O evento vai reunir representantes de mais de 100 países.

No dia 17, às 14h, o diretor de Áreas Protegidas do MMA, Fábio França, vai falar sobre o trabalho do governo brasileiro na criação de UCs na Caatinga. A Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, em parceria com o Instituto Chico Mendes e com a ONG TNC, definiu uma agenda de criação de unidades de conservação, que prevê 20 novas áreas.

Já foi criada uma UC e duas estão em processo de criação. O Monumento Nacional do Talhado do São Francisco (AL, BA, SE) foi criado em junho do ano passado. Ainda será criado o Parque Nacional do Boqueirão da Onça (BA) e ampliado o Parque Nacional das Confusões (PI).

Essas ações ampliam em 2% a área protegida da Caatinga. Segundo o Mapa de Unidades de Conservação e Terras Indígenas da Caatinga, produzido pelo MMA e a ONG TNC, lançado em 2008, a Caatinga tem 7% da sua área em unidades de conservação federais e estaduais e terras indígenas, sendo 1% área de proteção integral.

Ferramentas de adaptação às mudanças climáticas também serão apresentadas na mesa-redonda, assim como trabalhos desenvolvidos na Ásia e África e o panorama da desertificação nas Américas.

Uso sustentável - Responsável pelo Núcleo Bioma Caatinga, João Arthur Seyffarth vai coordenar painel sobre conservação e uso sustentável de espécies nativas, no dia 18, às 8h30. O manejo e conservação da Caatinga, conhecido por GEF Caatinga, desenvolve alternativas para o uso sustentável do bioma, tanto para atividades de manejo florestal madeireiro quanto para produção de alimentos.

Esses debates vão subsidiar a última mesa-redonda sobre o tema. No dia 20, às 14h, a secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, participa da mesa-redonda sobre políticas públicas para a gestão da biodiversidade nas terras secas - ferramentas para o enfrentamento da desertificação e a adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

A ICID envolve países da África, Ásia e América Latina, e cerca de dois mil participantes, com a meta de incluir de forma efetiva as questões relacionadas aos efeitos do aquecimento global em regiões áridas e semiáridas nas agendas de debates nacionais e internacionais.

por Ascom/MMA

PRESIDENCIÁVEIS E MEIO AMBIENTE.



De Júlia Kacowicz, colunista de "O Diário de Pernambuco":

"Presidenciáveis falam de meio ambiente em 1º debate
sexta-feira, 6 de agosto, 2010 por Julia Kacowicz às 0:15

No penúltimo bloco, a temática ambiental chegou ao primeiro debate dos presidenciáveis na Band. O candidato do Psol, Plínio de Arruda Sampaio, que se apresentou como o quarto candidato que ninguém conhecia (e provavelmente é quase verdade) levantou a discussão e questionou Marina Silva, candidata do PV.

Plínio criticou a defesa de Marina Silva sobre a união entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade de recursos naturais. Segundo ele, essa teoria é contraditória. Ele argumentou que, para defender a natureza, é preciso controlar o lucro, as taxas de juros. Por isso, a chamou de “ecocapitalista”.

E criticou Marina por achar que tudo pode ser conciliado. “Tem coisas que não pode. Tem coisas que precisam de clareza, implicando em custos. Não dá para unir tudo”, disse em relação ao comportamento de aliada da economia.

Marina contra-argumentou que defender a natureza era uma luta generosa. Disse que todos precisam de água e meio ambiente e, por isso, era preciso conciliar. “Se todos não fizerem o mesmo, não teremos futuro. Estamos diante de um imperativo ético para salvar a vida e, nela, estão incluídos todos. O pobre e o rico”.

E vocês, o que acham? É possível unir economia, lucro e meio ambiente? "

COMBATE À DESERTIFICAÇÃO EM PERNAMBUCO.


Com satisfação levamos ao conhecimento de nossos Visitantes uma notícia alvissareira: o Governo de Pernambuco acaba de criar instrumentos de conscientização e combate à desertificação.

Esta notícia adveio do Secretário Executivo do Meio Ambiente de Pernambuco, Dr. Hélvio Polito Lopes Filho, psostada abaixo.

Em breve postaremos os Decretos Governamentais referidos.


"Caros(as) Amigos(as),

É com muito prazer que informamos ter o Governador Eduardo Campos assinado, no dia 03 de agosto de 2010, os seguintes Decretos:
DECRETO Nº 35.386, de 03 de Agosto de 2010, que Institui o Fórum Pernambucano de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.
DECRETO Nº 35.387, de 03 de Agosto de 2010, que Institui o Comitê Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.
Estes Decretos são mais um passo na implementação da Política Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos efeitos da Seca, ao qual o nosso Pernambuco pioneiramente construiu numa parceria entre a sociedade civil, academia, setores produtivos e poder público, em todos os níveis.
O Fórum Pernambucano de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, tem como finalidade promover a discussão, no âmbito do Estado de Pernambuco, da utilização racional e planejada dos recursos naturais da região do semiárido, do fenômeno da desertificação e desertização, da influência das mudanças climáticas globais no semiárido e da preservação do Bioma Caatinga, visando a colher subsídios para formulação, implantação e monitoramento de políticas públicas a serem implementadas.
O Comitê Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, possui a competência de coordenar, no âmbito do Poder Executivo Estadual, a implementação e a execução da Política Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.
Agradeço a todos que colaborarão com nossa vanguarda pernambucana e esperamos convocar, em muito breve, as primeiras reuniões do Fórum e do Comitê, para avançar na consolidação da Política Ambiental de Pernambuco.
Abraço,
Hélvio Polito Lopes Filho
Secretário Executivo de Meio Ambiente
Governo do Estado de Pernambuco".

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Água de cisterna na lavagem de roupas no sertão nordestino .


A foto
Nesta foto, podemos observar a utilização da água de chuva para lavagem de roupas. A fotografia foi obtida na comunidade de Atalho no município de Petrolina, PE em 26 de outubro de 2006.
O fato
A cisterna rural tem como finalidade armazenar o maior volume possível da água que cai no telhado das casas, visando o atendimento das necessidades de águas das pessoas no período de estiagem, com prioridade para o consumo e preparo dos alimentos. Todavia, a utilização desta água para atividades como a lavagem de roupas não é uma forma racional de aproveitar a água de chuva. Para lavagem de roupas, os agricultores deveriam utilizar água armazenada em outras fontes como barreiros, açudes, etc. Este fato leva-nos a uma reflexão sobre as formas de utilização da água de chuva armazenada nas cisternas. Não que as pessoas não têm direito de lavar suas roupas, isto não é o caso, e sim, o fato de que a água da cisterna é muito boa para ser utilizada na lavagem de roupas. De modo geral, sempre há uma fonte alternativa de água nas comunidades e dela os agricultores poderão utilizara a água para lavagem de roupas, visto que, a lavagem de roupas consome muita água.
(Fonte: Fatos e Fotos da Caatinga)

domingo, 1 de agosto de 2010

MAQUETE INTERATIVA DO PROJETO BIOMAS

Mquete interativa do Projeto Biomas



Foto: Divulgação

A maquete interativa do Projeto Biomas, uma iniciativa da Confederação Nacional de Agricultura estará exposta no 1º Encontro sobre Agropecuária Sustentável em São Gabriel do Oeste, que será realizado no Centro de Pesquisas do Sindicato Rural, nos dias 5, 6 e 7 de agosto..

A maquete ilustra uma propriedade rural ambiental, social e economicamente viável, uma propriedade modelo e sustentável. O objetivo é que os produtores visualizem o que é preciso construir para ter uma produção agropecuária que, de fato, se sustente.

Através da maquete pode visualizar as áreas de produção, as áreas de proteção ambiental como Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente em margens de cursos de água, morros e as demais instalações necessárias em uma propriedade rural. A maquete possui recursos luminosos de interatividade para que, quando apresentada, seja destacado o sistema que está sendo citado.

O Projeto Biomas

Com investimento garantido de R$ 20 milhões nos próximos nove anos, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançaram oficialmente o Projeto Biomas em abril de 2010.

Trata-se de uma iniciativa inédita que vai permitir que o Brasil consiga, ao mesmo tempo, manter a liderança global na produção agropecuária e promover a preservação do meio ambiente.

"Vamos mostrar ao mundo que o Brasil não é apenas um grande produtor de alimentos, mas que apresenta também uma produção rural embasada em técnicas científicas e ambientalmente sustentáveis", afirmou a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, no lançamento das atividades.

Serão realizados estudos específicos que atenderão todos os seis biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. A proposta é criar modelos, a partir de bases científicas, que permitam ao produtor rural conjugar capacidade de produção e preservação ambiental, levando em consideração potencialidades e fragilidades de cada área.

A unidade Embrapa Florestas, de Colombo (PR), liderará as pesquisas. “Com este projeto poderemos chegar a um consenso técnico-científico para não inviabilizar a atividade”, disse o chefe da Embrapa Florestas, Helton Damin da Silva.

A participação no Encontro é gratuita e as inscrições podem ser feitas no Sindicato Rural pelo telefone 3295-1663, na abertura do evento ou pelo e-mail sgosustentavel@gmail.com. (Com informações de Alex Marcel Melotto - Fonte: idest.com.br)

Aventura Selvagem em Cabaceiras - Paraíba

Rodrigo Castro, fundador da Associação Caatinga, da Asa Branca e da Aliança da Caatinga

Bioma Caatinga

Vale do Catimbau - Pernambuco

Tom da Caatinga

A Caatinga Nordestina

Rio São Francisco - Momento Brasil

O mundo da Caatinga